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Benê Gomes

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Fiat Pulse Drive 1.3 CVT tem receita alinhada para ser a mais vendida

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Benê Gomes

Jornalista e produtor de TV, desde 2001 atua como profissional especializado no segmento automotivo. Assina o boletim diário Sexta Marcha, da Rádio Transcontinental FM de SP, dirige e apresenta o_ _Programa Momento Vox – BAND SP. É diretor da Onze Produções, produtora de vídeo e conteúdo digital, e é o idealizador do Programa Auto+, onde atuou por 15 anos

Colunista do UOL

10/12/2021 04h00

Com larga experiência no desenvolvimento de carros de passeio com visual aventureiro, a Fiat entrou forte no badalado segmento dos SUVS compactos ao lançar o Pulse. E já começou bem, faturando os troféus de Destaque do Ano e Melhor SUV Compacto 2022 do Prêmio UOL Carros, em evento realizado na última quarta-feira.

Junto com o carro, a Fiat estreou também sua primeira transmissão CVT para o mercado brasileiro e o motor 1.0 turboflex de três cilindros. Todo o marketing claro, foi direcionado para as versões equipadas com o novo motor turbinado, mas aqui vou falar da versão equipada com o já conhecido Firefly 1.3 flex aspirado. Ele equipa as duas versões de entrada: a Pulse 1.3 com câmbio manual, e a Drive 1.3 CVT.

É fato que a grande intimidade com carros aventureiros certamente facilitou a vida da Fiat no momento de fechar um bom desenho para o Pulse. Ele agrada fácil quem busca um modelo mais robusto, principalmente com o visual da dianteira. O capô é alto, tem vincos marcantes, a grade é vistosa e o para-choque é cheio de recortes e detalhes em plástico preto.

Tem uma moldura preta na base do para-choque que segue pela lateral, passa pelas caixas de rodas e bases das portas, praticamente formando um conjunto único até chegar na traseira, onde o clima é mais discreto. Os contornos são arredondados e mais harmônicos, sem a mesma agressividade da dianteira, com direito a um aerofólio colado na ponta do teto e bonitas lanternas horizontais que avançam pela tampa do porta-malas.

Outra estreia impulsionada pelo Pulse é a nova plataforma da Fiat, de certa forma, uma evolução da atual utilizada na linha Argo e Cronos. Graças a isso, foi possível montar o modelo com uma moderna arquitetura eletrônica, aplicar acertos mais finos de suspensão e direção, além de um pequeno reforço no espaço interno, esse último resultado do entre-eixos um pouco maior - de 2,53 metros - um centímetro a mais do que o do Argo.

Mas nada de esperar um absurdo de espaço atrás, pois não deixa de ser um modelo compacto e que até recebe três adultos ali, mas na prática, duas pessoas encontram mais conforto. É bem equipado e seguro, traz todos os recursos de conectividade esperados e, ponto positivo também, é a boa oferta de versões com duas opções de motor e duas de transmissão.

O câmbio manual está disponível apenas na primeira versão e certamente vai atender um público específico, aquele que ainda não abre mão desse tipo de transmissão ou o que busca opção mais em conta para utilizar no trabalho.

Versão Drive 1.3 CVT será a mais vendida?

Faço a pergunta porque acredito que esse seja o caminho do Pulse, que acaba de fechar seu primeiro mês de vendas, tempo curto para cravar quais serão as versões mais procuradas. Mas no caso da Drive 1.3 CVT, fica claro que tem perfil para agradar bastante pelo bom custo-benefício.

Antes de qualquer coisa, porque o Pulse vai muito bem com o motor 1.3 Firefly - que tem potência de 107 cv e torque 13,7 Kgfm - e não frustra nas acelerações. Como bom motor aspirado, vai melhor na cidade, onde não exigimos tanta agilidade em arrancadas; mas trabalha corretamente em alta velocidade, mesmo com passageiros e bagagens, entregando bons números de consumo.

Além disso, como o Pulse tem bom acerto de suspensão e boa dinâmica para um modelo do tipo SUV, consegue formar um conjunto agradável, que faz dele um carro gostoso de guiar. Para quem quiser mais agilidade, pode utilizar ainda o modo Sport, mas, independente disso, vale uma observação para o acerto feito na transmissão CVT para o Pulse.

Ela também simula trocas de até 07 marchas, o que não é novidade, mas nele fica bem evidente os pequenos saltos na aceleração, passando uma impressão muito próxima das trocas com um câmbio automático tradicional. E mais, mesmo aquela situação muito comum nos motores com câmbio CVT - que sobe bastante o giro do motor quando você acelera fundo para uma retomada - ficou muito suave no Pulse.

Então, lembrando que a transmissão automática do tipo CVT é a considerada a melhor para garantir eficiência do motor, a versão Drive 1.3 CVT do Pulse fica muito interessante. Ele anda bem, não gasta muito combustível, traz os equipamentos que não abrimos mão em um carro atualmente e, detalhe, entrega o visual praticamente igual ao das versões superiores, só que cobrando menos por isso. Características que podem tornar essa versão a mais procurada nas concessionárias.

Preço Fiat Pulse Drive 1.3 AT Flex: R$ 92.848,00 (SP)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL