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Benê Gomes

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Jeep Commander: SUV de 7 lugares será mais um sucesso da marca no Brasil?

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Benê Gomes

Jornalista e produtor de TV, desde 2001 atua como profissional especializado no segmento automotivo. Assina o boletim diário Sexta Marcha, da Rádio Transcontinental FM de SP, dirige e apresenta o_ _Programa Momento Vox – BAND SP. É diretor da Onze Produções, produtora de vídeo e conteúdo digital, e é o idealizador do Programa Auto+, onde atuou por 15 anos

Colunista do UOL

21/11/2021 04h00

Para quem pensava que o Commander seria uma versão alongada do Compass com espaço para sete passageiros, a Jeep deixou bem claro que a história do seu primeiro modelo 100% desenvolvido no Brasil é diferente. Sim, ele lembra bastante o SUV médio da marca, o que não é problema. Mas chegando perto dele, a gente percebe rápido que se trata de outro carro, começando pelo tamanho e, depois, pela considerável dose de luxo.

O Commander tem quase 5 metros de comprimento e um entre-eixos bem folgado, com 2 metros e 79 centímetros, esse um ponto determinante para garantir conforto aos passageiros de trás, em especial para quem senta nos dois bancos da terceira fileira, outro chamariz deste SUV.

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Com os bancos adicionais - que são eficientes mesmo para duas crianças, como acontece com a maioria dos modelos com essa proposta - o porta-malas fica bem limitado: são apenas 233 litros. Já em condição normal, ele capricha com 661 litros. Legal é que os bancos da fileira do meio são montados sobre trilhos e contam com encostos reclináveis, uma configuração que assegura bastante conforto para quem vai atrás.

Dentro, é marcante ainda a preocupação com a entrega de luxo, bastante cuidado na montagem e encaixe de peças, acabamentos com partes emborrachadas, muito couro e revestimento em suede, um tipo de camurça em boa parte no painel central.

Necessidade básica para qualquer modelo hoje, mais ainda para os de alto valor, a oferta de conectividade no Commander é muito boa. O sistema multimídia é o mesmo do Compass, com tela de 10,1 polegadas de alta resolução e vem com o Adventure Intelligence, plataforma que disponibiliza a função Alexa, a assistente pessoal da Amazon. Com ela é possível acionar vários comandos do carro e solicitar serviços, como encontrar uma farmácia ou restaurante próximos, tudo por comando de voz.

Acrescente aí uma lista equipamentos de alto nível, com direito a recursos inteligentes de apoio à condução, como o controle de cruzeiro adaptativo com frenagem de emergência e detecção de pedestres, ciclistas ou motociclistas, mais alerta de mudança de faixa, reconhecimento de placas, ajuste automático dos faróis, entre outros.

Motor turbodiesel mais forte

Agora, em relação ao Compass, tem um ponto que o Commander repete a receita: o conjunto de motor e câmbio. É possível escolher entre o novo 1.3 turboflex de 185 cavalos com câmbio automático de 06 marchas, ou 2.0 turbodiesel de 170 cavalos, este acompanhado da transmissão automática de nove velocidades.

Foi a versão que experimentei nesta avaliação, a Overland TD380, mas que tem uma pequena diferença: a Jeep fez alguns ajustes para aumentar o torque do motor diesel, que no Commander tem 38,7 Kgfm, exatamente três a mais do que no Compass. Assim, quando você dirige o Commander pela primeira vez - um SUV com quase duas toneladas - a primeira curiosidade é saber se ele se dá bem com esse propulsor.

Em comparação ao SUV médio da marca, basta observar desempenho de 0 a 100 km/h, feito em 11,6 segundos, pra confirmar que o resultado é positivo e muito próximo do desempenho do Compass. Mas lembre que o Commander é um carro grande, ou seja, entrega agilidade boa, mas proporcional ao tamanho dele. Na versão diesel, é equipado ainda com tração 4X4 com reduzida e três modos de terreno: areia/lama, neve e auto.

Pois é assim, com muito estilo, refinamento e um bom pacote de recursos tecnológicos, que o Commander quer fazer bonito frente a concorrentes como VW Tiguan Allspace e Caoa Chery Tiggo 8, mas também pode incomodar o Toyota SW4 (um SUV montado sobre chassi, mas que também carrega 07 pessoas e tem motor diesel).

A comercialização iniciada em outubro passado no esquema de pré-venda impressionou bem, superando 7 mil unidades. Vamos ver a partir deste mês, com o modelo efetivamente nas lojas, como será o resultado. O preço é alto, mas competitivo para este segmento, o que pode tornar o Commander mais um sucesso da marca por aqui.

Preço Jeep Commander Overland TD380 4x4: R$ 297.697,00

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