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Como é pedalar com uma bike elétrica em uma cidade como São Paulo

Modelo E-City da Lev tem aro 27,5 polegadas, com três opções de deslocamento - Lev/Divulgação
Modelo E-City da Lev tem aro 27,5 polegadas, com três opções de deslocamento Imagem: Lev/Divulgação
Diego Salgado

Repórter do UOL desde 2015, com passagens por Estadão e Portal 2014. Ciclista há 20 anos na cidade de São Paulo, já pedalou por 10 países e atravessou sozinho a América do Sul e a Europa. A Oceania é o próximo desafio.

13/08/2020 16h16

A reabertura das cidades brasileiras e mundiais traz consigo a expectativa em relação ao aumento do uso de bicicletas. Aderir ao ciclismo é uma forma de evitar o transporte público e a provável aglomeração de pessoas.

Nesse contexto, as bikes elétricas são vistas como uma saída aos ciclistas iniciantes diante dos desafios de uma cidade. Em São Paulo, por exemplo, a topografia acidentada é o maior deles.

Pedalo em São Paulo há 20 anos, sempre com uma bicicleta convencional. A convite da Lev, testei uma bike elétrica por uma semana. Depois de 220 km percorridos e uma experiência inédita para mim, compartilho minhas considerações.

Três alternativas

O modelo da Lev usado por mim é o E-City, que tem aro 27,5, com peso de 25 kg e opção de acelerador meia manopla, além de freio a disco. Dessa forma, tive três maneiras para me deslocar pela cidade: por meio do acelerador, do pedal assistido com cinco velocidades e potência 350W e da maneira convencional, com oito marchas disponíveis.

O pedal assistido

Eu dividi o trajeto de 220 km em cinco dias. A maior parte do tempo utilizei o pedal assistido. Basta pedalar para acioná-lo. A escolha de uma das cinco velocidades é feita no painel localizado no guidão. A tela tem três informações importantes: a velocidade média, a quantidade de bateria e qual o nível do pedal assistido — ele é representado por números de um a cinco.

O pedal assistido é capaz de vencer as ladeiras sem esforço. Nas mais íngremes, foi preciso usar toda a potência do motor — leia-se velocidade cinco. Importante frisar que há a necessidade de um mínimo embalo antes de encarar as subidas. Se isso não feito, você ficará sem força para avançar e terá de recorrer ao modo convencional, tarefa árdua pelo peso do equipamento e da própria ladeira.

A bateria

A duração da bateria depende de como você utiliza o pedal assistido. Optei quase sempre pela velocidade dois, que proporciona um deslocamento rápido, que no meu caso variava entre 20 e 23 km/h. Em alguns trechos, justamente os mais íngremes, aumentei a velocidade. Pedalando dessa forma, sem migrar para o jeito convencional, a bateria durou pouco mais de 50 km.

Em um dos dias, num trajeto curto de aproximadamente 20 km, usei e abusei do motor, seja com o acelerador na manopla ou na quinta velocidade. O deslocamento foi bem rápido, com velocidade de até 33 km/h. Dessa forma, a bateria foi consumida mais rapidamente — dos cinco "barrinhas", restaram uma. Vale ressaltar que a velocidade máxima permitida nas ciclovias é de 20 km/h. Dessa forma, quando atingi uma velocidade maior, migrei para o asfalto, à direita da via.

A bateria é acoplada ao quadro e pode ser carregada na própria bicicleta. Normalmente, bastam seis horas para deixá-la 100%. Há a alternativa de, por meio de uma chave, retirá-la da bike para carregá-la à parte, no caso de falta de espaço para a bicicleta dentro de casa.

No escritório, por exemplo, você pode carregar a bateria com a bike no estacionamento, depois de um trajeto realizado com toda a potência disponível. Tal modo de deslocamento ajuda o ciclista a chegar ao trabalho sem esforço e suor.

E quando usar o acelerador?

Utilizei o acelerador nos semáforos de grandes avenidas sem ciclovia em São Paulo, como a Rebouças, por exemplo. Por quê? Foi um modo que encontrei para ter mais arranque e me distanciar dos automóveis na faixa da direita. Depois de um ganho de velocidade razoável, voltava a usar o pedal assistido na segunda velocidade.

Importante não se empolgar com o acelerador caso seu trajeto seja superior a 40 km, pois você pode ficar sem bateria na rua. Se isso acontecer, será preciso pedalar no modo convencional, numa bike de 25 kg.

O acelerador meia manopla me agradou pela seguinte situação. Se ele estivesse em toda a superfície da manopla, haveria chance de acioná-lo de maneira involuntária, somente com a pegada e a força exercida no guidão.

Estabilidade na cidade

Pedalar por São Paulo é bem complicado também pela irregularidade do asfalto. Mesmo rápido, a bike se mostrou estável diante dos buracos. A posição do guidão ajuda nessa sensação de firmeza. Ele é alto e traz confiabilidade. Ou ponto interessante para a segurança são as luzes frontal e traseira.

Ficha técnica

E-CITY
Aro: 27,5"
Motor: 350w
Peso: 25kg
Preço: R$ 7.980,00

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.