Paula Gama

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Por que nova geração de carros híbridos não te fará economizar no posto

Apesar de ser muito relevante para o planeta por reduzir a emissão de gases do efeito estufa, os carros híbridos são procurados por muitos compradores devido à economia de combustível. Alguns modelos atuais são capazes de fazer até 30 km/l de gasolina.

No entanto, híbridos não são todos iguais e a nova geração que chegará ao Brasil deve decepcionar muitas pessoas neste quesito, com uma redução de consumo em relação a um carro a combustão de, em média, apenas 10%.

Essa mudança ocorre porque parte da nova geração de carros, com pelo menos dois motores, a combustão e a bateria, será considerada como "micro-híbridos", ou "híbridos leves". Esses veículos são equipados com sistemas elétricos que auxiliam o motor a combustão, mas não são capazes de operar exclusivamente no modo elétrico. A eficiência de combustível, portanto, é menor comparada aos híbridos tradicionais ou plug-in.

Os micro-híbridos utilizam um motor elétrico pequeno que melhora a performance do carro em situações específicas, como em ultrapassagens e retomadas, aumentando ligeiramente a potência e o torque. Além disso, ajudam no processo de partida do motor a combustão e funcionam como alternadores, carregando uma bateria auxiliar de 12V ou 48V.

Embora essa tecnologia reduza as emissões por poupar o uso do motor a combustão, ela não proporciona uma economia significativa de combustível, já que o motor elétrico não pode tracionar o veículo sozinho.

Renault, Stellantis e Volkswagen já estão investindo nessas opções, que têm como principal vantagem a redução do tempo de desenvolvimento e de emissões, sendo um caminho importante para a eletrificação. Há também benefícios diretos para os proprietários, como menor custo em relação ao híbrido pleno, isenção do rodízio em São Paulo e de IPVA em alguns estados.

Onde estão os micro-híbridos?

O Fiat Pulse pode receber uma versão micro híbrida em breve
O Fiat Pulse pode receber uma versão micro híbrida em breve Imagem: Fiat/Reprodução

Atualmente, 8% das vendas de veículos eletrificados são de micro híbridos, o que corresponde a quase 65 mil carros em 2024. O modelo mais vendido é o Kia Stonic, equipado com um motor 1.0 turbo de 120 cv e um sistema híbrido leve de 48V, que registra consumo de 13,7 km/l na cidade e 13,8 km/l na estrada, números semelhantes aos de um veículo turbo convencional considerado econômico. O SUV compacto custa R$ 129.990, preço competitivo entre os seus concorrentes.

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Além do Kia Stonic, outras opções de micro híbridos incluem o Kia Sportage e modelos da Mercedes-Benz e Land Rover. Embora esses veículos ofereçam algumas melhorias na eficiência e reduções nas emissões, eles não atingem os níveis de economia de combustível esperados por muitos consumidores de híbridos tradicionais. Portanto, aqueles que procuram maximizar a economia de combustível podem ficar decepcionados com a nova geração de micro híbridos.

A nova geração de micro-híbridos representa um compromisso entre a eficiência ambiental e a praticidade econômica. Com custos de desenvolvimento reduzidos e uma pegada ambiental menor, esses veículos oferecem uma opção atraente para aqueles que buscam contribuir para a sustentabilidade global. No entanto, para consumidores cuja prioridade é a economia de combustível, a promessa de eficiência pode parecer insuficiente.

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