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Benê Gomes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Ágil e bonito, Renegade Série S T270 é amigo do posto de combustível

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Benê Gomes

Jornalista e produtor de TV, desde 2001 atua como profissional especializado no segmento automotivo. Assina o boletim diário Sexta Marcha, da Rádio Transcontinental FM de SP, dirige e apresenta o_ _Programa Momento Vox – BAND SP. É diretor da Onze Produções, produtora de vídeo e conteúdo digital, e é o idealizador do Programa Auto+, onde atuou por 15 anos

Colunista do UOL

05/06/2022 04h00

Quem simpatizava com o Jeep Renegade flex, mas temia ficar frustrado com a falta de força do motor e o famoso consumo alto, com a linha 2022, dá para afirmar, esse receio perdeu sentido. Graças ao novo motor 1.3 turbo flex de 185 cavalos, o SUV ganhou a força que merecia e quase, isso mesmo, quase resolveu a questão do consumo. Foi o que percebi andando com a versão S, uma das topo da linha agora é dividida em quatro versões: Sport, Longitude, Série e Trailhawk.

O visual também foi atualizado, mas não foi prioridade e nem precisava ser. Na frente, recebeu novas lentes para os faróis - agora sempre de LED e com DRL integrado - a grade de sete fendas ficou um pouquinho mais larga e o para-choque foi redesenhado.

No mais, tudo igual, a não ser pelas opções de rodas e a nova proposta para o desenho em forma de X das lanternas inspiradas nos tanques de combustíveis que equipavam os primeiros Jeeps. Mesma coisa para o interior, que tem como grande novidade o novo volante multifuncional, o mesmo encontrado no Compass e Commander.

Renegade S - Matheus Simanovicius - Matheus Simanovicius
Tradicional grade de sete fendas ficou mais larga
Imagem: Matheus Simanovicius

O Jeep Renegade S tem o bom padrão de acabamento e as novidades da linha 2022, como o painel de instrumentos 100% digital configurável de 7 polegadas, o sistema multimídia com tela de 8,4 polegadas que permite espelhamento de smartphones sem cabo, e ainda traz navegador nativo. No entanto, a partir daqui, interessantes mesmo são as evoluções tecnológicas e de segurança.

O Renegade agora oferece alerta de colisão frontal com frenagem automática, alerta de saída de faixa que atua corrigindo o volante, e o alerta de fadiga, esse último, item de série em todas as versões. Recursos que incrementaram o pacote que já reunia sete airbags e freios a disco nas quatro rodas, para dar dois exemplos.

Já o que não mudou é o espaço reduzido no banco traseiro e também do porta-malas. Mesmo a Jeep tendo alterado a forma de aferição do espaço, o que garantiu número maior, o porta-malas segue modesto para a categoria, com capacidade de 385 litros.

Renegade S traseira - Matheus Simanovicius - Matheus Simanovicius
Lanternas traseiras de led têm nova proposta visual
Imagem: Matheus Simanovicius

Mais forte sim, mas praticamente igual no consumo

Mas vamos então ao que certamente mais interessa aos fãs do Renegade, o motor 1.3 turbo flex de 185 cavalos e 27,5 Kgfm de torque, novidade que alterou a situação do SUV e nos faz esquecer rapidinho de como era andar com o Renegade 1.8 flex. Aliás, esse novo motor turbo aposentou também o 2.0 turbo diesel de 170 cavalos e 35,7 Kgfm de torque. No final, o desempenho ficou muito parecido, mas talvez possa incomodar quem prioriza levar o carro para trilhas de terra pesadas, o que pode ser melhor resolvido com a versão Trailhawk. Depois, é preciso considerar a maior versatilidade oferecida pelo motor flex, inclusive a garantia de emitir menos poluentes.

Assim como Trailhawk, a versão S é sempre equipada com a boa transmissão automática de 09 velocidades. Isso garante folga para o trabalho do motor, as trocas são rápidas e a transmissão explora bem as melhores rotações, tudo pra ajudar, principalmente, no baixo consumo de combustível.

Assim, agora o Renegade flex é bem ágil, arranca forte e passa bastante segurança, por exemplo, quando você precisa retomar velocidade para uma ultrapassagem na estrada.

Tudo muito bom certo? Nem tanto, porque o consumo de combustível continua muito parecido com o da versão 1.8 flex. Sim, como deve ter visto, pelos números oficiais - 6,3 km/l na cidade e 7,6 km/l na estrada - o Renegade flex ficou mais econômico. Só que, na vida real, você precisa tomar cuidado e dosar bem o pé no acelerador, ainda mais se rodar somente com etanol e na cidade.

Caso contrário, não vai alcançar nem as médias oficiais, mesmo com a ajuda do sistema start-stop, que liga e desliga o motor em paradas no trânsito.

Renegade S - Matheus Simanovicius - Matheus Simanovicius
Linha 2022 ganhou novas opções de rodas
Imagem: Matheus Simanovicius

No caso do Jeep Renegade Série S, ele ficou bem legal, ganhou uma nova cor cinza, tem tração 4x4 e ficou mais seguro, não há dúvida. Só fica devendo porque continua um amigão do posto de combustível.

E neste caso, como sempre considero, entramos em outra discussão e que envolve qual é a prioridade: comprar um modelo muito econômico ou levar para casa um carro bem servido de recursos tecnológicos e de segurança? Caso o mais importante seja o consumo, é melhor repensar e dar uma olhada na concorrência, inclusive nos modelos de outra categoria.

Preço Jeep Renegade Série S T270: R$ 174.716,00