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Mora nos Clássicos

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Quais são os 10 carros clássicos mais valorizados em leilões

Rodrigo Mora

O blog Mora nos Clássicos contará as grandes histórias sobre as pessoas e os carros do universo antigomobilista. Nesse percurso, visitará museus, eventos e encontros de automóveis antigos - com um pouco de sorte, dirigirá alguns deles também.

Colunista do UOL

27/03/2021 07h00

(SÃO PAULO) - O biênio 2013-14 foi o ápice dos preços dos carros clássicos. Na sequência, a crise global deu uma segurada nos valores, e em 2019 e 2020 os lances foram novamente reduzidos - vide o ranking do ano passado, cujo modelo mais caro ficou bem abaixo do líder do ranking de 2019.

Atualizada, a lista dos clássicos mais caros já leiloados fica assim:

Ferrari 250 GTO 1962: US$ 38.115.000

À época, agosto de 2014, o montante despendido no esportivo leiloado pela Bonhams equivalia a R$ 123,9 milhões. Hoje, são R$ 216,1 milhões. Além de um poderoso motor 3.0 V12, a 250 GTO tem no currículo o fato de ter sido um carro com DNA de corrida. E apenas 39 unidades foram produzidas.

Ferrari 250 GTO  - Bonhams / Divulgação  - Bonhams / Divulgação
Imagem: Bonhams / Divulgação

Ferrari 335 Sport Scaglietti 1957: US$ 35.711.359

Apenas quatro unidades fabricadas e a vitória no Grande Prêmio de Cuba de 1958, com Stirling Moss ao volante, fazem deste modelo o segundo clássico mais caro já leiloado (em 2016, pela Artcurial). Antes do leilão, pertenceu por 40 anos a um único colecionador, que chegou a construir uma pista em sua propriedade para desfrutar do carro - e deu motor 4.0 V12 - tranquilamente.

Ferrari 335 Sport Scaglietti 1957 - Artcurial / Divulgação  - Artcurial / Divulgação
Imagem: Artcurial / Divulgação

Mercedes-Benz W 196R 1954: US$ 29.650.095

Dizer que esse exemplar foi o bólido que vencera os GPs da Alemanha e da Suíça em 1954, guiado por ninguém menos do que Juan Manuel Fangio, dispensa qualquer outra apresentação. Mas aqui vai mais uma: seu motor 2,5 litros, de oito cilindros em linha, foi o primeiro a contar com injeção de combustível na Fórmula 1, abrindo grande vantagem para os motores carburados dominantes. Em julho de 2013, pela Bonhams.

Mercedes-Benz W 196R 1954 - Bonhams / Divulgação  - Bonhams / Divulgação
Imagem: Bonhams / Divulgação

Ferrari 290 MM 1956: US$ 28.050.000

Essa Ferrari foi criada para disputar a edição de 1956 da lendária Mille Miglia, a terceira etapa do World Sportscar Championship, à época um campeonato tão importante quanto o da F-1. Apenas quatro foram construídas, sendo esta - arrematada em 2015 em evento da RM Sotheby's - pilotada por Fangio.

Ferrari 290 MM 1956 - RM Sotheby?s / Divulgação  - RM Sotheby?s / Divulgação
Imagem: RM Sotheby?s / Divulgação

Ferrari 275 GTB/4 S N.A.R.T. Spider 1967: US$ 27.500.000

Para promover a Ferrari nos EUA, no fim dos anos 1950, criou-se o North American Racing Team (NART), que funcionava como um fornecedor de carros de corrida para gentleman drivers ávidos por campeonatos locais. Fez tanto sucesso que a Ferrari passou a aceitar encomendas de veículos especiais, baseados em modelos de linha, no caso a 275 GTB/4. RM Auctions, 2013.

Ferrari 275 GTB/4 S N.A.R.T. Spider 1967 - RM Auctions / Divulgação  - RM Auctions / Divulgação
Imagem: RM Auctions / Divulgação

Ferrari 275 GTB/C Speciale 1964: US$ 26.400.000

Segundo a RM Sotheby's, essa 275 GTB/C, número de chassis 06701 e leiloada em 2014, "é um carro cuja inclusão nestas páginas quase certamente nunca mais acontecerá, particularmente porque seus dois carros irmãos são muito improváveis V12 de 320 cv e seu câmbio é manual de cinco marchas.

Ferrari 275 GTB/C Speciale 1964 - RM Sotheby's / Divulgação  - RM Sotheby's / Divulgação
Imagem: RM Sotheby's / Divulgação

Aston Martin DBR1 1956: US$ 22.550.000

Mais um clássico de competição guiado por Sir Stirling Moss, considerado o maior dos pilotos sem um título mundial de F-1. Ao ser arrematado (em agosto de 2017, pela RM Sotheby's) por essa quantia astronômica, o primeiro dos cinco DBR1 construídos entre 1956 e 1958 se tornou o mais valioso automóvel britânico já comercializado.

Aston Martin DBR1 1956 - RM Sotheby's / Divulgação  - RM Sotheby's / Divulgação
Imagem: RM Sotheby's / Divulgação

Jaguar D-Type 1955: US$ 21.780.000

Toda marca teve ou tem obsessão por vencer as 24 Horas de Le Mans. A Jaguar não é exceção, sendo vitoriosa nas edições de 1955, 1956 e 1957 com o D-Type. Este, leiloado em agosto de 2016 pela Sotheby's, é o exemplar que levou o segundo título, pilotado pelo escocês Ecurie Ecosse. De acordo com a casa de leilão, "é o único D-Type vencedor de LeMans que sobreviveu intacto e permaneceu original".

 Jaguar D-Type 1955 - RM Sotheby's / Divulgação  - RM Sotheby's / Divulgação
Imagem: RM Sotheby's / Divulgação

McLaren F1 'LM-Specification' 1994: US$ 19.805.000

Foi em 28 de maio de 1992, quinta-feira véspera do GP de Mônaco, que a McLaren apresentou o F1, criação de Peter Stevens e Gordon Murray - este um notório projetista de carros da Fórmula 1 e quem desenhou o layout básico do MP4/4 de Ayrton Senna. Apenas 106 unidades foram produzidas até 1998: 28 GTRs, destinados às corridas, e 64 para as ruas. Desses, cinco saíram na versão LM, que era uma homenagem à vitória do F1 GTR na edição de 1995 das 24 Horas de Le Mans.

McLaren F1 'LM-Specification' 1994 - RM Sothebys/Divulgação  - RM Sothebys/Divulgação
Imagem: RM Sothebys/Divulgação

Alfa Romeo 8C 2900B Lungo Spider 1939: US$ 19.800.000

Os Alfa Romeo 8C 2900 do final dos anos 30 estavam entre os mais potentes e prestigiados esportivos de sua época, rivalizando com os icônicos Bugattis Atlantic. Esse se tornou o carro pré-guerra mais caro de todos os tempos. Em agosto de 2016, pela Sotheby's.

Alfa Romeo 8C 2900B Lungo Spider 1939 - RM Sotheby's / Divulgação  - RM Sotheby's / Divulgação
Imagem: RM Sotheby's / Divulgação