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Paula Gama

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

61% das estradas têm problemas; saiba como evitar danos ao seu veículo

Trecho da BA-156, na Bahia, entre Brotas de Macaúbas e a BR-242  - Reprodução
Trecho da BA-156, na Bahia, entre Brotas de Macaúbas e a BR-242 Imagem: Reprodução
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Paula Gama

Jornalista especializada no mercado automotivo desde 2014, Paula Gama tem 28 anos e avalia diversos modelos no Brasil e no exterior. Nesta coluna, você terá opiniões sinceras sobre os lançamentos, cultura automotiva, tendências e análises de comportamento do consumidor.

Colunista do UOL

18/02/2022 04h00

O estado geral de 61,8% das estradas brasileiras é classificado como regular, ruim ou péssimo. A informação é de um estudo da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), que mostra que a maior parte das rodovias não atendem aos critérios básicos de qualidade em três quesitos: pavimentação, sinalização e geometria da via. Nesse cenário, fica difícil manter o carro livre de prejuízos causados por problemas nas estradas, mas com essas dicas você pode amenizar os danos.

Se você precisa pegar a estrada com frequência, mas não tem como adquirir uma picape ou SUV aventureiro, adequado para enfrentar os buracos e imperfeições no terreno, a primeira dica é observar a altura livre do solo quando for comprar um carro.

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Esse número representa a distância entre a peça mais baixa do veículo e o solo, e será crucial para evitar danos ao passar em buracos e valas. Outra informação importante: os ângulos de entrada e saída, que mostram se o carro sairá sem raspar o para-choque desses obstáculos.

Não se engane, nem sempre comprar um SUV é garantia de maior altura em relação ao solo. Para se ter uma ideia, a altura livre do solo de um Jeep Renegade de entrada é de aproximadamente 18 centímetros, a mesma do Renault Kwid. Para mais tranquilidade, há opções como Fiat Argo Trekking, com 21 centímetros, e, no mercado de usados, Hyundai HB20X (21 cm) e até mesmo o Fiat Uno Mille Way (19 cm).

O que fazer na estrada

Quando não há confiança na qualidade do terreno à frente, a melhor atitude é dirigir com cautela. Em trechos com muitos buracos, ou muitas pedras, a aderência dos pneus é reduzida, ficando mais difícil diminuir a velocidade rapidamente ou desviar de obstáculos rapidamente. Outra dica: se perceber alguma situação de perigo e precisar de uma freada brusca, segure firmemente o volante para não perder a direção.

Na Bahia, estado em que moro, alguns trechos de rodovias são tão críticos que é melhor andar pelo acostamento, de chão, do que pelo asfalto completamente esburacado. Em outras áreas, somos surpreendidos por verdadeiras "panelas" escondidas nas sombras que as árvores fazem na pista. Ou seja: andar com pneus inadequados é pedir para ficar na mão, ou melhor, à pé.

Se for pegar trechos ruins com frequência, vale a pena ajustar os pneus para a empreitada. Em regiões com muita pedra, aumentar a pressão da calibragem em até 5% pode evitar que os pneus se cortem com facilidade. Por outro lado, se passar por áreas com areia, é melhor reduzir a pressão para ter mais tração. Outra opção é apostar em pneus de uso misto, adequados para esse tipo de terreno, passar em uma estrada ruim com pneus de perfil baixo é um convite para passar perrengue.

Ao cair em um buraco profundo, ou sentir que o fundo "raspou" em algum obstáculo, não siga a vida como se nada tivesse acontecido. Há sempre o risco de ter quebrado alguma peça, como um amortecedor. Outro perigo é vazar óleo e melar as rodas.

Dica extra: se for fazer uma viagem esporádica a lazer ou a trabalho para regiões onde as estradas são mais críticas, como Norte e Nordeste, considere não ir com o seu carro. O aluguel pode ser uma boa opção, já que há seguro contra esse tipo de imprevisto. Infelizmente, não existem no mundo veículos à prova de estradas brasileiras.

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