PUBLICIDADE
Topo

Receba os novos posts desta coluna no seu e-mail

Email inválido
Seu cadastro foi concluído!
reinaldo-azevedo

Reinaldo Azevedo

mauricio-stycer

Mauricio Stycer

josias-de-souza

Josias de Souza

jamil-chade

Jamil Chade

Primeira Classe

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

De Cruze a BMW: veja três carros para quem é guiado pela emoção

O M440i  - Divulgação
O M440i Imagem: Divulgação
Conteúdo exclusivo para assinantes
Rafaela Borges

Rafaela Borges é jornalista automotiva desde 2003, com passagens por Carsale e Estadão. Escreve sobre o mercado de veículos, supercarros, viagens sobre rodas e tecnologia.

Colunista do UOL

16/05/2022 04h00

Recentemente, escrevi uma análise sobre a dificuldade do brasileiro na hora de comprar um carro que não seja SUV. No mercado, são poucas opções. Entre as razões, está a preferência do cliente pelos utilitários-esportivos, que foi um dos impulsos para as montadoras abandonarem a oferta em outros segmentos.

Fato é que, com exceção dos hatches de entrada, são poucos os modelos fora do segmento de marcas premium não classificados como SUVs. A categoria virou também sinônimo de carro racional. Estes são modelos que o cliente compra pensando na praticidade do uso cotidiano e em fatores como manutenção, seguro e desvalorização.

E quais são os carros emocionais? Esportivos, claramente, são parte desse grupo. Especialmente aqueles que fazem sucesso em track days (experiências na pista), como os preparados pelas divisões de performance de Audi, BMW e Mercedes-Benz, entre outras, e ícones da Porsche, Ferrari, Lamborghini, etc.

Mas fora do universo dos esportivos, também há alguns representantes. A compra desses modelos não tem explicação além de uma imensa paixão por carros.

Aqui, listei três carros que são perfeitos para quem é guiado pela emoção. A lista vai desde o segmento de luxo até o de hatches compactos nacionais.

BMW M440i

Ele não é um M3 ou M4, mas está longe de ser um Série 4 convencional. Na verdade, pode até ser chamado de cupê do Série 3. Tem apenas duas portas, visual arrebatador (apesar da grade frontal polêmica) e uma forte pegada esportiva aliada à aptidão para uso no dia a dia.

A pergunta é: por que alguém deixaria de levar um Série 3 com aptidão esportiva (como o M340i) para comprar o M440i? Afinal, o primeiro tem quatro portas e bom espaço interno. O outro, além de mais caro, traz apenas duas, e muitas limitações para quem viaja atrás.

A resposta: emoção. O M440i é mais bonito, chama mais a atenção e tem teto rebaixado, o que reduz o centro de gravidade e acaba deixando a dirigibilidade mais instigante. O modelo tem preço sugerido de R$ 604.950.

Em tempo: M340i e M440i até têm leve interferência da divisão de preparação da BMW, Motorsport. No entanto, não são preparados de fábrica, como o M3 e o M4. Por isso, a versão do Série 4 ganhou o direito de entrar nessa lista. Ele é feito para o dia a dia de quem quer doses de adrenalina.

Chevrolet Cruze Sport6

Quando os hatches médios ainda tinham muitos representantes no Brasil, eles eram já menos racionais que os sedãs por terem porta-malas menor e, muitas vezes, menos espaço interno. Mas o que dava um toque razão à compra desses modelos era o fato de serem mais baratos.

Atualmente, o único hatch médio de marca generalista à venda no Brasil é o Cruze Sport6. No início do ano, a Chevrolet fez mudanças na linha e deixou o hatch disponível apenas em uma versão, a RS.

O preço é de R$ 155.050. O resultado é que dá para levar um sedã por bem menos. O Cruze de três volumes, com mais versões, parte de R$ 137.050. A estratégia da Chevrolet foi mirar, com o Sport6, no público guiado pela emoção.

Hatches médios já se transformaram naturalmente em modelos de nicho. Por isso, faz sentido deixar o Cruze Sport6 com um apelo visual esportivo que convence os consumidores de uma categoria que já contou com Focus e Golf.

No Cruze RS, a Chevrolet investe também em uma generosa lista de equipamentos. Quem compra esse hatch não está preocupado com espaço ou racionalidade, e sim com dirigibilidade, estilo e todo o aspecto emocional do produto.

Volkswagen Polo GTS

O Polo já deixou de ser um carro barato. Para se ter ideia, a versão Comfortline, a mais simples com motor 1.0 turbo, sai por quase R$ 110 mil. Mas como explicar o cliente que paga R$ 141.800 por uma opção desse modelo?

Não é uma versão convencional, e sim a GTS, equipada com motor 1.4 turbo do Taos e do T-Cross Highline. Com esse propulsor, o leve hatch tem desempenho para lá de emocionante. Traz ainda preparação na direção e na suspensão.

Manutenção, seguro, revenda? Dificilmente um comprador do Polo GTS se importará com esses fatores na hora de fechar a compra. Ele é guiado pela emoção.