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Peugeot-Citroën quer atrair órfãos da Kombi para ser líder de utilitários

Murilo Góes/UOL
Citroën Jumpy (foto) e Peugeot Expert começaram a ser vendidos no Brasil em 2017 Imagem: Murilo Góes/UOL

Eugênio Augusto Brito e Fernando Calmon

Do UOL; Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

2019-05-31T07:00:00

31/05/2019 07h00

Resumo da notícia

  • Ana Theresa Borsari, diretora-geral da PSA, foca "ofensiva de utilitários"
  • Citroën Jumpy e Peugeot Partner lideram estratégia e têm fila de espera
  • Citroën e Peugeot hoje detêm 1,9% do segmento de comerciais leves

A PSA (controladora de Peugeot e Citroën) representa atualmente 1% do mercado de automóveis e comerciais leves no Brasil. Já teve 5% em seu auge, quando emplacava quase 100 mil unidades de modelos como 207, primeiro C3 e C4 Hatch e Pallas. Dentro do plano de retomada sustentável de crescimento, a empresa tem uma meta ambiciosa: liderar entre veículos comerciais, atuando no vácuo deixado pela Volkswagen Kombi -- e também na seara de picapes médias.

Para atingir esse objetivo, a francesa tem como cartas na manga modelos como Citroën Jumpy e Peugeot Expert -- utilitários médios desenvolvidos na Europa com plataforma moderna e a versatilidade de unir dimensões compactas com boa capacidade de carga -- ou transporte de passageiros.

A estratégia de focar um dos segmentos que mais cresce no país, cuja clientela é dominada por empresas e frotistas, foi um dos destaques de entrevista exclusiva concedida a UOL Carros por Ana Theresa Borsari, diretora-geral de PSA, Peugeot, Citroën e DS no Brasil.

"Esse segmento de minivans médias ficou órfão com a saída da Kombi. Agora, o Expert Furgão e o Expert Minibus [além do Jumpy nessas configurações] são a solução para essas empresas, que ainda têm grandes frotas e estavam órfãs, sem saída, sem opção de produto. E a gente inclusive tem hoje fila de espera para esse carro, tamanha é hoje a demanda por minivans médias", pontuou a executiva.

Jumpy e Expert, basicamente, são o mesmo modelo com emblemas diferentes. Hoje, ambos são importados do Uruguai, onde são produzidos desde meados de 2017, para o Brasil. Segundo Borsari, a dupla é o "carro-chefe" da ofensiva de utilitários da PSA no país. "Eles inauguram esse segmento dos utilitários médios supermodernos, que conseguem aliar versatilidade e carga, que é uma tendência já consolidada na Europa, mas que não existia no Brasil".

No Brasil, a unidade da PSA em Porto Real (RJ) faz adaptações em parte das unidades dos dois utilitários, produzindo assim as configurações chamadas de Minibus, para transporte de até 11 pessoas -- versão que custa cerca de R$ 119 mil.

"Grande oportunidade"

"O segmento dos utilitários vem crescendo de maneira exponencial no Brasil, é um dos segmentos que mais cresce. O segmento dos furgões cresceu 43% neste início de ano. E porque isso? Durante o período da crise as empresas foram estendendo a renovação das suas frotas de utilitários. Mas chega um momento em que, com crise ou sem crise, passa a ficar ruim em termos de rentabilidade você manter fotas antigas. Então as empresas são obrigadas a fazer a renovação das suas frotas. É o que está acontecendo este ano e a gente está navegando nisso. Essa é a grande oportunidade", sentencia a chefona da PSA no país.

Ana Theresa Borsari defende seus produtos, destacando que oferecem o melhor TCO (custo total de propriedade e uso).

"Em termos logísticos, é um carro muito interessante. O Minibus também é um segmento muito grande no Brasil e ele faz 70% desse segmento".

De janeiro a abril, as marcas Peugeot e Citroën juntas venderam 2.184 unidades, o que representa 1,89% da categoria de comerciais leves -- os dados são da Fenabrave. Além de Jumpy e Expert, a linha de utilitários comerciais da PSA no Brasil é composta pelos furgões/vans grandes Peugeot Boxer e Citroën Jumper.

O grupo automotivo também oferece a dupla Citroën Berlingo/Peugeot Partner, de veículos multi-uso (MPV) estes já defasados e sem atualizações significativas há alguns anos. Na Argentina, ambos mantêm versões para transporte de passageiros, descartadas para nosso mercado, que prefere os SUVs para essa finalidade.

Infelizmente, não há planos imediatos de trazer as novas gerações dos MPVs.

"Na Argentina a gente comercializa nossa Partner, inclusive em versão aventureira. Hoje infelizmente não tem mercado para isso [no Brasil] porque o consumidor se voltou ao SUV e essa parte mais racional da compra, que ainda se tem na Argentina, a gente não tem mais no Brasil".

Picape média está nos planos

Toda a empresa que busca sucesso no segmento de utilitários também não tem como ignorar as picapes médias, outra fatia do mercado que está aquecida no país.

Borsari confirma que a PSA está trabalhando no projeto, mas que só deve chegar ao Brasil "numa segunda etapa".

Pelo planejamento, a picaoe vai estrear na China, primeiramente, e depois na Europa. Virá para cá, provavelmente, no meio do seu ciclo de vida, como já aconteceu aqui com C4 Cactus e último C3, por exemplo.

Essa picape está em desenvolvimento no país asiático, daí a preferência por atender primeiro aquele mercado.

"Não dá para almejar ser líder do segmento de utilitários sem olhar para o subsegmento de picapes. Sim, a gente está trabalhando nesse projeto".

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