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Paula Gama

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Porta-malas: entenda por que nem sempre o maior é o melhor

Nem sempre um bagageiro com litragem alta acomoda bem bolsas e malas -
Nem sempre um bagageiro com litragem alta acomoda bem bolsas e malas
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Paula Gama

Jornalista especializada no mercado automotivo desde 2014, Paula Gama tem 28 anos e avalia diversos modelos no Brasil e no exterior. Nesta coluna, você terá opiniões sinceras sobre os lançamentos, cultura automotiva, tendências e análises de comportamento do consumidor.

Colunista do UOL

17/09/2021 04h00

Para alguns é bobeira, mas, para quem tem família grande, o tamanho do porta-malas é um dos fatores decisivos na compra de um carro.

Por isso, é natural que esses consumidores fiquem de olho na ficha técnica na hora escolher o modelo ideal. A grande questão é que nem sempre o bagageiro de maior litragem é o que tem maior capacidade para levar bagagens. O design do carro, a tecnologia empregada na tampa e até o método de aferição da litragem influenciam muito.

Para começar, é importante saber que a maior parte das fábricas utiliza o método VDA para aferir a capacidade do porta-malas, que consiste em acomodar (com todo o cuidado) blocos de madeira ou isopor no local. Cada bloco equivale a um litro e a soma total configura a capacidade do bagageiro.

No entanto, é preciso lembrar que os blocos são muito mais simples de se encaixar naquele compartimento do que malas e bolsas reais. Além disso, se o tamanho for aferido com líquido, cada cantinho é considerado como espaço útil.

Por isso, antes de comprar um carro, não abra mão de fazer um test-drive que simule condições reais do seu dia a dia. E, se o tamanho do porta-malas importa para você, fique atento às características abaixo.

1- Design do veículo

Modelos como SUVs ostentam belíssimas caixas de rodas robustas. O problema é que internamente, dentro do porta-malas, elas podem dificultar a acomodação de uma mala maior, por exemplo. Carros que são mais retos por dentro, consequentemente, são mais "ergonômicos" para as bagagens.

2- Porta-malas grande, acesso pequeno

Muito comum em sedãs, o acesso reduzido ao porta-malas é um problema sério. Dependendo do tamanho dessa "boca", pode ser difícil acomodar um carrinho de bebê e praticamente impossível encaixar uma mala gigante e pesada preparada para uma longa viagem, mesmo que sobre espaço n o lado de dentro. Por isso, não tenha vergonha de levar uma mala à concessionária na hora de fazer a avaliação.

3- Ganchos que impedem o fechamento

Fique atento à tecnologia empregada na tampa do porta-malas. Muitos modelos ainda utilizam ganchos que impedem que todo espaço seja aproveitado. Na melhor das hipóteses, a mala é amassada; na pior delas, ela quebra ou tem que ficar fora.

4- Tampa inclinada

Modelos com tampas de porta-malas mais "inclinadas" também podem dificultar a acomodação de bagagens, mesmo que o porta-malas pareça bem grande à primeira vista.

5- Acesso alto

O acesso alto ao porta-malas não impede de colocar os objetos em si, mas pode dificultar a operação para pessoas com dificuldade de locomoção ou que estejam segurando um bebê em uma das mãos, por exemplo. Se esse for o seu caso, é melhor pensar bem antes de optar pelo modelo em questão.

Como acomodar a bagagem

Se você já comprou o carro e percebeu que o porta-malas não é lá muito bem planejado, é hora de aprender a otimizar o espaço. Na hora de preparar a viagem, acomode primeiro as malas maiores, mais firmes e pesadas. Posicione-as ao fundo, na área central. Deixe as bolsas e sacolas maleáveis para encaixar nos espaços que sobram nas laterais e acima.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL