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Jorge Moraes

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

VW Taos: a partir de R$ 155 mil, veja o que novo SUV entrega ante rivais

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Imagem: Divulgação
Jorge Moraes

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.

Colunista do UOL*

28/05/2021 13h20

Lançado ontem, em pré-venda a partir de R$ 154.990, o Volkswagen Taos chega dentro da faixa de dinheiro praticado pelos principais concorrentes. Claro que, por oferecer menos versões (apenas duas), os rivais acabam tendo opções tanto mais baratas quanto mais caras.

Opção de entrada na respectiva gama, o Taos Comfortline empata com o Jeep Compass Longitude turbo e fica próximo do Toyota Corolla Cross na versão intermediária XRE (R$ 153.690). Também vale mencionar o Ford Territory SEL, que está carregado de bônus e segue em campo a partir de R$ 157.900.

Em sua versão de entrada, o SUV da Volks é bem equipado. Vem de série, por exemplo, com ar-condicionado digital dual zone, direção elétrica, carregador de celular por indução, sensor de chuva e crepuscular, painel 100% digital com tela de oito polegadas, central multimídia VW Play com tela de dez polegadas, rodas de aro 18, seis airbags, assistente de partida em rampa, câmera de ré, controles de estabilidade e tração e detector de fadiga.

Taos: qual versão vale mais a pena

Cobra, porém, R$ 5.420 pelo pacote Conforto, que inclui os bancos em couro com regulagem elétrica e aquecimento para o motorista e mais R$ 4.790 pelo kit de segurança, que acrescenta o Controle Adaptativo de Cruzeiro (ACC) e frenagem automática de emergência com detecção de pedestre. Com isso, o Taos de entrada passa para R$ 165.200 e se distancia das versões mais em conta dos concorrentes. Essa é a conta que você deve fazer.

Já o Highline, por R$ 181.790, ficou em uma faixa bem competitiva de preço quando comparado com as versões mais caras dos rivais. Para esse comparativo de valores ficar mais justo, precisamos incluir o único opcional do Taos Highline, que é o teto solar (nos concorrentes é de série na configuração topo de linha).

Sendo assim, o Highline fica por R$ 187.310, praticamente o mesmo valor que a Jeep cobra pelo Compass S turbo flex (R$ 187.990). Fica mais caro, porém, que o Corolla Cross XRX Hybrid (R$ 184.490) e que o bonificado Ford Territory Titanium (R$ 180.900).

Vale como substituto do Tiguan 1.4?

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Nesse andar de cima, com preços bem próximos e níveis de equipamentos semelhantes entre os rivais, outros números podem ser decisivos na escolha do consumidor: o desempenho.

Analisando friamente os dados de potência e torque dos quatro concorrentes, ninguém supera o líder Compass com o novo motor T270, que entrega até 185 cv e 27 kgfm. O Corolla Cross, nas versões mais caras, é puxado pelo eficiente sistema híbrido flex regenerativo da Toyota, que lhe garante a maior autonomia do segmento, mas pode frustrar quem gosta de acelerar com seus 122 cv de potência combinada e 22 kgfm de torque.

O Territory também não esbanja esportividade com o motor 1.5 turbo de 150 cv e 22,9 kgfm.

O Taos chega, por enquanto, apenas com a mecânica 250 TSI, mesma de tantos outros modelos da marca. Isso é bom? Talvez. A receita não falha. Mas lembro que trata-se de um bom conjunto 1.4 turbo de 150 cv e 25,5 kgfm de torque com câmbio automático de seis velocidades. Nos próximos dias, vamos dirigir o Taos para poder analisar se o mesmo trem de força que bem no T-Cross, Jetta e família GTS consegue levar o SUV médio com agilidade e eficiência.

Recordo aqui o "atendimento" que essa propulsão fazia ao Tiguan de entrada (já fora de catálogo) e que servia como referência de satisfação por parte do comprador.
O Corolla Cross já dirigi e tive uma boa impressão do motor 2.0 flex do XRE. O híbrido é para quem só pensa em economia e um pouco mais de status.

Quanto ao Compass, o que sei é que o SUV da Jeep precisa se defender do ponto de consumo do 1.3, que deveria se distanciar mais em termos de km/l do anterior TigerShark, revelam os colegas que já provaram o comportamento mecânico do carro.

*Colaborou Bruno Vasconcelos

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL