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Jorge Moraes

REPORTAGEM

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Renault deixa a Rússia e vende ativos para o governo de Moscou

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Jorge Moraes

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.

Colunista do UOL

16/05/2022 16h14

Notícia que corre pelo mundo econômico. A francesa Renault decidiu vender os ativos da marca na Rússia. Dessa forma, a montadora deixa formalmente o país, após a invasão à Ucrânia, e comercializa os ativos que valem US$ 2,29 bilhões, segundo o próprio fabricante.

De acordo com um comunicado divulgado nesta segunda (16), a montadora também abriu mão de sua participação majoritária na russa AVTOVAZ para o NAMI (Instituto Central de Pesquisa e Desenvolvimento de Automóveis e Motores).

"Tomamos uma decisão difícil, mas necessária. E estamos fazendo uma escolha responsável em relação aos nossos 45 mil funcionários na Rússia", disse em um trecho da carta.

Dentro do que foi definido entre a Renault e a NAMI, a participação da montadora na AVTOVAZ ainda oferece a possibilidade de recompra de participação, mas apenas após seis anos.

O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse em seu blog que a cidade assumiu a propriedade da planta com o intuito de retomar a produção de carros de passeio sob a marca Moskvich. "Vamos tentar manter a maior parte da equipe trabalhando diretamente na fábrica", escreveu Sobyanin.

Moskvich era uma montadora dos tempos da União Soviética, e nesse mercado a Renault apontou como sendo a Rússia seu segundo maior polo com 482.264 carros vendidos no ano passado, ficando atrás da França em termos de volume de vendas.