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Retrospectiva 2021: relembre 7 lançamentos que marcaram o ano das motos

Royal Enfield Meteor 350, lançada em julho deste ano, impulsionou vendas da marca indiana e tem espera de até 120 dias  - Divulgação
Royal Enfield Meteor 350, lançada em julho deste ano, impulsionou vendas da marca indiana e tem espera de até 120 dias Imagem: Divulgação
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Arthur Caldeira

Arthur Caldeira, jornalista e motociclista (necessariamente nessa ordem) fundador da Agência INFOMOTO. Mesmo cansado de ouvir que é "louco", anda de moto todos os dias no caótico trânsito de São Paulo.

Colunista do UOL

31/12/2021 04h00

O ano de 2021 foi bom para as motos, mas poderia ter sido ainda melhor. Embora a produção já tenha superado 1,1 milhão de unidades até novembro, o que não acontecia desde 2015, as fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus sofreram com a pandemia, tanto em função das restrições de funcionamento, como pela falta de peças e componentes para produzir alguns modelos.

O que obrigou as duas maiores marcas do setor de duas rodas no País, Honda e Yamaha, a paralisarem a produção durante longos períodos. Com as vendas indo bem, acabou faltando moto nas lojas e houve longas filas de espera por motocicletas e scooters zero km.

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De qualquer maneira, as motos assumiram um papel importante na mobilidade urbana no Brasil. Não apenas como ferramenta de trabalho, na mão de entregadores, mas também como alternativa ao combustível caro. Além de evitar que milhares de pessoas se aglomerassem no transporte público, pois, afinal, ainda estamos em uma pandemia.

Para esta retrospectiva de 2021, escolhi 7 lançamentos que resumem bem o mercado de duas rodas no Brasil neste ano de 2021; confira.

Honda ADV 150

Apresentada no final de 2020, a scooter aventureira de 150 cc da Honda, que usa o mesmo motor da PCX, chegou às lojas em janeiro. Com ciclística mais robusta, para enfrentar estradas de terra, e um design inovador, a ADV 150 termina o ano com mais de 10 mil unidades vendidas e na 5ª colocação entre as scooters.

Honda ADV 150 - Divulgação - Divulgação
Honda ADV 150
Imagem: Divulgação

Seu sucesso prova que o segmento de scooters vai de vento em popa. Pequenas, fáceis de pilotar e, acima de tudo, econômicas, as scooters nunca venderam tanto no Brasil. Com opções que vão das simples Yamaha Neo 125 e Honda Elite 125, passando pelas campeãs de venda PCX e NMax 160, até chegar a modelos mais sofisticados como a Yamaha XMax 250 e a Honda X-ADV, as scooters caíram de vez no gosto do brasileiro, como uma opção de mobilidade urbana inteligente.

Royal Enfield Meteor

A custom de média cilindrada da marca anglo-indiana se encaixou em um segmento onde existem poucas opções no mercado brasileiro. Com bom acabamento, estilo clássico e conforto para viajar, a Meteor 350 praticamente não encontra rivais e vendeu mais do que a Royal Enfield foi capaz de importar da Índia - tanto que o prazo de espera chega a 120 dias em algumas concessionárias.

Royal Enfield Meteor 350 - Divulgação - Divulgação
Royal Enfield Meteor 350
Imagem: Divulgação

O modelo fez com que a marca chegasse a sétima colocação no ranking de vendas, com cerca de 6 mil motos comercializadas no ano. Seu sucesso confirma a aposta acertada da Royal em atuar nesse nicho de média cilindrada (entre 350 e 700 cc) e comprova que existe espaço no mercado brasileiro para mais modelos nessa faixa de cilindrada. Tanto que a fabricante indiana já confirmou a vinda da nova Classic 350, que usa o mesmo motor da Meteor para o Brasil no ano que vem.

Quem sabe o bom número de vendas da Meteor não anime outras marcas a apostarem no segmento médio? A Honda, por exemplo, tem modelos como a CB 350, vendida no mercado indiano, que tem a mesma proposta da Royal e poderia ser mais uma opção nessa faixa de cilindrada.

