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Ford EcoSport

Preços, versões e tudo o que você precisa saber sobre o SUV compacto

Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo (SP)

26/09/2020 04h00

O mercado brasileiro ainda nem conhecia direito os SUVs quando o EcoSport chegou ao país. Derivado do Fiesta, o modelo apostava no sucesso de um utilitário esportivo derivado de um hatch. mas com estilo e até capacidade off-road para encarar trilhas fora do asfalto.

A decisão não poderia ser mais acertada: logo o EcoSport bombou e virou um sucesso de vendas. Na época, o SUV tinha três opções de motorização: 1.0 Supercharger de 95 cv, 1.6 Zetec Rocam de 98 cv e 2.0 Duratec de 143 cv, todos com câmbio manual de cinco marchas. Havia até uma versão com tração 4x4, batizada apenas de 4WD.

Em 2006, o EcoSport já se despedia da fracassada versão Supercharger e convertia o 1.6 à tecnologia flex, passando a render 111 cv com etanol. Já a motorização 2.0 trazia opção de câmbio automático de quatro velocidades.

A primeira reestilização veio no ano seguinte. Além do novo visual, com destaque para faróis maiores e grade frontal redesenhada, o Eco ganhou melhorias no acabamento. Isso porque o excesso de plástico na cabine foi duramente criticado, tanto pelo aspecto pobre quanto por se tornar uma grande fonte de ruídos internos com o tempo.

Apesar disso, o SUV continuava sendo um sucesso tremendo de vendas. A concorrência demorou muito a reagir, tanto é que seu primeiro concorrente nacional "de verdade" (em proposta, tamanho e preço) surgiu apenas em 2011: o Renault Duster. No mesmo ano, a Ford fez mais modificações no visual: nova grade frontal e logotipo no capô com o nome "EcoSport", à moda dos Land Rover.

A segunda geração do EcoSport veio em 2012 com status de carro global. Feito sobre a plataforma do New Fiesta, o SUV tinha motorizações 1.6 Sigma (até 115 cv) e 2.0 Duratec, agora com 147 cv. Havia opções de câmbios manual e automatizado de dupla embreagem com seis marchas, o conhecido (e polêmico) Powershift.

O reinado da Ford acabaria a partir de 2015 com a chegada de concorrentes mais modernos. As estreias de Jeep Renegade e Honda HR-V acabaram com a liderança do Eco, que ocupava o primeiro lugar da categoria desde 2003.

Depois de também ser superado por Nissan Kicks e Hyundai Creta, a Ford decidiu arregaçar as mangas. A primeira reestilização do Eco em 2017 veio acompanhada por novas motorizações: a 1.5 de três cilindros nas versões mais baratas e a 2.0 recebeu injeção direta de combustível, atingindo 176 cv com etanol.

Em 2018, a Ford lançou a versão topo de gama Storm, equipada com tração nas quatro rodas e visual mais parrudo.

A última novidade veio no ano passado: a configuração Titanium, enfim, começou a ser vendida sem o estepe pendurado na tampa traseira, como já acontecia na Europa há alguns anos. Para tanto, a Ford decidiu oferecer o SUV com pneus do tipo run flat, que pode rodar sem ar por até 80 quilômetros a uma velocidade máxima de 80 km/h.

O que mudou na linha 2021?

A Ford não realizou nenhuma alteração na gama do SUV.

Como UOL Carros avaliou

Foi longo o reinado do Ford EcoSport no Brasil. De 2003 a 2011, o jipinho dominou o segmento de SUVs compactos nacionais, até porque não havia nenhum concorrente de peso para ameaçá-lo. A partir da chegada do Renault Duster, porém, o mercado testemunhou uma rápida invasão de modelos que tiraram o sossego da Ford.

Diante do avanço da concorrência, a Ford mudou o EcoSport em 2018. Além da leve plástica na frente, o SUV ganhou um novo motor 1.5 e mais equipamentos de série.

Apesar da diferença de preços, o EcoSport SE não fica atrás do Renegade Longitude na lista de itens de série. Ambos trazem itens como controles de estabilidade e de tração, assistente de partida em rampas, piloto automático, ar condicionado digital, direção elétrica, câmera de ré e central multimidia com suporte a Android Auto e Apple CarPlay.

Alguns detalhes entregam a idade do projeto, como o estepe pendurado do lado de fora (menos na versão Titanium) e a tampa do porta-malas com abertura horizontal - algo típico dos SUVs do fim dos anos 90 e começo dos anos 2000.

O motor 1.5 tem desempenho satisfatório e o câmbio de seis marchas (que substituiu o polêmico Powershift) tem trocas suaves e precisas.

Dimensões: comprimento, 4,26 m; largura, 1,76 m; altura, 1,69 m; entre-eixos, 2,51 m

Porta-malas: 356 litros

Tanque: 52 litros

SE 1.5:

Preço: R$ 80.490 (manual) / R$ 85.490 (AT)

Motor: 1.5, 12V, 3 cilindros em linha, flex

Câmbio: manual de cinco marchas / automático de seis marchas

Potência: 137 cv / 130 cv a 6.500 rpm

Torque: 16,2 kgfm / 15,6 kgfm a 4.500 rpm

Consumo (urb./rod.): 8,3 km/l / 9 km/l (etanol) - 11,6 km/l /13,1 km/l (gas.)

Itens de série: controles de estabilidade e de tração, assistente de partida em rampas, central multimídia Sync 2,5 com tela tátil de 7 polegadas e suporte a Android Auto e Apple CarPlay, volante multifuncional, direção elétrica, ar-condicionado, rodas de liga leve de 15 polegadas, vidros elétricos, alarme antifurto, travas elétricas, ganchos para fixação de cadeirinhas Isofix, volante com regulagem de altura e piloto automático (disponível apenas na versão SE AT).

Freestyle 1.5 AT:

Preço: R$ 86.490 (manual) / R$ 91.990 (AT)

Motor: 1.5, 12V, 3 cilindros em linha, flex

Câmbio: manual de cinco marchas / automático de seis marchas

Potência: 137 cv / 130 cv a 6.500 rpm

Torque: 16,2 kgfm / 15,6 kgfm a 4.500 rpm

Consumo (urb./rod.): 8,3 km/l / 9 km/l (etanol) - 11,6 km/l /13,1 km/l (gas.)

Itens de série: mesmos itens da versão SE AT mais ar-condicionado digital, câmera de ré, rodas de liga leve de 16 polegadas, teto e colunas pintadas na cor Preto Ebony e revestimento interno premium.

Titanium Plus 1.5:

Preço: R$ 102.490

Motor: 1.5, 12V, 3 cilindros em linha, flex

Câmbio: automático de seis marchas

Potência: 137 cv / 130 cv a 6.500 rpm

Torque: 16,2 kgfm / 15,6 kgfm a 4.500 rpm

Consumo (urb./rod.): 8,3 km/l / 9 km/l (etanol) - 11,6 km/l /13,1 km/l (gas.)

Itens de série: mesmos itens da versão Freestyle AT mais 7 airbags, pneus do tipo run flat, central multimídia Sync 3 com tela tátil de 8 polegadas, duas entradas USB, GPS, AppLink, assistência de emergência, sistema de som premium Sony com 9 alto-falantes, painel de instrumentos com tela colorida de 4,2 polegadas, destravamento das portas sem chave, partida do motor por botão, espelho retrovisor interno fotocrômico e sensor de chuva.

Storm 2.0:

Preço: R$ 113.490

Motor: 2.0, 16V, 4 cilindros em linha, injeção direta, flex

Câmbio: automático de seis marchas

Potência: 176 cv / 170 cv a 6.500 rpm

Torque: 22,5 kgfm / 20,6 kgfm a 4.500 rpm

Consumo (urb./rod.): 6 km/l / 8 km/l (etanol) - 8,5 km/l /11,4 km/l (gas.)

Itens de série: mesmos itens da versão Titanium Plus mais tração integral, paddle shifts para trocas sequenciais de marcha atrás do volante, sensor de pressão dos pneus, luzes diurnas em LED, teto solar elétrico, faróis de xênon, capa rígida de estepe, rodas de liga leve de 17 polegadas e bancos revestidos em couro.

Valores de revisão:

10 mil km: R$ 569,00

20 mil km: R$ 779,00

30 mil km: R$ 569,00

40 mil km: R$ 1.219,00

50 mil km: R$ 699,00

60 mil km: R$ 989,00

Garantia:

3 anos

Concorrentes

Jeep Renegade

Motores: 1.8 16V flex (139 cv / 135 cv) e 2.0 turbodiesel (170 cv)

Versões: STD, Sport, Longitude, Limited e Trailhawk

Preços: de R$ 79.990 (STD) a R$ 158.290 (Trailhawk)

Pontos positivos: lista de itens de série e design

Pontos negativos: desempenho e consumo (versões flex)

Hyundai Creta

Motores: 1.6 16V flex (130 cv / 123 cv) e 2.0 16V (166 cv / 156 cv)

Versões: Attitude, Action, Smart Plus, Limited e Prestige

Preços: de R$ 76.990 (Attitude) a R$ 110.990 (Prestige)

Pontos positivos: espaço interno e garantia

Pontos negativos: consumo (2.0) e design

VW T-Cross

Motores: 1.0 turboflex (128 cv / 116 cv) e 1.4 turboflex (150 cv)

Versões: 200 TSI, Comfortline e Highline

Preços: de R$ 92.990 (200 TSI) a R$ 122.390 (Highline)

Pontos positivos: desempenho e design

Pontos negativos: acabamento e porta-malas

Nissan Kicks

Motores: 114 cv a 5.600 rpm

Versões: S, SV e SL

Preços: de R$ 84.190 (S MT) a R$ 111.890 (SL Pack Tech)

Pontos positivos: design e estabilidade

Pontos negativos: autonomia e desempenho

Chevrolet Tracker

Motores: 1.0 turbo flex (116 cv) e 1.2 turbo flex (133 cv / 132 cv)

Versões: 1.0 turbo, 1.2 turbo, LT, LTZ, Premier

Preços: de R$ 87.490 (1.0 turbo) a R$ 119.490 (Premier)

Pontos positivos: desempenho e lista de itens de série

Pontos negativos: preço e espaço interno