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Mora nos Clássicos

REPORTAGEM

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McLaren F1 1995 é vendido por R$ 107 mi e se torna o mais caro do mundo

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Rodrigo Mora

O blog Mora nos Clássicos contará as grandes histórias sobre as pessoas e os carros do universo antigomobilista. Nesse percurso, visitará museus, eventos e encontros de automóveis antigos - com um pouco de sorte, dirigirá alguns deles também.

Colunista do UOL

17/08/2021 04h00

(SÃO PAULO) - Um McLaren F1 1995 foi leiloado na última sexta-feira (13), durante o Pebble Beach Concours d'Elegance, na Califórnia (EUA), por US$ 20.465.000, se tornando então o exemplar mais caro já comercializado do superesportivo inglês.

Ainda com os pneus Goodyear Eagle originais de fábrica, com 243 milhas (389 km) no odômetro e o único McLaren F1 pintado na cor Creighton Brown, superou as expectativas da Gooding & Company (leiloeira oficial de Pebble Beach), que esperava vende-lo por US$ 15 milhões (R$ 79,2 mi).

McLaren F1 recorde  - Gooding & Company / Divulgação  - Gooding & Company / Divulgação
Imagem: Gooding & Company / Divulgação

"Com sua quilometragem incrivelmente baixa e combinação de cores atraente e única, este exemplar em particular representa uma oportunidade quase inédita de adquirir um F1 virtualmente na condição de entrega", descreveu antes do leilão a empresa.

McLaren F1 recorde portas  - Gooding & Company / Divulgação - Gooding & Company / Divulgação
Imagem: Gooding & Company / Divulgação

Que complementa: "este F1, chassis 029, raramente foi visto em público. Passou a maior parte de sua existência escondido em uma coleção privada no Japão. Seu atual proprietário, com base nos EUA, continuou a preservar o carro no mesmo estado".

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Imagem: Gooding & Company / Divulgação

O McLaren F1 foi apresentado em 28 de maio de 1992, quinta-feira véspera do GP de Mônaco. Da mente de Peter Stevens e Gordon Murray - este um notório projetista de carros da Fórmula 1 e quem desenhou o layout básico do MP4/4 de Ayrton Senna - saiu um superesportivo com lugar para três ocupantes, o mais feliz deles sentado no meio.

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Imagem: Gooding & Company / Divulgação

Os números de desempenho eram assustadores para a época: motor 6.1 V12 de 627 cv (oriundo da BMW), capaz de levar o F1 aos 100 km/h em 3,2 segundos e velocidade máxima de 391 km/h - marcas que o consagraram o mais veloz do mundo em sua época e que ainda hoje estão guardadas num olimpo que poucos alcançam.

Ouro no cofre do motor parece pura ostentação, mas funciona como um eficiente isolante térmico que mantém o calor do motor longe da carroceria. As ferramentas que acompanham o carro são de titânio, bem mais leves do que as convencionais de ferro.

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Imagem: Divulgação

Apenas 106 unidades foram produzidas até 1998: 28 GTRs, destinados às corridas, e 64 para as ruas. Desses, cinco saíram na versão LM, que era uma homenagem à vitória do F1 GTR na edição de 1995 das 24 Horas de Le Mans. Além de redução de peso, esses modelos eram equipados com o motor de corrida, de 680 cv.

Dois F1 foram convertidos em LM, posteriormente e a pedido de seus proprietários, pela própria McLaren. Um deles, chassis 018, detinha o recorde anterior, de US$ 19.805.000.

McLaren F1 LM - RM Sothebys/Divulgação  - RM Sothebys/Divulgação
Imagem: RM Sothebys/Divulgação