PUBLICIDADE
Topo

Hyundai Veloster pode não ganhar nova geração e virar fiasco

Do UOL, em São Paulo (SP)

03/07/2014 12h14

Após breve sucesso e forte alvoroço em 2011 (ano de sua apresentação), principalmente pelo formato de sua carroceria (cupê de três portas, sendo apenas uma traseira), o excêntrico Hyundai Veloster já pode ter data marcada para "morrer".

Hyundai Veloster 615 - Divulgação - Divulgação
Visual excêntrico e porta oculta traseira fizeram sucesso, mas só por alguns meses
Imagem: Divulgação
De acordo com o site australiano Go Auto, importantes executivos da empresa não estão contentes com os números de vendas do modelo (apenas 60 mil unidades em todo o mundo no ano passado) e debatem, quase que diariamente, sobre sua segunda geração -- alguns mais radicais acham que ela não deve ser desenvolvida.

Dos 60 mil vendidos em 2013, cerca de 4 mil vieram ao Brasil. Em 2014, de janeiro a junho, foram 147 emplacamentos (a Hyundai parou de importá-lo em fevereiro).

Hyundai Veloster - Divulgação - Divulgação
Devido ao motor 1.6 de rendimento comum, o Veloster ganhou apelidos infames. Na Austrália, ficou conhecido como "Veloser" ("loser", em inglês, é derrotado). Por aqui, é "Lentoster", "Vagaroster"...
Imagem: Divulgação
ÚLTIMA CHANCE
Por enquanto está certo que o Veloster passará por um leve facelift em 2015, que servirá basicamente como termômetro para medir a aceitação do público -- o novo visual de ter desenho baseado no novo conceito de design apresentado pela nova geração do sedã Sonata.

Um executivo, inclusive, revelou que a Hyundai pensa em adicionar a segunda porta traseira. "Mas nada ainda foi decidido", disse ele -- que preferiu manter anonimato -- ao Go Auto, durante a prévia do sedã Genesis na Austrália.

Outro executivo, o australiano Casey Hyun, gerente de design da Hyundai em Seul, afirmou que o Veloster fez as pessoas entenderem que a Hyundai não era apenas uma marca de volume, e que por isso a empresa não deve deixá-lo e, sim continuar a desenvolver outros modelos. "Há momentos em que a importância vai além de vendas e habilidades de fazer dinheiro", completou.