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Hatches médios 0 km respiram por aparelhos, mas estes 6 usados valem a pena

Os hatches médios respiram por aparelhos. Para se ter uma ideia, nos cinco primeiros meses deste ano, menos de 500 exemplares foram emplacados, algo impensável para essa categoria que teve muita relevância no passado.

Responsáveis por isso, os SUVs fizeram o mesmo com as peruas e estão se esforçando para liquidar com os sedãs médios também.

É uma pena, pelo menos para mim, ver que o mercado só tem olhos para os utilitários esportivos.

Os carros médios, geralmente, são mais refinados, com melhores isolamentos acústicos, melhores acabamentos, motores mais potentes e suspensões mais confortáveis.

Ao que parece, o mercado prefere abrir mão disso em troca de SUVs baseados em modelos mais simples, sem esses refinamentos, mas com a carroceria mais altinha que se tornou preferência mundial.

Ainda bem que o mercado de usados está aí para poder atender as necessidades de quem ainda pensa diferente.

E se você, assim como eu, também gosta de hatches médios e ainda considera colocar um na garagem, veja quais foram os últimos presentes no nosso mercado.

1 - Ford Focus

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Imagem: Divulgação
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Há cinco anos, o Focus nos deixava de maneira melancólica. Sempre foi referência no segmento, mas se queimou na última geração com os problemas do câmbio Powershift.

A boa notícia é que isso fez com que os preços caíssem bastante, e o Focus é barato por tudo o que entrega.

Quem não se importa em correr risco com esse câmbio, pode considerar entre R$ 60 mil e R$ 70 mil pelos últimos modelos, dos anos 2018 e 2019.

Também nessa mesma faixa de preço estão as versões com câmbio manual, que tentem a desvalorizar menos, mesmo sendo mais simples e com motor 1.6, ao invés do 2.0 presente no Powershift.

Eu, se tivesse que escolher um Focus, iria de manual mesmo, na versão SE, um baita hatch médio delicioso de se guiar e com tudo que podemos esperar de conforto, segurança e comodidade.

2 - Hyundai i30 (usado)

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Imagem: Divulgação
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Fora do nosso mercado desde 2016, o Hyundai i30 teve bons momentos na primeira geração, graças a ótima relação custo-benefício quando comparado com os rivais da época.

Na segunda geração, ficou muito parecido com o irmão menor, o HB20, mas obviamente era superior em tudo.

Mas tem um probleminha, o i30 é muito caro. A tabela Fipe do 2016 passa dos R$ 78 mil, algo injustificável.

Mas nem tudo está perdido: se você é fã do modelo, basta focar a procura entre os anos 2013 e 2015 que os valores são mais amigáveis, entre R$ 50 mil e R$ 65 mil.

É o mesmo carro em todos esses anos, com motor 1.8 e câmbio automático de seis marchas.

3 - VW Golf (usado)

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Imagem: Divulgação
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Aqui é um ótimo exemplo de um baita hatch médio que parou de ser fabricado para dar lugar para o VW T-Cross, um SUV.

Não dá para dizer que a Volkswagen errou na escolha, já que o Golf vendia pouco nos últimos anos, enquanto o T-Cross hoje é o campeão dos utilitários esportivos.

Porém, basta colocar um ao lado do outro para comprovar que o Golf é um produto muito superior.

O último ano do Golf foi 2020, mas somente na rara versão híbrida GTE. Um ano antes, aconteceu a despedida do esportivo GTI, que hoje vale uma fortuna no mercado de usados, tendo anúncios que passam dos R$ 250 mil, muito acima do que valia quando zero-quilômetro.

Pensando nas versões mais civilizadas, o último ano foi 2018, com preços que variam entre R$ 96 mil para a versão com motor 1.0 turbo e câmbio automático e R$ 119 mil para a versão com motor 1.4 turbo também com câmbio automático.

Uma versão que eu considero bem interessante é a equipada com motor 1.6 aspirado e transmissão automática de seis marchas, que só tivemos no ano de 2016 e tem tabela Fipe de R$ 75 mil.

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Carrega tudo de bom que um Golf tem nos quesitos acabamento, equipamentos de conforto e segurança, com a simplicidade do motor aspirado.

É como ter um Golf com custo de manutenção de Gol.

4 - Fiat Bravo (usado)

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Imagem: Divulgação

Um dos hatches médios mais bonitos, pelo menos na minha opinião, o Bravo foi o último Fiat dessa categoria no mercado brasileiro.

Saiu de linha em 2016, com pelo menos duas configurações interessantes.

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Primeiro, a versão T-Jet, com o ótimo motor 1.4 turbo e câmbio manual, algo impensável hoje em dia. A tabela Fipe do último ano passa dos R$ 63 mil, mas não é difícil conseguir opções mais em conta.

A segunda configuração interessante é a com o motor 1.8 aspirado e câmbio manual, presente nas versões Essence, Sport e Blackmotion, entre R$ 44 mil e R$ 55 mil.

Só não recomendo os equipados com câmbio Dualogic, para mim uma cilada sem tamanho.

5 - Peugeot 308 (usado)

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Imagem: Divulgação

Um dos melhores da lista, pelo menos na relação custo-benefício.

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O Peugeot 308 sofreu tanto com desvalorização que hoje é super barato por tudo que entrega.

Saiu de linha em 2019, vendendo praticamente para frotistas, o que dificulta conseguir algum que sempre tenha sido de particulares.

Nesse último ano, a mecânica era exclusivamente com motor 1.6 turbo e câmbio automático e hoje custa cerca de R$ 60 mil.

Não tem concorrente no mercado de usados, que entrega tanto por tão pouco.

6 - Chevrolet Cruze Sport6

Chevrolet Cruze RS
Chevrolet Cruze RS Imagem: Divulgação
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Por fim, esse é um dos poucos hatches médios que ainda pode ser encontrado zero-quilômetro, na versão esportivada RS, por cerca de R$ 170 mil.

Na realidade, nem é mais fabricado - portanto, os poucos disponíveis fazem parte do último lote. Assim que for vendido, o modelo sairá do site da Chevrolet.

É difícil convencer alguém a pagar tanto por um carro que certamente sofrerá forte desvalorização nos primeiros anos, então é melhor dar uma olhada nos usados mesmo, que já sofreram com isso.

Por exemplo, se considerarmos o modelo 2020, já com o facelift presente no carro zero-quilômetro, a versão Premier, a mais completa, tem Tabela Fipe de "apenas" R$ 114 mil, quase o mesmo valor que a Chevrolet pede pela versão mais simples do Tracker. E basta comparar um com o outro para comprovar que o Cruze é muito superior.

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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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