PUBLICIDADE
Topo

13 carros que tiveram "gambiarras oficiais" como soluções de design

Felipe Carvalho

Felipe Carvalho é administrador de empresas, consultor e primeiro "caçador de carros" profissional do país. Seu canal no YouTube dedicado a avaliações de achados automotivos tem mais de 100 mil inscritos. www.youtube.com/CarrosdoPortuga

Colaboração para o UOL

05/12/2019 04h00

É comum ouvir que os carros estão cada vez mais parecidos uns com os outros. Não que falte criatividade por parte dos designers, basta ver o quão futurista são os carros conceitos. Mas nem tudo que é projetado numa prancheta tem condições de ganhar vida.

Além disso, o consumidor é, em sua maioria, conservador. Sempre que aparece um carro com desenho diferente dos outros, é tido como algo ridículo.

Um bom exemplo é a recém-lançada segunda geração do Hyundai HB20. Logo que saíram as primeiras fotos, foram muitas as críticas negativas. Eu lia os comentários sobre o assunto, em postagens nas redes sociais, e demorava para aparecer alguém defendendo o modelo.

De fato, o visual do novo HB20 é bem diferente. Mas, se não fosse, as reclamações seriam justamente por ser igual aos outros.

De qualquer forma, quero dizer que gosto de me atentar aos pequenos detalhes de um carro. Aliás, esse era um dos meus passatempos quando criança: analisar o carro ponto a ponto e descobrir soluções e curiosidades que nem sempre aparecem à primeira vista.

Para essa coluna, resolvi exercitar a memória para lembrar de exemplos curiosos de coisas que parecem, mas não são. Algumas delas são soluções que poderiam ser chamadas de gambiarras, mesmo tendo sido feito pelo próprio fabricante.

Lanterna do Ford EcoSport pós-2013

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL

O belo desenho do atual EcoSport, lançado em 2013, esconde um detalhe que só quem tem ou já teve sabe. A larga lanterna traseira só acende nas laterais, em sua menor porção.

Já suas extensões, que ficam na tampa do porta-malas, são estéticas, ou quase isso. A do lado direito, esconde a maçaneta para abrir essa tampa.

Caçamba do Ford Ranger cabine simples 2010

Divulgação
Imagem: Divulgação

Para o modelo 2010, a veterana Ranger recebeu sua última reestilização. O desenho da caçamba era todo novo, desde as laterais até o formato das lanternas. Mas isso nas versões com cabine dupla, pois as com cabine simples, a caçamba se manteve a mesma.

O maior problema disso é que o desenho da cabine ficou diferente da caçamba. Basta ver essas Rangers mais simples rodando pelas ruas para reparar que os vincos são diferentes.

Na versão Sport, também com cabine simples, colocaram apliques plásticos para tampar esses vincos, mas também ficaram estranhos, pois enquanto o arco do paralamas traseiro ganhou essa moldura, o dianteiro continuou sem.

Lanterna do Toyota Corolla entre 2011 e 2014

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL

A 10ª geração do Corolla nasceu com um visual conservador, porém muito bonito. Na sua primeira e única reestilização, recebeu novos faróis e lanternas. No modelo norte-americano, as lanternas ficaram menores em altura, tendo que adotar tampa do porta-malas e para-choque novos.

Aqui no Brasil essa mudança ficou pela metade, pois somente o para-choque era novo. Para resolver o problema, a Toyota resolveu colocar um desastroso aplique, que mais parece uma gambiarra.

Vidro traseiro do Citroën DS4

Divulgação
Imagem: Divulgação

A linha DS da Citroën, é um espetáculo à parte em termos estéticos. Os carros mais parecem vindos do futuro. Em casos assim, as formas são mais importantes que suas funções. O hatch médio DS4, apesar de ter 4 portas, não possibilita que os passageiros do banco traseiro possam abrir os vidros. Por algum motivo, a marca francesa achou que seria melhor deixá-los fixos nas portas.

Encostos de cabeça fixos do Chevrolet Celta

Reprodução
Imagem: Reprodução

O finado Celta vendeu aos montes por aqui, tanto hatch como sedã. O acabamento espartano melhorou um pouco ao longo dos anos, mas regular a altura dos encostos de cabeça dos bancos dianteiros nunca foi possível, mesmo que o visual sugira que isso possa ser feito. Curiosamente, para poder rebater o banco traseiro, os encostos de trás podem ser ajustados.

