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Placa Mercosul estreia no Paraguai; veja diferenças para o modelo do Brasil

Reprdução
Imagem: Reprdução

29/05/2019 07h00

Resumo da notícia

  • Ata do Mercosul diz que padrão estreia no Paraguai em 1º de julho
  • Versão paraguaia tem elementos de segurança ausentes na brasileira
  • No Brasil, placa Mercosul já está em 7 Estados e mais de 2 milhões de veículos
  • Estudo do Denatran prevê adiamento do padrão no resto do Brasil para o fim do ano

Presente em sete Estados brasileiros e em mais de 2 milhões de veículos no país, a placa Mercosul começa a ser adotada no Paraguai a partir de 1º de julho. A informação consta de ata publicada no começo de abril no site oficial do Mercosul (www.mercosur.int/), que nos seus anexos traz todos os elementos que vão integrar a versão da placa veicular no país vizinho. O Paraguai já adiou a implantação, inicialmente prevista para 4 abril deste ano.

Com isso, os quatro países do bloco econômico já vão aderir ao novo formato: além do Paraguai, Uruguai foi o primeiro a migrar, em março de 2015, enquanto na Argentina passou a vigorar em abril do ano seguinte. No Brasil, estreou em setembro do ano passado, no Rio de Janeiro, e hoje também é emitida no Amazonas, na Bahia, no Espírito Santo, no Paraná, no Rio Grande do Norte e no Rio Grande do Sul.

Embora o padrão Mercosul seja definido por uma patente registrada via acordo internacional em 2014, há algumas diferenças tanto na parte visual quanto na gestão de país para país -- cada um tem adaptações à sua realidade e tamanho da frota. Essa situação não é diferente na placa paraguaia: a versão deles traz, inclusive, alguns itens de segurança que a nossa não tem, além de outras diferenças. Confira.

1 - Placa paraguaia tem "nanotexto"

A placa Mercosul do Paraguai traz nos caracteres e na borda externa um "nanotexto", item de segurança adicional, visível apenas de forma microscópica. Serve para prevenir clonagens e falsificações e é aplicado juntamente com as inscrições "Paraguay Mercosur" visível nas letras, nos números e na borda, com efeito difrativo (a cor muda conforme a incidência da luz). O Brasil não usa o "nanotexto", mas utiliza as inscrições difrativas, presentes no projeto original -- com os dizeres, no caso, "Brasil Mercosul".

Versão paraguaia traz as 4 letras em sequência, além de holograma e QR Code na parte inferior direita - Reprodução
Versão paraguaia traz as 4 letras em sequência, além de holograma e QR Code na parte inferior direita
Imagem: Reprodução

2 - Paraguai tem letras em posição diferente

Assim como a versão brasileira, a paraguaia traz caracteres organizados com quatro letras e três números, que no nosso caso permite uma quantidade de combinações bem maior que as da placa cinza. Porém, o padrão Mercosul no Paraguai tem as quatro letras em sequência, precedendo os três números. Aqui, a distribuição dos caracteres é um pouco diferente: três letras, um número, outra letra e os dois últimos números. A diferença no ordenamento não altera a quantidade de combinações possíveis nos dois países.

"Ondas sinusoidais" são elemento de segurança que será retirado da versão brasileira - Divulgação
"Ondas sinusoidais" são elemento de segurança que será retirado da versão brasileira
Imagem: Divulgação

3 - Placa Mercosul Paraguaia tem marca d'água extra

A versão do Paraguai acrescenta marca d`água com as letras "PY" sobre o fundo branco, visível apenas sob determinado ângulo, como elemento de segurança adicional às chamadas "ondas sinusoidais" já utilizadas na versão brasileira. Também é um dispositivo que serve para coibir falsificações.

Placa Mercosul Brasileira perdeu faixa holográfica de segurança, mas tem QR Code (no lado esquerdo) - Evandro Leal/Agência Freelancer
Placa Mercosul Brasileira perdeu faixa holográfica de segurança, mas tem QR Code (no lado esquerdo)
Imagem: Evandro Leal/Agência Freelancer

4 - No Paraguai, Placa Mercosul traz holograma

A versão paraguaia traz, no lado direito, na parte inferior, abaixo do brasão do país, um código QR Code ao lado de um holograma -- o primeiro serve para dar acesso aos dados de registro do veículo e rastreamento da produção, ao passo que o segundo é mais um elemento para prevenir clonagens. O projeto da placa brasileira previa o holograma, retirado antes desta começar a ser emitida aqui, por questão de custos.

Por outro lado, a placa Mercosul do Brasil tem o QR Code, que, dentre outras coisas, traz as informações de estado e município de registro do veículo. A brasileira chegou a ser produzida com bandeira do Estado e brasão do município de registro, removidos cerca de um mês após ela começar a vigorar no Rio de Janeiro -- novamente sob a alegação de redução nos custos de produção, segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). Esses elementos (identificação visual do Estado e do município) não são usados nos outros países e não estão previstos na patente original da placa.

Brasil aguarda por definições

Oficialmente, a placa Mercosul brasileira deve ser adotada em todo o território nacional até 30 de junho. No entanto, estudo técnico do Denatran enviado aos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) prevê uma série de alterações no projeto e seu adiamento para 31 de dezembro nas unidades da federação onde ainda não foi adotada.

Dentre as mudanças pretendidas pelo órgão federal de trânsito estão a retirada de elementos de segurança, como as citadas "ondas sinusoidais" e o efeito difrativo nos caracteres e na borda; restrição da emissão da nova placa a carros novos; e alteração na regra de cadastro das empresas fornecedoras da placa de identificação veicular.

A placa Mercosul não foi adotada por mais unidades da federação no Brasil desde a posse do presidente Jair Bolsonaro, que já falou em "anular" o padrão no país.

São características comuns da placa Mercosul nos quatro países os seguintes elementos: fundo branco com caracteres pretos, faixa azul com o emblema Mercosul na parte superior e o nome e a bandeira de cada país do bloco.

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