PUBLICIDADE
Topo

Paula Gama

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Mini Cooper: como é a rotina de quem vive na cidade com carro elétrico

Mini elétrico em Salvador - Roberto Abreu/Divulgação
Mini elétrico em Salvador Imagem: Roberto Abreu/Divulgação
Conteúdo exclusivo para assinantes
Paula Gama

Jornalista especializada no mercado automotivo desde 2014, Paula Gama tem 28 anos e avalia diversos modelos no Brasil e no exterior. Nesta coluna, você terá opiniões sinceras sobre os lançamentos, cultura automotiva, tendências e análises de comportamento do consumidor.

Colunista do UOL

17/08/2021 09h41

Todo mundo já ouviu dizer que o futuro é elétrico. Prova disso é que uma pesquisa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em parceria com a Boston Consulting Group, prevê que, em 2030, 12% a 22% do mix de vendas dos carros brasileiros serão eletrificados. O número vai variar de 32% a 62% em 2035, dependendo de alguns cenários previstos pelo estudo. Mas no mundo atual o sucesso da eletrificação ainda possui dois grandes gargalos: o custo e a infraestrutura.

No cenário atual, a Mini trouxe o seu primeiro elétrico para o Brasil, o Cooper S E. Até 2030, todos os carros da marca terão essa característica, quem diz isso é o BMW Group, proprietário da marca britânica.

Rodei com o modelo por alguns dias em Salvador e, nesse período, esqueci dos grandes gargalos. Explico. Primeiro, porque o Mini Cooper elétrico é baseado no tradicional hatch de três portas da marca, cujo preço parte de R$ 214.990. Ele é equipado com um motor a combustão de 192 cv.

Já o elétrico tem preço inicial de R$ 239.990 e um propulsor de 184 cv. Considerando a diferença de preço por um motor elétrico, o custo não impacta tanto na decisão entre os dois Coopers.

Mini elétrico em Salvador - Roberto Abreu/Divulgação - Roberto Abreu/Divulgação
O Cooper elétrico vai de 0 a 60 km/h em 3,9 segundos
Imagem: Roberto Abreu/Divulgação

Seguindo, a falta de infraestrutura para carros elétricos não impactou na minha rotina. Primeiro, porque tenho um carregador em casa, o que é praticamente obrigatório para quem compra um elétrico. E que vem de brinde para quem comprar esse Mini, é bom ressaltar. Segundo, porque os 234 quilômetros de autonomia com uma recarga são mais do que suficientes para rodar na cidade, o que é mesmo a vocação da família Mini Cooper.

No tempo em que fiquei com o veículo, fiz os trajetos que faço costumeiramente com um carro a combustão, com uma diferença, na hora de estacionar no supermercado e no shopping, eu procurava a vaga para carros elétricos. Enquanto fazia compras, o carro ficava carregando. Além disso, durante a noite, ficava carregando em minha garagem. Resultado, percorri cerca de 300 quilômetros sem a bateria baixar de 50%.

A versão elétrica tem alguns detalhes em verde limão, mas é possível personalizá-lo, como todo MINI - Divulgação - Divulgação
A versão elétrica tem alguns detalhes em verde limão, mas é possível personalizá-lo, como todo MINI
Imagem: Divulgação

Apesar de ainda não atender à realidade de muitas pessoas que precisam de um carro para percorrer longas distâncias - o que não seria a proposta mesmo do Cooper à combustão - é interessante como um carro urbano.

Também há uma boa notícia para quem pensa em viagens turísticas esporádicas: está sendo desenvolvido pela Neoenergia um corredor elétrico de mil quilômetros para conectar as capitais Salvador (BA) e Natal (RN), passando pelas cidades de Aracaju (SE), Maceió (AL), Recife (PE) e João Pessoa (PB). Semelhante ao corredor que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, na Rodovia Presidente Dutra, e o de Curitiba (PR) a Florianópolis (SC).

O Mini elétrico

O Mini elétrico tem uma condução ainda mais esportiva do que o à combustão. O tradicional "go karting feeling", ou seja, a sensação de ter uma direção direta como a de um kart permanece, e é incrementada pelos 27,5 kgfm de torque quase imediatos que o motor elétrico entrega.

Vários detalhes reforçam a aptidão para o trânsito urbano do modelo. Por exemplo, ele vai de 0 a 60 km/h em apenas 3,9 segundos. Um desempenho mais do que bem-vindo nas arrancadas, retomadas e ultrapassagens na cidade. O carro responde praticamente instantaneamente aos comandos nos pedais, ou melhor, no pedal.

Como é comum em carros elétricos, é possível dirigir o Mini apenas com o pedal do acelerador. Ao retirar o pé, o carro automaticamente reduz a velocidade, o sistema aproveita essa energia para regenerar a bateria.

Comparado com o Mini Cooper tradicional, as diferenças estéticas estão na grade dianteira e nas rodas, que são em verde limão. Mas tudo é completamente personalizável, como em todos os modelos da marca.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL