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Avaliação: Citröen C4 Cactus AT6, R$ 87.500, mostra como anda na cidade

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

09/04/2019 07h00

Resumo da notícia

  • Cactus intermediário custa de R$ 75.990 a R$ 87.490
  • Motor 1.6 aspirado rende até 118 cv (etanol)
  • Cactus Feel é configuração certa para uso urbano
  • Versão com motor 1.6 flex também é base para Cactus PCD
  • É bom de manobrar, tem bom nível de equipamentos
  • Acabamento interno tem aspecto pobre

Lançado no último trimestre de 2018, o crossover C4 Cactus já é o modelo mais vendido da Citröen, batendo o hatch C3 e o monovolume Aircross, com cerca de 1.200 unidades mensais. Ele também foi eleito o "Melhor SUV Nacional" no Prêmio UOL Carros 2018. Claro, fica a pergunta: se você procura um modelo mais urbano, para usar mais na cidade, do que na estrada, vale apostar no Cactus com motor 1.6 sem turbo (aspirado)? Vamos responder testando o Cactus Feel Pack 1.6, com câmbio automático.

Nesta configuração testada, o Cactus 2019 custa R$ 87.490, já incluso aumento de R$ 1.000 que vigorou no último mês. São quase R$ 13 mil para o Cactus topo de gama, que é o SUV compacto com melhor relação entre força e porte, mas que custa R$ 100 mil. E você leva um desempenho interessante para uso na cidade, com um pouco menos de eficiência, bom nível de equipamentos e o mesmíssimo visual externo.

Lembramos que, para quem tem direito, é este Cactus 1.6 automático que serve de base para o carro de vendas diretas. Claro, mantém motor e câmbio, mas perde boa parte dos equipamentos extras. Ainda assim, o chamado Cactus Business consegue chegar ao preço de tabela de R$ 69.990, na medida para frotistas, mas também para PCD (pessoas com deficiência), que têm direito também a isenções de IPVA, IPI, IOF e ICMS.

O que o Cactus Feel tem?

Em 2019, o Cactus já entregou quase 4 mil carros até a publicação deste vídeo, vendendo mais que alguns sedãs médios do mercado -- como o novo Volkswagen Jetta, por exemplo.

Falando do C4 Cactus Feel, que tem o motor 1.6 aspirado EC5 Flex de 118 cavalos com etanol -- o mesmo motor usado no C3 e no Aircross, temos um modelo de uso ideal na cidade, sem a força bruta do motor turbo, que pode ser exagerada para alguns motoristas. Junto ao câmbio automático de seis marchas, presente também no Cactus mais caro, essa configuração parece rodar na medida, com bom dirigibilidade no uso de cada para o trabalho, para a escola, para o mercado e, ainda, com alguma eficiência.

Cinco adultos viajam com tranquilidade, ainda que muitos reclamem do porta-malas de 320 litros.

Visual arrojado faz figura no trânsito, com seu conjunto óptico em três níveis, frente bem robusta e, no caso do kit Pack, rodas diamantadas bicolores de 17 polegadas, pintura da carroceria também em dois tons, rack de teto e revestimento de couro até no volante. Dentro da cabine, porém, faltou cuidado no acabamento, com muito plástico duro e, mesmo onde ele é suave ao toque, de visual esquisito, que parece envelhecido, ainda que o carro seja zero-quilômetro.

Ponto alto está no nível de equipamentos: volante com auxílio elétrico muito suave e prático em manobras; painel de instrumentos digital (que até poderia ser mais bonito visualmente, mas que é funcional); tela central com comandos não apenas de entretenimento, mas de funções do carro, como em veículos mais caros -- embora ela tenha "pegadinhas" chatas de uso.

Quatro airbags, controle de estabilidade, auxílio em rampa, monitoramento de pressão de pneus, partida sem chave, além de controle de cruzeiro e câmera de ré. Só faltam os auxílios semi-autônomos da versão topo de gama, como detecção de parada do carro à frente e alerta de invasão de faixa.

Rivais

Ainda que engatinhe na categoria, o Cactus 1.6 AT encara os rivais tradicionais, do líder Jeep Renegade com motor 1.8 flex e câmbio automático de seis marchas, Nissan Kicks 1.6 CVT, Hyundai Creta nas configurações 1.6 e Ford EcoSport 1.5, entre outros. Ainda perde de todos em vendas -- na real, só vende mais que Peugeot 2008 e Mitsubishi ASX. Mas tem muito potencial e só depende da própria marca, da rede de concessionários e do compromisso que tem sido feito com o comprador (e que precisa ser honrado) para ir bem. Na ficha técnica e no rodar, o Cactus já é uma ótima opção.

FICHA TÉCNICA

Citroën C4 Cactus 1.8 AT Pack Feel
Motor: EC5, 1.6, quatro cilindros
Potência: 115, 118 cv (gasolina/etanol)
Torque: 16,1 kgfm (ambos)
Câmbio: 6AT
Máxima: 190 km/h
0-100 km/h: 12 segundos
Dimensões: 4,17 m comp./ 2,60 m de entre-eixos
Porta-malas: 320 litros
Preço: R$ 81.990 (sem kit Pack) - R$ 87.490

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