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Faróis, vidros e bancos inteligentes: o que deve surgir em carros autônomos

Surgimento dos carros autônomos criou desafio para fabricantes de autopeças  - Justin Sullivan/AFP
Surgimento dos carros autônomos criou desafio para fabricantes de autopeças Imagem: Justin Sullivan/AFP

Ma Jie, Nao Sano e Masatsugu Horie

15/07/2019 16h34

A indústria automobilística está reinventando a roda de olho na era dos veículos autônomos.

A japonesa Sumitomo Rubber Industries, cujas raízes remontam à época quando Henry Ford criava seu Model T, está desenvolvendo um "pneu inteligente" que possa monitorar a própria pressão de ar e temperatura e que, no futuro, responda sozinho às mudanças de condições das estradas.

No entanto, as mudanças não se resumem aos pneus. A Koito Manufacturing, AGC e Lear agora inserem semicondutores e sensores em faróis, vidros e assentos para torná-los tão inteligentes quanto os carros autônomos.

A Waymo, da Alphabet, a Mobiley, da Intel Corp, e o Baidu dominam a principal tecnologia de direção autônoma, mas outros fornecedores ainda esperam conseguir uma fatia desse mercado. As autopeças para sistemas avançados de assistência ao motorista e direção autônoma devem gerar vendas de US$ 57 bilhões em uma década, segundo dados da BIS Research, e empresas tradicionais sabem que precisam se adaptar ou correm risco de extinção.

"A direção autônoma é um desafio para as montadoras, mas é um desafio ainda maior para fabricantes de autopeças convencionais", disse Zhou Lei, sócio da Deloitte Tohmatsu Consulting, em Tóquio. "Elas estão se esforçando para se tornarem os 'cinco sentidos' do veículo e, assim, continuarem sendo relevantes."

Montadoras divulgaram mais de US$ 14 bilhões em investimentos em empresas de tecnologia autônoma e de mobilidade desde 2010, segundo dados compilados pela BloombergNEF. A Toyota Motor lidera essa lista, com investimentos de cerca de US$ 3 bilhões.

Embora a implantação de frotas comerciais altamente autônomas não deva começar pelo menos até 2022, a ameaça iminente é que designs cada vez mais sofisticados desses carros tornem algumas peças desnecessárias, como também seus fornecedores.

Por exemplo, por que um veículo autônomo que usa câmeras, lasers e sensores para se locomover precisaria de faróis ou espelhos?

A resposta da Koito Manufacturing, fundada há cem anos, é reinventar o farol. A empresa de Tóquio, que em 1912 fabricava lentes para lâmpadas de sinalização ferroviária, está incorporando sensores e chips de inteligência artificial às lâmpadas que planeja lançar volta de 2025.

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