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Exclusivo: BMW trará os elétricos iX e i4 ao Brasil até o início de 2022

BMW iX chega no fim deste ano - Divulgação
BMW iX chega no fim deste ano Imagem: Divulgação
Rafaela Borges

Rafaela Borges é jornalista automotiva desde 2003, com passagens por Carsale e Estadão. Escreve sobre o mercado de veículos, supercarros, viagens sobre rodas e tecnologia.

Colunista do UOL

11/06/2021 12h33

A BMW tem dois novos carros elétricos confirmados para o mercado brasileiro, o iX e o i4. O primeiro é um SUV e estará no País já no fim deste ano, de acordo com o diretor comercial da montadora, Roberto Carvalho.

O iX tem duas versões. A de entrada traz bateria de 70 kWh, 300 cv de potência e autonomia de 400 km. Na de topo, são respectivamente 100 kWh, 500 cv e 600 km. A aceleração de 0 a 100 km/ é feita em 5 segundos.

O SUV elétrico da BMW vem para concorrer com carros como Audi e-tron, Mercedes-Benz EQC e Jaguar I-Pace. Desses, é o que promete maior autonomia a cada recarga.

Segundo Carvalho, o i4 está confirmado para 2022. O executivo não revelou qual versão será trazida, mas a estimativa é de que seja a M50, com preparação esportiva. Isso para concorrer com Porsche Taycan e Audi RS e-tron GT.

BMW i4 - Foto: BMW | Divulgação - Foto: BMW | Divulgação
BMW i4 está confirmado para 2022
Imagem: Foto: BMW | Divulgação
O i4 M50 tem 544 cv de potência e torque instantâneo de 81,1 mkgf. A autonomia é de 510 quilômetros, de acordo com a BMW. A montadora informa também que o sedã esportivo elétrico acelera de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos.

Carvalho conta que, já em 2023, 90% dos modelos da gama BMW terão pelo menos uma versão elétrica. Mundialmente, a marca espera que, até 2030, 50% de suas vendas sejam de modelos 100% a eletricidade.

BMW dispara na liderança

A marca alemã celebrou em maio vendas de 1.262 unidades, número que é superior à soma daquelas que considera suas principais concorrentes, Audi e Mercedes-Benz. A primeira teve 415 emplacamentos e a outra, 447.

No acumulado do ano, a BMW já vendeu 5.155 carros, ante os 2.351 da Audi e 2.236 da Mercedes-Benz. Hoje, a marca de luxo mais próxima da líder é a Volvo, que assumiu de vez o segundo lugar no segmento premium.

A sueca, que recentemente deixou de vender carros 100% a combustão - agora, há só híbridos e um elétrico -, somou 643 unidades vendidas em maio e 3.057 no acumulado deste ano.

Para Roberto Carvalho, alguns fatores explicam o sucesso da BMW nesses tempos de pandemia. Entre eles, está a reformulação da rede de concessionárias e ampliação do sistema de atendimento digital aos clientes, algo primordial nesse período.

Outro ponto importante é o atendimento personalizado a clientes, que podem até receber carros para teste em casa. Mas a principal razão é o fato de a BMW ter conseguido manter as operações em sua fábrica de Araquari (SC), que produz Série 3, X1, X3 e X4.

Enquanto outras marcas de luxo enfrentam problemas de entrega de veículos importados, a BMW conta com a flexibilidade de ter sua fábrica nacional. Segundo Carvalho, de 75% a 80% das vendas totais são de produtos feitos em Araquari.

"Sem a fábrica, teríamos um maior delay entre a compra e a entrega", explica o executivo. A Mercedes-Benz encerrou no ano passado as atividades em sua fábrica em Iracemápolis (SP), que produzia Classe C e GLA.

Já a Audi paralisou a produção de modelos em São José dos Pinhais (PR) e ainda não tem previsão para retornar. A Land Rover é a outra marca de luxo que conseguiu manter sua fábrica. Recentemente, anunciou o início da produção do Range Rover Evoque em Itatiaia (RJ).

A Land Rover, que era quinta colocada no mercado de carros de luxo, ultrapassou a Mercedes-Benz no acumulado de janeiro a maio, ficando com a quarta posição. Em maio, vendeu também mais que a Audi e ocupou o terceiro lugar, atrás de BMW e Volvo.