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7 maiores medos e preocupações que todos têm na hora de comprar carro usado

Juca Varella/Folha Imagem
Imagem: Juca Varella/Folha Imagem
Felipe Carvalho

Felipe Carvalho é administrador de empresas, consultor e primeiro "caçador de carros" profissional do país. Seu canal no YouTube dedicado a avaliações de achados automotivos tem mais de 100 mil inscritos. www.youtube.com/CarrosdoPortuga

Colaboração para o UOL

06/02/2020 04h00

Eu já citei várias vezes, em colunas e vídeos, as vantagens de comprar um carro usado. Mas muitos preferem comprar um zero-quilômetro mesmo. Não que isso seja errado, pois o carro usado só existe porque em algum momento ele foi comprado novo.

Para entender melhor o motivo que pessoas optam por comprar ou não um usado, resolvi perguntar aos meus seguidores quais são os maiores medos e preocupações que eles têm na hora de comprar um carro usado.

Adulteração de quilometragem

Reprodução
Imagem: Reprodução

Ninguém gosta de ser enganado, mas infelizmente é algo muito comum. Perdi as contas de quantos carros encontrei com odômetro adulterado. A prática é lamentável, mas só existe por conta do desprezo que o mercado tem com carros mais rodados.

Identificar se a quilometragem é verdadeira pode não ser tão simples para quem não convive com carros todos os dias e fica sem parâmetros para comparações. O melhor dos mundos é quando o carro tem comprovantes de todas as manutenções que foram feitas, com registro de data e quilometragem.

Mas, infelizmente, no mundo real dos carros usados são poucos que fazem isso. É nessa hora que entra o lado subjetivo da coisa, em que é preciso analisar com atenção o desgaste do veículo para sabe ser é condizente com o que está informado no painel.

Vale dizer que não confio em scanners para isso. Eles checam a quilometragem que está na central eletrônica do carro, mas nada impede que ela também tenha sido adulterada. Também não confio em vistorias cautelares para isso, pois apenas comparam com os possíveis registros feitos em vistorias passadas - e isso é pouco.

Se não é tão fácil descobrir a verdade, é mais simples decidir sobre a compra. Só siga se tiver total certeza da veracidade da quilometragem. Ficou com uma pulguinha atrás da orelha? Decline do negócio e vá atrás de outra oportunidade.

Batidas fortes

Divulgação/PRF
Imagem: Divulgação/PRF

São poucas as pessoas que conseguem identificar um carro batido. Os sinais nem sempre estão bem visíveis e é preciso um olhar clínico para identificar.

Porém, com um pouco de treinamento, é possível entender como é a estrutura de um carro para avaliar os pontos principais, como longarinas e colunas, por exemplo.

Aqui, as vistorias cautelares podem ajudar os menos experientes, mas recomendo que você pague por uma, e não apenas confie naquela que é apresentada pelo vendedor. Uma empresa séria, sem vínculo comercial com o vendedor, vai apresentar a real sobre a estrutura de um veículo.

Procedência

Mateus Bruxel/Folhapress
Imagem: Mateus Bruxel/Folhapress

O carro pode estar bonito, bem cuidado e com as revisões em dia. Mas tudo vai por água abaixo se a procedência não for das melhores. É importante saber o histórico do veículo, de onde veio, quantos foram os donos anteriores, se teve passagem por leilão e se tem alguma pendência financeira ou administrativa.

Essas informações são fáceis e baratas de conseguir. Somente a quantidade de donos anteriores que nem sempre é possível de saber. Para as outras, basta fazer consultas em sites especializados, que entregam em poucos segundos a procedência do carro.

Aqui em São Paulo, o Detran disponibiliza fotos de possíveis vistorias que foram feitas, e isso ajuda muito. Já deixei de avaliar carros aparentemente bons nas fotos do anúncio, mas completamente detonados em fotos do passado.

Problemas mecânicos ou elétricos

iStock/Getty Images
Imagem: iStock/Getty Images

É possível abrir mão de vários detalhes estéticos, que podem ser resolvidos aos poucos. Mas quando o assunto é mecânico ou elétrico, o problema precisa ser resolvido de imediato ou negociado no preço da venda.

Para quem for experiente, negociar o preço pode ser uma boa alternativa. Para os outros, é melhor descartar caso o vendedor não queira resolver antes da entrega.

Vistoria cautelar não vai ajudar nisso. O ideal é pedir a avaliação de alguém que entenda.

Falta de clareza na negociação

iStockphoto
Imagem: iStockphoto

É impressionante como tem pessoas querendo ludibriar as outras. E no mercado de usados, faz todo o sentido meus seguidores terem esse medo. Quando as informações não batem ou são contraditórias, melhor pular fora. Mas nem todos têm habilidade de fazer as perguntas certas na negociação.

Um bom filtro é o preço. Se não quiser cair em um golpe ou fazer mau negócio, deixe a tentação do carro barato para lá e foque naqueles com preços dentro da realidade do mercado.

Garantia

Quem valoriza garantia do fabricante nem sempre consegue isso no mercado de usados. Mas se a procura é por um usado com pouco tempo de uso, basta checar se as revisões foram feitas em concessionária dentro dos prazos corretos. Claro que também é preciso saber a data da venda, pois é a partir dela que será calculado o tempo que o fabricante concede de garantia.

Se a procura for por carros com mais tempo de uso, já fora da garantia do fabricante, basta comprar de uma loja ou concessionária, caso esse seja um ponto importante para você. Segundo o código de defesa do consumidor, a garantia de carros usados é de 90 dias.

Falta de conhecimento de carros

Luiz Carlos Murauskas
Imagem: Luiz Carlos Murauskas

Não conhecer de carros e não ter alguém de confiança que conheça e possa ajudar pode inibir o comprador de partir para o usado. Esse acaba optando pelo novo para não correr o risco de passar por qualquer um dos problemas acima.

Não foi surpresa ouvir isso dos meus seguidores, pois enfrento esses problemas no dia a dia. Entretanto, posso dizer com toda segurança que, para cada um deles, existe maneiras de se precaver e poder fazer um ótimo negócio.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL