PUBLICIDADE
Topo

Jorge Moraes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Audi Q5 híbrido: como é rodar com SUV de 367 cv que abre nova fase da marca

só para assinantes
Jorge Moraes

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.

Colunista do UOL

01/07/2022 06h00

Do México para o Brasil, o primeiro híbrido plug-in da Audi representa a nova jornada elétrica da montadora no Brasil. Dirigimos o carro de São Paulo até a cidade de Paraty, na bela região da Costa Verde, no Rio de Janeiro. Bom de estrada, o Q5 TFSIe começa a ser vendido a partir de hoje, na pré-venda, a partir de R$ 413.990 no primeiro lote com 300 unidades. Modelo topo da gama custa R$ 469 mil.

O carro fabricado na planta de San José Chiapa está disponível nas carrocerias SUV e Sportback e nas versões Performance e Performance Black. O utilitário é responsável por inaugurar no mercado local a nova família de motores híbridos plug-in (PHEV) com bateria de alta capacidade.

O novo propulsor representa a terceira geração do motor 2.0 TFSI à combustão (EA888), que desenvolve 252 cv de potência e 370 Nm de torque, atuando em conjunto com um elétrico síncrono de imãs permanentes (PSM), com 105 kW (143 cv) de potência máxima e até 350 Nm de torque já disponível em baixas rotações.

O conjunto é acoplado à transmissão S tronic de sete velocidades com aceleração de 0 a 100 km/h realizada em 5,3 s e a velocidade máxima (limitada eletronicamente) é de 210 km/h. No modo 100% elétrico, a máxima é de 135 km/h. Com a potência combinada, ele desenvolve 367 cv e 500 Nm de torque.

"Estamos comprometidos com a nossa agenda ambiental", afirmou no texto do fabricante, Daniel Rojas, CEO e presidente da Audi do Brasil.

O Q5 com teto panorâmico de série mede 4.682 metros e entrega boa dose de conforto para quem viaja atrás (entre-eixos de 2,8 metros) com duas portas USB. Na estrada, recursos da eletrônica funcionam como elementos de defesa contra "aqueles erros" que o carro não aceita e corrige para deixá-lo na linha, na leitura das faixas, por exemplo e no alerta e frenagem de emergência.

Divertido é buscar o drive Select e andar no modo dinâmico, mais esportivo. Lembre-se: são 367 cavalos e um torque generoso de 500 Nm. A suspensão multilink da aula de equilíbrio no carro e a tração Quattro distribui, com estilo, a pegada para as rodas aro 19 polegadas 235/55.

Na cabine, no interior S line, tela de 10,25 polegadas com Carplay e Android sem fio. O cluster de 8,8 polegadas projeta o GPS do veículo. O volante esportivo tem paddle shifters e comandos de funcionalidades da tela central. Faça na estrada bom uso do controlador de velocidade de cruzeiro. O som de 19 falantes é dos bons, leva assinatura Bang Olufsen (opcional) na versão top (o sistema de entrada conta com 10 falantes).

O SUV por dentro tem quatro opções de cores e do lado de fora, na riqueza visual dos LEDs e da grade frontal octogonal oferece 11 opções de cores. O head-up display, não faz diferença para mim, mas está lá como opcional.

Na parte química

A tecnologia usa a distribuição do modo elétrico e combustão. A autonomia, sem gastar gasolina, fica na média de 56 km a 62 km. A bateria em íon lítio de alta tensão está localizada abaixo do piso do porta-malas, composta por 104 células prismáticas e possui capacidade de armazenamento de energia de 17,9 kWh com uma tensão de 381 volts.

E digo que existem quatro modos de operação. O elétrico é ativado automaticamente quando acionado o sistema de navegação por satélite, mas também pode ser selecionado manualmente por meio do botão seletor.

O híbrido entra com base em uma base de cálculos que incluem limites de velocidade, tipos de estradas, subidas e descidas durante o trajeto, distância total até o destino e perfil da rota escolhida.

Quando o motorista retira o pé do acelerador, o sistema de gerenciamento de direção decide, conforme a situação, entre a desaceleração com o motor desligado e a recuperação de energia, ou seja, a recuperação de energia cinética e sua conversão em energia elétrica.

Além da condução híbrida, o motorista pode escolher outros três modos. O modo EV (Veículo Elétrico) é o padrão sempre que o veículo é ligado e conduzido exclusivamente no modo elétrico, desde que o condutor não pressione o pedal do acelerador até o seu fim de curso.

No Hold, a capacidade da bateria é mantida no estágio atual. Já no modo Charge, o sistema de gerenciamento de acionamento aumenta a quantidade de energia na bateria com o auxílio do motor à combustão. Assim como na recuperação, o motor elétrico funciona como gerador para carregamento da bateria.

O carregador vem no carro mas recomendo a instalação do wallbox na garagem para melhorar o tempo de recarga entre seis e oito horas, o que depende do status de porcentagem da bateria. O tanque comporta 54 litros e a capacidade da mala é de 465 litros (530 litros no Sportback).

Quer ler mais sobre o mundo automotivo e conversar com a gente a respeito? Participe do nosso grupo no Facebook! Um lugar para discussão, informação e troca de experiências entre os amantes de carros. Você também pode acompanhar a nossa cobertura no Instagram de UOL Carros.