Honda CG 160 de cara nova

No meio do ano, a Honda apresentou o modelo 2022 da CG 160. Sem mudanças mecânicas significativas, a moto mais vendida do Brasil ganhou somente um design mais sofisticado, para celebrar os seus 45 anos de produção.

Honda CG 160 2022 - Divulgação - Divulgação
Linha Honda CG 160 2022
Imagem: Divulgação

Primeira moto fabricada pela Honda em Manaus, em 1976, a CG ajudou a popularizar as motos no Brasil. Com mais de 15 milhões de unidades produzidas nessas mais de quatro décadas de história, a CG é o veículo mais vendido do País e um dos mais vendidos do mundo.

Triumph Trident 660

Com a proposta de ser a moto de entrada da Triumph, a Trident 660 chegou ao Brasil no final do ano com um inédito motor de três cilindros, a boa ciclística inglesa e um visual minimalista. Vendida a R$ 47.790, trata-se do modelo mais em conta da marca inglesa à venda no País.

Triumph Trident 660  - Mario Villaescusa/ Duas Rodas - Mario Villaescusa/ Duas Rodas
Triumph Trident 660
Imagem: Mario Villaescusa/ Duas Rodas

Embora não seja uma moto barata, a Trident chega com a grife "Triumph" para disputar um segmento, o de nakeds média de entrada, que faz sucesso no Brasil. E onde, até hoje, só existiam motos japonesas, de dois (MT-07 e Z650) ou quatro cilindros (CB 650R).

Honda Africa Twin 1100

Além de trazer um motor maior, de 1.100 cc, a chegada da nova geração da Africa Twin trouxe mais uma opção de modelos com câmbio DCT para o line-up da Honda no Brasil. A fábrica japonesa aposta na tecnologia, que tem trocas automatizadas, para facilitar o acesso de mais pessoas ao prazer de andar de moto.

Africa Twin 1100 - Divulgação - Divulgação
Honda Africa Twin Adventure Sports ES DCT
Imagem: Divulgação

O lançamento da Africa Twin 1100 também mostra como o segmento de motos aventureiras está em alta no País, assim como no resto do mundo. A chegada da nova V-Strom 1050 XT, com motor maior e mais tecnologia, ampliou as opções de bigtrails e mostrou que a J.Toledo/Suzuki não está "morta" e também está de olho no segmento.

Ducati Streetfighter V4S

Resumida pela Ducati como a Panigale V4 sem carenagem, a Streetfighter V4S já chegou ao país com todas as suas unidades vendidas. O preço de R$ 146.990 não foi um impeditivo para quem queria ter a super naked de quatro cilindros em "V" e 208 cv de potência na garagem.

Streetfighter V4S  - Divulgação - Divulgação
Ducati Streetfighter V4S
Imagem: Divulgação

Mostra que, além das motos menores, os modelos premium estão vendendo bem. O consumidor desse tipo de moto não "sofre" com a inflação alta e nem se preocupa com o consumo, mas procura as mais recentes novidades, acessórios exclusivos e bom atendimento.

Honda CBR 1000RR-R

Com um "R" a mais no nome, que até parece exagerado, a nova geração da Fireblade desembarcou no Brasil com preço de R$ 159 mil e também teve o primeiro lote completamente vendido. Não por acaso. Completamente renovada, a CBR 1000 RR-R ganhou visual novo, asas da MotoGP, além de muita tecnologia embarcada e um motor de 216 cv de potência máxima.

Honda CBR 1000 RR-R - Divulgação - Divulgação
Honda CBR 1000RR-R SP
Imagem: Divulgação

Uma grande evolução da esportiva de 1.000 cc, que completa 30 anos em 2022, a nova geração é, sem dúvida, a Fireblade mais "racing" de todas. Além dela, desembarcaram aqui a BMW S 1000 RR versão M e a Kawasaki Ninja ZX-10R, provando que o segmento de esportivas, embora esteja diminuindo, ainda continua firme e forte. A multiplicação das escolas de pilotagem e dos track-days também corroboram o bom momento do segmento para quem gosta de acelerar forte - na pista, de preferência.

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