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Audi RS Q8 é um Lamborghini Urus que custa R$ 1,5 milhão a menos?

Audi RS Q8 - Divulgação
Audi RS Q8 Imagem: Divulgação
Rafaela Borges

Rafaela Borges é jornalista automotiva desde 2003, com passagens por Carsale e Estadão. Escreve sobre o mercado de veículos, supercarros, viagens sobre rodas e tecnologia.

Colunista do UOL

07/09/2020 04h00

Conglomerado automotivo europeu com maior número de montadoras, o Grupo Volkswagen reúne marcas como Audi, Lamborghini, Bugatti, Porsche e Seat. É bem comum o compartilhamento de plataformas entre as empresas do grupo, bem como de motores e outros componentes.

A Lamborghini já emprestou uma base para uma das marcas. O R8, da Audi, usa plataforma e motor do Huracan, esportivo de entrada da montadora italiana. Recentemente, a fabricante passou a atuar no segmento de SUVs.

Seu Urus, que alavancou as vendas da empresa em todo o mundo, inclusive no Brasil, tem "alma" de outros modelos do Grupo Volkswagen. Ele divide plataforma e componentes com carros como o Cayenne, da Porsche, e Q8, da Audi.

O lançamento do RS Q8, versão esportiva do SUV da Audi, despertou um debate. Seria o novo modelo um Urus R$ 1,5 milhão mais barato? O carro tem preço sugerido de R$ 902.990 (o Lamborghini custa R$ 2,5 milhões) e motor 4.0 biturbo V8 a gasolina, que gera 600 cv de potência.

De acordo com informações da Audi, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos. E o Urus? Além da mesma plataforma, o carro é equipado com o mesmo motor 4.0 V8. No entanto, em uma versão um pouco mais potente, com 650 cv.

O Lamborghini é um pouco mais rápido na hora de acelerar de 0 a 100 km/h. São 3,6 segundos, de acordo com dados da fabricante.

RS Q8 é o Urus mais barato?

Mesmo com todo o compartilhamento, não dá para dizer que carros da Audi e da Lamborghini são os mesmos, apenas com uma embalagem diferente. No Grupo Volkswagen, cada marca dá o seu toque ao veículo com componentes compartilhados.

Exemplo disso é o Cayenne Coupé, irmão do Q8. Com a mesma plataforma e equipados com motores idênticos, eles têm pegadas bem diferentes. Os ajustes de transmissão e suspensão fazem do Audi um carro mais dócil, macio e confortável.

O Cayenne Coupé tem um ajuste mais firme, mais conectado com a esportividade da Porsche. É muito bom para fazer curvas e apresenta balanço de carroceria quase nulo. Ao volante dos dois carros, a impressão é de estar em modelos bem diferentes.

Além disso, o Urus tem toda a carga emblemática da Lamborghini, marca especializada em superesportivos que, com esse carro, se aventurou pela primeira vez no segmento de SUVs. O mais de R$ 1,5 milhão a mais é também o valor da grife, e do desejo de ter um automóvel da fabricante italiana.

Destaques do Audi RS Q8

Na prática, o RS Q8 pode até não ser um Lamborghini. Mas a versão preparada do Q8 se comporta na pista com muito ímpeto, habilidade de fazer curvas e aptidão para dar a quem está ao volante a sensação de que é um modelo bem mais baixo que a realidade.

Entre os destaques do novo RS Q8 está o forte poder de retomada principalmente nas saídas de curva. Extremamente equilibrado para um SUV de mais de 5 metros de comprimento, 1,69 metro de altura e com quase 2,5 toneladas de peso, ele surpreende pelo desempenho nessas condições.

Para entregar esse comportamento, o RS Q8 conta, entre outros componentes, com eixo traseiro direcional, que permite esterçar as rodas traseiras em um pequeno ângulo. A suspensão também é preparada para a esportividade, reduzindo as oscilações da carroceria em relação à versão convencional do carro, o Q8.

O carro traz ainda faróis full-LEDs, sistema semiautônomo de condução, painel virtual, duas telas centrais (uma para comando da central multimídia e outra para controlar o ar-condicionado, entre outras funções) e iluminação da cabine personalizável. As rodas são de 23 polegadas e os freios de carbono cerâmica são opcionais - custam R$ 75 mil.

O carro oferece amplo espaço interno. O ar-condicionado na parte de trás tem duas zonas individuais, com comandos digitais. O porta-malas tem 600 litros de capacidade.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.