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Nova Fiat Strada: testamos 3 versões e mostramos o melhor custo-benefício

Jorge Moraes

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.

Colunista do UOL

10/09/2020 11h05

A nova geração da Strada consolidou o sucesso de vendas da picape compacta da Fiat no mercado nacional. Desde o seu lançamento, há cerca de três meses, o modelo vem disparando nas vendas e se distanciando cada vez mais de seu principal concorrente, a Volkswagen Saveiro.

Tivemos a oportunidade de avaliar as três versões da carroceria cabine dupla e pudemos chegar a algumas conclusões. Mas a principal é: a picape evoluiu em todos os sentidos e não deve ser ameaçada tão cedo pelas (poucas) rivais.

A primeira que testamos foi a Volcano, topo de linha, com o motor 1.3 de até 109 cv e câmbio manual de cinco marchas. Por R$ 79.990, ela se destaca pela oferta de itens de série. Tem faróis em LED, central multimídia de 7 polegadas que conecta o seu celular sem cabo via Android Auto e Apple Carplay, além de itens exclusivos no visual que deixam a picape mais sofisticada.

Podemos dizer que se trata de uma "Strada Gourmet", que chama a atenção por onde passa. É tanta gente olhando, apontando e perguntando sobre o carro, que a sensação é que estávamos pilotando um esportivo exótico.

Na sequência, a Fiat nos mandou a versão de entrada das cabines duplas, a Endurance. O choque foi inevitável. "Apenas" R$ 5 mil separam ela da Volcano. Claro que não é pouco dinheiro, mas diante do abismo que existe entre elas, esse valor parece irrisório.

Além de perder aqueles mimos, a Endurance vem com o velho conhecido motor 1.4 EVO de até 85 cv e o mesmo câmbio MT5. Esse conjunto não deixa a Strada manca, mas não tem aquela sobra de disposição que o motor Firefly entrega. A direção elétrica também sai de cena na Endurance e dá lugar à pesada hidráulica que maltrata o condutor nas manobras lentas.

O visual da picape também ficou muito diferenciado entre a versão de entrada e a topo de linha, com a Endurance cheia de plástico na cor preta, parecendo mais um Mobi do que a Toro. Como se já não bastasse, as rodas de liga leve deram lugar as de aço com calotas. Ou seja, por essa diferença de preço, o modelo de entrada não é uma compra, digamos, inteligente.

Eis que a Fiat nos manda a intermediária Freedom (R$ 77.990), que custa R$ 3 mil a mais que a Endurance e R$ 2 mil a menos que a Volcano. Podemos dizer que a versão é o equilíbrio entre as opções de cabine dupla. Tem menos plástico aparente na carroceria, rodas de liga leve de 15 polegadas, volta a direção elétrica e o eficiente motor Firefly. Não tem faróis em LED e a central multimídia é opcional.

Foi com essa versão que mais rodamos. Cerca de 1.200 km em alguns dias. Na rodovia, o motor entregou um consumo de 11.9 km/l e na cidade a média caiu para 10,2 km/l, sempre com gasolina, ar-condicionado ligado e caçamba vazia.

Resumindo, a Freedom cabine dupla é a compra mais inteligente dentro da gama da Strada para quem não faz a mínima questão dos mimos da Volcano, mas que também se assustará com a falta de quase tudo na Endurance. É o ponto de equilíbrio da picape mais vendida no Brasil.

* Colaborou Bruno Vasconcelos

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.