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Jorge Moraes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Honda City: novo motor e tecnologia farão clientes esquecerem o Civic?

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Jorge Moraes

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.

Colunista do UOL

05/01/2022 04h00

O fim da linha para o Honda Civic produzido no Brasil deixa muitos clientes do sedã órfãos, mesmo com a garantia da marca japonesa da importação do modelo dos Estados Unidos. Será que o novo City conseguirá conquistar os fãs do sedã médio? É verdade que o compacto cresceu na linha 2022 e ganhou equipamentos de tecnologia de ponta, mas será suficiente?

O sedã compacto da Honda subiu de patamar, cresceu em medidas e porte, elevou o preço e ganhou um novo motor. Tudo isso na mudança de geração, que acaba de chegar às lojas. Outra novidade será a versão hatchback, que será lançada no início deste ano.

Vamos começar falando do espaço interno, que é um destaque no novo City. O sedã ficou também mais longo, com 4.549 mm, 94 mm a mais em relação à versão anterior. A largura também ficou maior e agora mede 1.748 mm, 53 mm a mais. O porta-malas cresceu e chega a 519 litros de capacidade.

O interior do New City também merece destaque pela sofisticação dos materiais e alta qualidade de acabamento e montagem. Todos os pontos de contato com motorista e passageiros têm superfície agradável ao toque.

O modelo possui um novo Sistema de Estabilização Corporal. Uma nova tecnologia antifadiga foi adotada nos bancos para melhorar o suporte do corpo, evitando o esforço constante para a retomada do posicionamento ideal, que é justamente o que traz a sensação de cansaço. Comprovamos isso na viagem que fizemos com o sedã.

E sobre o consumo?

Vamos entrar agora nos testes de consumo que fizemos com o City. Mas antes é preciso falar do novo motor 1.5 aspirado que agora tem injeção direta e entrega 126 cv de potência com gasolina ou etanol. O torque máximo é de 15,8 kgfm distribuídos pelo discreto câmbio CVT que simula 7 velocidades.

Foi com esse conjunto que conseguimos a marca de 14,4 km/l de gasolina na média de três dias com o sedã no trânsito da cidade -sempre com ar-condicionado ligado e o modo ECON ativado para poupar mais combustível. Já na estrada entre Recife (PE) e Natal (RN), o desempenho do City foi ainda mais generoso: a média fechou em 16,9 km/l da gasolina.

Além de ser eficiente, o novo motor tem um bom desempenho tanto no trânsito, com saídas rápidas, como na estrada, com muito fôlego e conforto. Viajar com o novo City é bem agradável e pede poucas idas ao posto de gasolina.

Tecnologia a bordo

Em relação à lista de equipamentos de comodidade e conforto, o novo City também faz bonito. Todas as versões (EX, EXL e Touring) trazem botão de partida do motor, sistema de destravamento por proximidade da chave (Smart Entry), ar-condicionado digital, nova central multimídia touchscreen de 8 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem-fio e câmera de ré multivisão.

A versão Touring que testamos conta ainda com sensores de estacionamento dianteiros e espelho retrovisor fotocrômico. Sentimos falta do carregador do celular por indução.

O Honda Sensing é outra novidade que aumenta a segurança, mas somente para o topo da gama. Entre os itens disponíveis estão câmera dianteira de alto desempenho localizada no para-brisa, sistema de frenagem para mitigação de colisão, sistema para diminuir a evasão de pista, controle de cruzeiro adaptativo, sistema de permanência em faixa e ajuste automático de farol.

Claro que os clientes do Civic pedem mais de um sedã que o City pode oferecer na versão Touring, que custa R$ 123 mil. Mas acreditamos que haverá sim uma parcela de consumidores das versões de entrada que podem e devem migrar para o irmão menor.

E podemos dizer que eles estão bem servidos. O novo City Touring é bom de dirigir, tem muita tecnologia e ainda é eficiente: uma fórmula que poucos carros entregam entre os sedãs no Brasil.