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Jorge Moraes

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Renault Captur: rostinho lindo e novo motor são suficientes contra rivais?

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Jorge Moraes

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.

Colunista do UOL

08/07/2021 11h24

A chegada do Captur 2022 com o novo motor turbo feito em parceria com a Mercedes coloca a Renault em briga mais justa dentro do segmento dos SUVs compactos. Mas será que só a novidade mecânica será suficiente para o belo modelo francês tirar clientes dos "veteranos" turbinados Volkswagen T-Cross e Chevrolet Tracker?

A Renault não esconde que mira nos rivais da Volks e da GM para subir na vasta tabela dos SUVs. O Captur se equipara com as versões mais potentes de seus adversários, no caso o T-Cross 250 TSI com 150 cv e o Tracker Premier 1.2 com 133 cv.

Na frieza dos números o Captur vence fácil os seus rivais com os 170 cv e 27,5 kgfm de torque que o disposto motor 1.3 TCe entrega.

Já no calor da aceleração, o francês não se sobressai tanto assim. No sentimento ao volante, o T-Cross parece ser mais rápido. O casamento do 1.4 turbo com câmbio automático parece ter sido mais amoroso que o do 1.3 com câmbio CVT. Os números comprovam isso: enquanto o Volks precisa de 8,4 segundos para chegar aos 100 km/h, o Renault gasta 9,0 segundos. É mais rápido que o 1.2 sem injeção direta da Chevrolet, que pede 9,4 segundos para alcançar a marca.

Mas a Renault não apostou todas as fichas na mecânica do Captur para ganhar novos clientes. Os franceses conseguiram deixar o Captur ainda mais bonito por fora e melhoraram um de seus pontos fracos, o acabamento interno.

A versão que testamos foi a topo de linha Iconic, que custa salgados R$ 138.490. Mas, em compensação, a qualidade dos materiais usados na cabine impressiona e deixa seus rivais um patamar abaixo.

Em relação à tecnologia e conectividade, o Captur ainda precisa evoluir. T-Cross com a VW Play e o Tracker com internet wi-fi a bordo estão mais conectados com um futuro que já está presente.

Portanto, o Captur dependerá de uma boa estratégia de divulgação e venda da Renault. O rostinho lindo e a nova mecânica podem não ser suficientes para encarar esses best-seller do mercado. E vale lembrar que Jeep Renegade e Hyundai Creta estão preparando suas versões turbinadas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL