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Toyota RAV4 Plug-in é melhor que o Compass 4xe? Testamos o SUV nos EUA

Toyota RAV4 Plug-in Hybrid Prime - Rafaela Borges/UOL
Toyota RAV4 Plug-in Hybrid Prime Imagem: Rafaela Borges/UOL
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Rafaela Borges

Rafaela Borges é jornalista automotiva desde 2003, com passagens por Carsale e Estadão. Escreve sobre o mercado de veículos, supercarros, viagens sobre rodas e tecnologia.

Colunista do UOL

20/06/2022 04h00

Imagine um Toyota que acelera a ponto de assustar? Isso com uma economia de combustível rara de se encontrar por aí. Essa equação é encontrada no carro de passeio mais vendido nos Estados Unidos em 2021. Camry, Corolla? Que nada. Seu nome é RAV4.

O modelo está disponível no Brasil em versão híbrida por regeneração (mesmo sistema do Corolla), e tem vendas bem modestas. No entanto, a que testamos nos EUA ainda é inédita por aqui, e dá ao carro aquele toque que falta ao RAV4 oferecido no mercado nacional.

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Trata-se do RAV4 Plug-in Hybrid Prime, que tem dois motores elétricos junto com o 2.5 a combustão. Para alimentá-los, uma bateria de mais de 18 kWh, capacidade semelhante à que acaba de ser lançada na linha 2023 dos Volvo XC60 e XC90.

Se o RAV4 vendido no Brasil tem 220 cv, o Plug-in Hybrid Prime entrega 302 cv. Nos EUA, ele custa US$ 44 mil, equivalente a R$ 220 mil. Mas nem pense em um preço desses por aqui. Se vier, será bem mais caro. Seu rival direto, o Jeep Compass 4xe, sai por R$ 350 mil.

Talvez o RAV4 plug-in não chegue a tanto, mas por menos de R$ 300 mil não vai sair. Mas, afinal, essa versão vem ao Brasil? A Toyota promete trazer um Plug-in Hybrid, mas não revela se é o Prius ou o RAV4.

Toyota RAV4 Plug-in Hybrid Prime traseira - Rafaela Borges/UOL - Rafaela Borges/UOL
Imagem: Rafaela Borges/UOL
Olhando para a configuração do mercado brasileiro, o RAV4 faz muito mais sentido. Seu segmento é um dos mais badalados. Inclui modelos como Compass e Taos, por exemplo. Se vier, continuará como hoje: posicionado acima do Corolla Cross.

Testei o RAV4 Plug-in Hybrid por quase 2.800 km, a maior parte percorrida por estradas de trânsito rápido no sul dos Estados Unidos. O teste passou por sete Estados do País: Geórgia, Kentucky, Arkansas, Tennessee, Mississipi, Luisiana e Alabama.

Como anda o RAV4 Plug-in Hybrid

O desempenho é o que o RAV4 recarregável na tomada tem de mais interessante. Ao pisar forte no pedal do acelerador, as respostas são surpreendentes. Afinal, Toyota e força de acelerar são duas coisas que não estamos acostumadas a ver juntas.

Toyota RAV4 Plug-in Hybrid Prime espaço atrás - Rafaela Borges/UOL - Rafaela Borges/UOL
Imagem: Rafaela Borges/UOL
De acordo com informações da montadora, o RAV4 Plug-in acelera de 0 a 100 km/h em 5,8 segundos. Há um modo de condução esportivo, que interfere nas respostas do conjunto e deixa a direção um pouco mais firme.

Ainda assim, no geral o RAV4 é um carro molengão, como todo bom Toyota - especialmente aqueles voltados ao mercado americano, no qual o público faz questão de conforto.

A potência combinada de 302 cv é entregue pelo motor a gasolina de 177 cv e dois elétricos, um com 179 cv e outro com 53 cv. Como no Compass 4xe, o torque é divulgado separadamente.

O 2.5 entrega 22,5 mkgf. Quantos aos elétricos, são 27,5 mkgf e 12,3 mkgf. A transmissão do modelo é do tipo CVT, com relações de marchas infinitas.

Outras características

Apesar da capacidade declarada de 520 litros, o porta-malas não é um destaque. Acomodou duas malas médias (23 kg) e duas pequenas (15 kg) sem deixar nenhum espaço de sobra. Por isso, é equivalente ao do Compass, mas fica atrás do compartimento do Taos.

Já o espaço interno se destaca, principalmente pelo fato de o túnel central não ser muito alto. Os bancos são confortáveis e ergonômicos, e a versão testada estava equipada com um bonito teto solar panorâmico.

O acabamento é muito bem feito, com peças bem encaixadas e plástico emborrachado por toda a cabine. Porém, não impressiona os olhos. Como é regra nos carros da Toyota, o interior é conservador demais.

Toyota RAV4 Plug-in Hybrid Prime painel - Rafaela Borges/UOL - Rafaela Borges/UOL
Imagem: Rafaela Borges/UOL
O painel combina elementos analógicos e digitais. E sabe aquela central multimídia no estilo TV de tubo que o Corolla tem? O RAV4 Plug-in também a oferece. É sensível ao toque, mas traz alguns botões físicos. Sua operação é um pouco lenta.

O modelo traz carregador de smartphones por indução (sem fio) e quatro entradas USB do tipo C (duas para os ocupantes da frente e duas para os passageiros de trás).

Consumo e autonomia

Mas qual é a autonomia do RAV4 Plug-in no modo puramente elétrico? Depende do ciclo usado para fazer essa medição, que varia de país a país. Nos Estados Unidos, de acordo com informações da Toyota, pode chegar a 67 km por recarga.

Já o consumo anunciado pela marca é de até 39 km/l de gasolina. Em uma condição de cidade, onde o motor elétrico faz mais a diferença em termos de consumo, pode ser que ele obtenha essa marca.

No entanto, o carro foi testado a maior parte do tempo em rodovias de trânsito rápido (máxima de 113 km/h). Nessa condição, a média foi de 16,5 km/l.

Mas, afinal, ele é melhor que o Compass 4xe? O RAV4 Plug-in anda mais que o Jeep. O acabamento, embora não seja mais bonito, é mais bem feito. Já a lista de equipamentos é equivalente, com direito de sistemas de assitência à condução.

Os dois modelos são bem semelhantes na essência, mas o Jeep empolga mais na dirigibilidade. Por isso, o posicionamento de preço vai definir se o Toyota é ou não melhor, se ele de fato vier ao Brasil.

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