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Paula Gama

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Por que carros brancos viraram maioria pelas ruas em todo o mundo

Newton Menezes/Futura Press/Estadão Conteúdo
Imagem: Newton Menezes/Futura Press/Estadão Conteúdo
Paula Gama

Jornalista especializada no mercado automotivo desde 2014, Paula Gama tem 28 anos e avalia diversos modelos no Brasil e no exterior. Nesta coluna, você terá opiniões sinceras sobre os lançamentos, cultura automotiva, tendências e análises de comportamento do consumidor.

Colunista do UOL

11/06/2021 04h00

Uma cena comum nas grandes cidades brasileiras: você para em um sinal ou em um estacionamento e pensa, "nossa, quanto carro branco". Há alguns anos, a cor ultrapassou as tradicionais preto e prata e ocupa a preferência não só no Brasil, mas em todo o mundo. Mas, afinal, qual é a razão?

Primeiramente, não é preciso pagar um valor extra pelo branco sólido ao comprar um carro novo, diferente do que acontece com as cores metalizadas. Além disso, os modelos de frota, como táxis e ambulâncias, são sempre brancos.

Some-se a isso o esforço da indústria automotiva em produzir belíssimas opções de pinturas no branco perolado e metalizado para os veículos de maior valor agregado. Resultado: 34% dos carros comprados em todo o mundo são brancos. Considerando apenas a América do Sul, o número sobe para 36,5%. Os dados são de um relatório da PPG (fabricante de tintas) sobre cores automotivas.

E há outra razão para o branco permanecer como a cor automotiva favorita no mundo: o branco é altamente compatível com as emergentes tecnologias de radar e LiDAR, possibilitando os veículos autônomos.

Outras cores

Seguindo a linha de tons preferidos pelos donos de veículos está o preto, com 18% do mercado mundial, depois, empatados em terceiro lugar, estão prata e cinza, com 12% cada. Fica claro que 76% dos consumidores preferem cores tradicionais na hora de comprar um carro, além de passar uma imagem mais sóbria, eles perdem menos valor na hora da revenda. No entanto, também são os mais visados por criminosos, pois se disfarçam em meio aos outros.

Uma tendência que os salões do automóvel pelo mundo vêm antecipando é a da cor azul, que subiu para 9% da participação global de cores - um aumento de 1% em relação a 2019.

Combinados, os tons de verde, azul e outros tons naturais representaram 16% da participação global de cores automotivas. Esse número é consistente em todas as regiões, exceto na América do Sul, onde o branco, o prata, o preto e o cinza praticamente eliminam esses tons. O que reforça a preocupação com a revenda em nosso mercado.

E você, na compra do seu próximo carro, vai ficar no tradicional ou inovar? Uma cor fora do "padrão" pode retardar um pouco a revenda, mas se você é fã de cores diferentes, escolha o que vai te fazer mais feliz. A escolha de um carro deve ser para você, não para o próximo dono! Há mercado para todos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL