PUBLICIDADE
Topo

Associação do setor de bicicleta registra aumento de 50% nas vendas de maio

Ciclista utiliza ciclovia em São Paulo e registro feito em janeiro de 2019 - Rahel Patrasso/Xinhua
Ciclista utiliza ciclovia em São Paulo e registro feito em janeiro de 2019 Imagem: Rahel Patrasso/Xinhua
Diego Salgado

Repórter do UOL desde 2015, com passagens por Estadão e Portal 2014. Ciclista há 20 anos na cidade de São Paulo, já pedalou por 10 países e atravessou sozinho a América do Sul e a Europa. A Oceania é o próximo desafio.

25/06/2020 06h00

O otimismo em relação ao uso maciço da bicicleta na reabertura das cidades brasileiras durante a pandemia do novo coronavírus se refletiu nos números de maio. A Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike) registrou aumento de 50% nas vendas de maio, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os dados foram obtidos depois de uma pesquisa com 35 associados da entidade. O levantamento aponta ainda que bicicletas para uso na cidade impulsionaram este crescimento das vendas no país. Elas custam entre R$ 800 e R$ 3 mil. Registrou-se alta em relação às bicicletas elétricas, na mesma faixa de preço.

"O que se pode concluir deste levantamento é que a pandemia e o processo de saída dela estão oportunizando, ao mercado de bicicletas, acesso a um público novo, que está buscando uma nova forma de se locomover. Tanto para fugir das aglomerações no transporte público quanto do alto custo e do estresse de se deslocar de carro", disse Giancarlo Clini, presidente da Aliança Bike, que conta com mais de 80 associados, entre fabricantes, montadores, importadores, distribuidores e lojistas.

As bicicletas que custam mais de R$ 3 mil, segundo o levantamento, não tiveram aumento de venda, que se manteve no mesmo patamar de 2019. O mesmo aconteceu com as bicicletas elétricas.

A pesquisa mostra também que ocorreu uma queda de vendas no primeiro mês da pandemia no Brasil. No período entre 15 de março e 15 de abril, a queda ficou entre 50% e 70%. Segundo a Associação, o aumento atual da demanda já superou as perdas do início da quarentena.

"É um momento diferente e até melhor do que Black Friday e Natal, porque tem uma relação de conscientização. Considero como um novo momento para o mercado, as pessoas estão com sede de bicicleta. Tenho loja há 28 anos e nunca trabalhei de uma maneira tão intensa como estamos trabalhando: da hora que abre até a loja fechar, é telefone tocando o tempo todo e pessoas querendo comprar", comenta Marcos Nascimento, ex-atleta profissional e sócio da Bike North, na zona norte de São Paulo.