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Repórter na bike mais rápida do mundo: como é pedalar num modelo de corrida

Minha estreia em bike de estrada  de performance aconteceu com a nova Tarmac SL7, bike mais rápida do mundo - Fabio Piva/pivaphoto
Minha estreia em bike de estrada de performance aconteceu com a nova Tarmac SL7, bike mais rápida do mundo Imagem: Fabio Piva/pivaphoto
Diego Salgado

Repórter do UOL desde 2015, com passagens por Estadão e Portal 2014. Ciclista há 20 anos na cidade de São Paulo, já pedalou por 10 países e atravessou sozinho a América do Sul e a Europa. A Oceania é o próximo desafio.

29/07/2020 16h48

Ciclista há 20 anos, estou acostumado àquela busca por espaço constante nas ruas de São Paulo. Quando muito, consigo atingir velocidades médias em alguns trechos de descida, sempre em horários alternativos.

Na última semana, porém, tive uma experiência completamente diferente. Pela primeira vez na vida, pedalei num modelo de corrida, a convite da Specialized, uma das marcas referências no esporte.

Vale lembrar que preferi usar tênis normal, pois nunca pedalei com sapatilhas, nem mesmo nas duas cicloviagens que fiz entre Rio Grande (RS)-Valparaíso (Chile) e Barcelona-Amsterdã. Optei por usar uma bermuda de ciclista por baixo e uma normal por cima, como faço também nas minhas travessias.

A bike é a Tarmac SL7, lançada ontem (28), depois de anos de pesquisa e desenvolvimento. Vale lembrar que a Tarmac é um dos modelos mais vitoriosos no Ciclismo de Estrada. São exatas 1.381 vitórias desde 1974 e títulos mundiais em 2002, 2015, 2016 e 2017.

A experiência com a Tarmac SL7 aconteceu na Estrada dos Romeiros, em Cabreúva, interior de São Paulo, em 42 quilômetros de distância. De imediato, fiquei impressionado com peso da bicicleta: apenas 6,8 kg, no "limite da legalidade" da Union Cycliste Internationale (UCI).

Tarmac - Specialized/Divulgação - Specialized/Divulgação
Tarmac SL7 foi lançado pela Specialized e promete revolucionar competições de ciclismo
Imagem: Specialized/Divulgação

O fato de ser uma bike extremamente leve torna possível o título de modelo mais rápido do mundo. Sem experiência alguma e bem cuidadoso para evitar quedas, consegui atingir 70 km/h no trecho mais íngreme.

Dois aspectos me chamaram a atenção nos trechos mais rápidos: a estabilidade e as diferentes possibilidades de pegada no guidão, que me deixaram mais seguro.

A ideia da Specialized foi unir rendimento em subidas da Tarmac SL6 e a velocidade do modelo Venge. Diante de trechos mais íngreme, ela mostrou bom rendimento também. Até mesmo a parte mais difícil da estrada passou quase despercebida.

De acordo com a Specialized, o novo modelo é até 45 segundo mais rápido que o anterior numa distância de 40 quilômetros. Confesso que tive dificuldades na primeira metade do trajeto, até me habituar com as trocas de marchas em meio a subidas e descidas.

Na segunda etapa do teste, pude usufruir de tudo o que a bike entrega e fechar bem a estreia num modelo de estrada, realizada com uma bike que traz tanta expectativa e fruto de anos de trabalho.