Grade do Fiat Uno de 2011 a 2016

Divulgação
Imagem: Divulgação

A 2ª geração do Uno chegou com um visual bem simpático, abusando das formas quadradas com cantos arredondados. Na parte frontal, a Fiat adotou uma grade lisa, com apenas 3 aberturas do lado esquerdo. Pelo menos era essa imagem que ela queria passar. Os mais atentos perceberam que eram "aberturas" falsas.

Tampa do porta-malas do VW up! TSI

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL

O endiabrado up! TSI, conquistou vários fãs brasileiros por conta do vigor que o pequeno motor 1.0 turbo deu ao pequeno carro. Para diferenciá-lo das versões mais simples, com motor aspirado, a VW deixou a tampa do porta malas toda preta, independentemente da cor da carroceria. No up! europeu, sempre foi assim desde o começo, mas com uma diferença. Enquanto lá a tampa é toda de vidro, aqui a parte inferior é apenas pintada.

Ar-condicionado digital do novo Hyundai HB20

Murilo Góes/UOL
Imagem: Murilo Góes/UOL

Quem bate o olho no comando do ar condicionado do novo HB20, imagina que é do tipo automático, já que tem um display digital. Mas não passa disso. Assim como no antigo Chevrolet Agile, as regulagens são manuais, sem a opção de escolher a temperatura grau a grau. No caso do HB20, temos um retrocesso, já que a antiga geração tinha ar condicionado digital e automático nas versões mais caras.

Ar-condicionado Chevrolet Omega entre 1999 e 2006

Reprodução
Imagem: Reprodução

O luxuoso Omega, passou a vir importado da Austrália à partir de 1999. O modelo ficou ainda mais refinado, mas não foi dessa vez que ele passou a oferecer ar condicionado com zonas independentes para motorista e passageiro. Os comandos sugerem isso, já que há dois botões de temperatura, um de cada lado. Porém, o do lado direito é apenas um atalho para ir da temperatura mínima para a máxima.

Leds nas lanternas do Mitsubishi ASX

Divulgação
Imagem: Divulgação

Entre os atuais SUVs do mercado, o ASX é dos mais antigos, disponível desde o início da década. Naquela época, poucos eram os carros com faróis ou lanternas com leds. O ASX chegou com esse refinamento nas lanternas, mas só para quem vê de fora. A verdade é que o carro usa lâmpadas normais, com materiais que simulam leds.

Capa do motor Hyundai Azera 2011

Divulgação
Imagem: Divulgação

Manda a tradição que os carros mais refinados adotam tração nas rodas traseiras. Ainda é assim com muitos Mercedes-Benz e BMW. Carros com essa configuração, geralmente usam motores em posição longitudinal, e foi essa imagem que a Hyundai tentou passar com o Azera de 2011.

Basta reparar na capa plástica que fica acima do motor, onde as ranhuras simulam 3 cilindros do lado direito e outros 3 do lado esquerdo. Sem a capa, o visual é outro, já que o motor é montado na transversal, tal como a grande maioria dos carros modernos.

Cabine estendida do VW Saveiro entre 1997 e 2009

Reprodução
Imagem: Reprodução

Uma das picapes pequenas mais queridas do Brasil, é a Saveiro. Sucesso desde o início dos anos 80, foi só em 1997 que passou para a 2ª geração, que durou até 2009 com pequenas mudanças no período. Mas uma coisa nunca mudou, o fato de nunca ter tido opção de cabine estendida nessa geração. Porém, o pequeno vidro atrás da porta estava lá, sugerindo que a cabine fosse maior do que de fato era.

Símbolo do Chevrolet Trafic

Reprodução
Imagem: Reprodução

Para fechar a lista, aquilo que podemos chamar de gambiarra sem nenhum capricho. Nos anos 90, o Trafic foi um utilitário fabricado pela Renault, mas vendido pela Chevrolet. Até aí, nenhuma grande novidade, temos outros exemplos iguais.

Porém, não tiveram o cuidado nem de fazer uma grade própria para o carro, com o espaço projetado para receber a gravatinha da Chevrolet. Apenas colocavam o símbolo da Chevrolet por cima do espaço que seria para o símbolo da Renault, e com isso é possível ver esse espaço que sobra por trás da gravatinha.

Tabela Fipe

Você sabe quanto variou o preço do seu carro nos últimos meses?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL