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Jorge Moraes

REPORTAGEM

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Lincoln no Brasil? Ford é flagrada testando carros inéditos no país

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Jorge Moraes

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.

Colunista do UOL

25/05/2022 12h10

No mesmo dia em que anunciou a ampliação do Centro de Desenvolvimento e Tecnologia na Bahia, a Ford desfilava pelas rodovias baianas uma série de carros que não são vendidos no Brasil. O leitor Jadson Souza flagrou nada menos que um Lincoln Navigator, um Ford Expedition, uma picape F-150 e um Mustang Mach-E.

Desse timaço de máquinas, duas estão confirmadas para o Brasil para os próximos meses e até o primeiro semestre de 2023 e outras duas certamente nunca deverão ser vendidas por aqui.

A primeira a chegar deverá ser a picape F-150, que é a mais vendida nos Estados Unidos. Aqui, terá a missão de bater a linha RAM, principalmente a RAM 1500. Chegará no começo de 2023 com motor V8 5.0 de 400 cv e 56,6 kgfm de torque. Outra opção é a híbrida que tem o motor V6 3.5 associado ao sistema elétrico com 430 cv e fortes 78,8 kgfm.

O Mustang Mach-E também é esperado para Brasil, mas a crise dos componentes têm dificultado a produção do SUV elétrico esportivo. Ele é um grande sucesso nos Estados Unidos e tem uma longa fia de espera. A Ford deve, portanto, esperar que a produção e a entrega se normalizem para os estadunidenses antes de iniciar a exportação para outros mercados.

Previsto para o Brasil, o elétrico Ford Mustang Mach E também esteve entre os carros flagrados circulando pela Bahia - Jadson Souza - Jadson Souza
Imagem: Jadson Souza

A versão do Mach-E esperada por aqui é a GT, topo de linha, que tem dois motores elétricos com 487 cv e brutais 83 kgfm de torque, com aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 3,8 segundos.

Já o Ford Expedition e o Lincoln Navigator, dois SUVs de luxo, devem rodar por aqui para teste de tecnologias embarcadas neles e que podem pintar em futuros modelos da Ford por aqui. Não há razões para acreditar que esses dois modelos luxosos serão importados diretamente pela montadora para o nosso mercado.

Ford no Brasil

A norte-americana Ford ampliou o Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da montadora, no Cimatec Park, em Camaçari, interior da Bahia. O governador, Rui Costa esteve com Daniel Justo e Rogelio Golfarb, presidente e vice-presidente da Ford América do Sul para entender o movimento de expansão da empresa.

O anúncio de ampliação do Centro, com a criação de 500 novos empregos ao longo dos últimos meses equivale a um crescimento de 50% do time de engenharia.

Daniel Justo declarou no comunicado de imprensa que tem orgulho da atuação estratégica que o time brasileiro está desempenhando no futuro da mobilidade partindo diretamente da Bahia, exportando projetos e conhecimento para outros mercados. "Com essa ampliação, nosso centro de engenharia ultrapassou a marca de 1,5 mil especialistas, que trabalham em parceria com os Estados Unidos no desenvolvimento de produtos, patentes, tecnologias e softwares."

O Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford no Brasil se consolidou como responsável pela criação, execução e coordenação de projetos de alta complexidade. Além do parque tecnológico da Bahia, a estrutura inclui o Campo de Provas de Tatuí, no interior de São Paulo.

Daniel Justo sempre ao lado de Rogelio Golfarb e do diretor de desenvolvimento, Alex Machado, destacou o momento de transformação vivido pela indústria automotiva, com a introdução de novas tecnologias e mudanças de hábitos dos consumidores. "Fazer engenharia, pesquisa e desenvolvimento de tecnologia no Brasil é viável, e o Centro é um grande exemplo da nossa competitividade", afirmou.

"Nosso time está mostrando que é extremamente preparado, criativo e eficiente, competindo com os melhores no mundo. Essas características chamaram a atenção da Ford global e, por isso, ganhamos cada vez mais espaço em projetos que estão definindo o futuro da mobilidade", completou.