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Após decretar fim da Yellow, Grow diz que lidar com vandalismo é desafio

Bicicletas da Yellow estiveram nas cidades brasileiras por 17 meses, de agosto de 2018 a janeiro de 2020 - Divulgação
Bicicletas da Yellow estiveram nas cidades brasileiras por 17 meses, de agosto de 2018 a janeiro de 2020 Imagem: Divulgação
Diego Salgado

Repórter do UOL desde 2015, com passagens por Estadão e Portal 2014. Ciclista há 20 anos na cidade de São Paulo, já pedalou por 10 países e atravessou sozinho a América do Sul e a Europa. A Oceania é o próximo desafio.

24/01/2020 04h00

A saída repentina das bicicletas da Yellow das ruas brasileiras foi confirmada pela Grow na última quarta-feira (22). Horas depois de anunciar a decisão, a empresa deu detalhes à coluna Pedala sobre a postura adotada e afirmou que um dos desafios é lidar com o vandalismo.

A passagem das bicicletas da Yellow pelo Brasil durou pouco, apenas 17 meses, de agosto de 2018 a janeiro de 2020. De acordo com a Grow, havia necessidade de reestruturação após um balanço desse período. A empresa frisou também que buscará maior estabilidade.

Parte dessa reestruturação está ligada justamente ao vandalismo. A fim de minimizar os efeitos, a Grow vai manter um "diálogo com o poder público para alinhar estratégias". Não há, porém, previsão de retorno às ruas. Questionada sobre valores gastos com as avarias, se ficou acima do esperado, a Grow ressaltou que não dá detalhes por "questões estratégicas".

Por ora, todas as bicicletas passarão por um processo de análise. "A Grow fará agora uma checagem nas bikes que estavam armazenadas nos galpões e uma nova checagem nas bikes que estavam em operação", disse.

A empresa descartou que a topografia de algumas cidades brasileiras influiu na decisão. A da cidade de São Paulo, por exemplo, foi classificada como favorável.

"Os estudos para a escolha das áreas de atuação da Grow levam em conta uma série de aspectos, como a demanda de pessoas que precisam percorrer curtas distâncias ao longo do dia, topografia favorável - como a de SP -, estrutura de ciclovias e ciclofaixas, regulamentação e segurança, entre outras", frisou.

Em relação aos patinetes, ainda há sobrevida. Três cidades ainda terão equipamentos à disposição dos clientes: São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Segundo a Grow, elas "possuem maior oportunidade de crescimento neste momento e onde existe uma ampla possibilidade de transformar a cultura da mobilidade."

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.