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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Começou a MotoGP: quem é o favorito? Todos!

MotoGP 2022 - Dorna/divulgação
MotoGP 2022 Imagem: Dorna/divulgação
Roberto Agresti

Sobre o Autor - Roberto Agresti dirigiu durante mais de 30 anos revistas especializadas em motocicletas. Cobriu corridas da MotoGP, do Mundial de Motocross, de Enduro e um inesquecível Paris-Dakar na África. É comentarista da rádio CBN, onde desde 2014 tem o CBN Moto, onde fala sobre motociclismo em rede nacional.

Colunista do Uol

04/03/2022 16h44

Na entrevista coletiva que precede todo Grande Prêmio da MotoGP, seis pilotos selecionados a dedo falaram durante mais de meia hora sobre suas expectativas para a temporada que começa este final de semana no Qatar. Cada um deles representando uma das seis marcas envolvidas no campeonato - Aprilia, Ducati, Honda, KTM, Suzuki e Yamaha - e todos, sem exceção, donos de ao menos um título mundial. Ou seja, não tinha nenhum "mané" ali.

Na frente das câmeras e de jornalistas de todo planeta, a turminha me lembrou o que o ora aposentado Valentino Rossi, o maior de todos da era moderna da motovelocidade, disse sobre o atual estágio da MotoGP: "Mesmo o cara que larga sempre em último na MotoGP é um piloto excepcional". Pois é...

MotoGP - Dorna/divulgação - Dorna/divulgação
Brad Binder, piloto KTM na MotoGP em 2022
Imagem: Dorna/divulgação

Dos seis presentes na entrevista coletiva, Brad Binder, sul africano, talvez seja dono do currículo mais magrinho, dono de um título mundial na Moto3 (2016) e de duas vitórias na MotoGP. Na outra ponta está ele, Marc Márquez, que parte para sua 10º temporada na categoria com retrospecto de carreira monstruoso, 8 títulos mundiais, seis deles na MotoGP. Junto com Binder e Márquez, estavam no palco Francesco Bagnaia (campeão da Moto2 em 2019, 4 vitórias na MotoGP), Maverick Viñales (campeão da Moto2 em 2013, 9 vitórias na MotoGP), Joan Mir (campeão da Moto3 em 2017 e da MotoGP em 2020) e ele, Fabio Quartararo, o atual nº1 da MotoGP, campeão no ano passado.

Perguntado sobre quem seriam seus rivais na briga pelo título da temporada 2022, Fabio disse que o normal seria citar cinco nomes óbvios, os que estavam ali com ele, mas que atualmente o nível é muito alto, e somente depois de duas ou três corridas será possível enxergar a concorrência. Pois é...

MotoGP - Dorna/divulgação - Dorna/divulgação
MotoGP 2022
Imagem: Dorna/divulgação

Quartararo não é bobo, e mesmo que fosse teria percebido que nos treinos pré-temporada, do 1º ao 20º colocado, a diferença foi de pouco mais de um segundo no tempo de volta. O equilíbrio entre as motos é tremendo, e idem quanto aos pilotos.

É claro que o bom senso manda ver os estreantes na categoria, ditos "rookies", personagens fora da briga pelo título de campeão. Porém, não custa lembrar que Marc Márquez foi campeão já em sua temporada de estreia.

MotoGP - Dorna/divulgação - Dorna/divulgação
MotoGP 2022
Imagem: Dorna/divulgação

"Ah, mas ele era Marc Márquez!", diria um de vocês. OK, fato, mas a categoria MotoGP de 2013 não era tão competitiva quanto a de hoje, afirmação esta que não tira mérito de Marc mas o dá aos cinco rookies entre os 24 pilotos desta atual temporada, que podem perfeitamente vencer um GP este ano.

Resumo da ópera: você que curte a MotoGP, prepare-se para assistir não apenas a maior temporada de todos os tempos, com 22 Grande Prêmios, mas também a mais disputada desde sempre. O equilíbrio entre motos de diferentes marcas chegou a um estágio nunca visto, e entre os pilotos, do mais experiente ao mais salame, não tem "mané", como bem observou um certo Valentino Rossi...