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Benê Gomes

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Forte e ágil com motor turbo, Captur sonha com reação rápida em vendas

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Benê Gomes

Jornalista e produtor de TV, desde 2001 atua como profissional especializado no segmento automotivo. Assina o boletim diário Sexta Marcha, da Rádio Transcontinental FM de SP, dirige e apresenta o_ _Programa Momento Vox – BAND SP. É diretor da Onze Produções, produtora de vídeo e conteúdo digital, e é o idealizador do Programa Auto+, onde atuou por 15 anos

Colunista do UOL

15/08/2021 04h00

Depois de colecionar muitas críticas pela falta de atualização, o Renault Captur finalmente foi renovado no Brasil. A melhor notícia foi o esperado motor 1.3 turboflex de 170 cavalos, mas a mudança veio acompanhada de atualizações que merecem atenção.

No desenho, recebeu alteração marcante na dianteira, com a nova grade com detalhes cromados, o para-choque mais avançado na porção inferior para facilitar o espaço do sistema de refrigeração do motor, novos faróis com iluminação full LED na versão Iconic - a mais equipada da linha - e a luz de circulação diurna - DRL - agora posicionada como uma moldura dos faróis de neblina, também de led e com função auxiliar em curvas.

No mais, tudo praticamente igual, a não ser pela pelas três letras na tampa traseira - TCe - que identifica o novo motor, e as rodas de liga aro 17 (novas no Captur, mas já conhecidas por equipar o Renault Duster).

Dentro dá para comemorar um pouco mais com melhorias no acabamento - que segue com bastante plástico - só que com alguns cuidados adicionais.

Tem acabamento em couro sintético no painel central, o novo volante traz botões de comando do computador de bordo, e mais dois pontos legais: a nova central multimídia com tela de oito polegadas e o console central bem mais eficiente. Isso porque ganhou um apoio de braço integrado, espaço para duas garrafas ao lado do freio de estacionamento e outro nicho para porta-objetos abaixo do botão de partida.

A Renault eliminou aquele buraco para "guardar" a chave de ignição tipo cartão e incluiu na parte inferior uma linha de botões para o controle do modo Eco, controle de estabilidade e sistema start stop.

Captur acordou

Reclamação antiga dos proprietários do Captur, o modesto comportamento do antigo motor 1.6 flex ficou no passado. Sim, o Captur acordou e acelera bem de verdade com o novo motor 1.3 turbinado. São 170 cavalos de potência e 27,5 Kgfm de torque, uma realidade bastante diferente da única versão que vinha sendo oferecida no Brasil, equipada com o 1.6 flex e seus 120 cavalos.

Então pode esquecer aquela realidade de respostas lentas nas arrancadas, pois a situação foi realmente invertida e o comportamento é aquele típico dos modelos equipados com bons motores menores e turbinados. E olha que o Captur utiliza a transmissão X-tronic CVT, ou seja, um tipo de câmbio que normalmente tem reação incômoda por forçar o motor trabalhar em giro muito alto em retomadas de velocidade.

O acerto desta transmissão com o motor 1.3 é bem equilibrado, tem trocas macias, como é característica da CVT, mas consegue tirar proveito da força do motor e não tira a agilidade do SUV. Tanto que agora o Captur crava o 0 a 100Km/h em 9,2 segundos, contra os 13,1 da versão anterior.

E para quem gosta do comando manual, dá pra fazer trocas pela alavanca do câmbio, que simula eletronicamente a mudança de até oito marchas. No consumo, pelo padrão Inmetro, situação positiva também: médias de 11,1 km/l na cidade e 12 km/l na estrada com gasolina no tanque.

Boa nova ainda é a direção - que recebeu assistência elétrica - e que conta com ajuste de altura e profundidade. A situação ainda não é melhor porque o banco do motorista segue oferecendo uma posição muito elevada, mesmo você utilizando a regulagem mínima de altura, algo que gera desconforto para pessoas de estatura média e deve ser bem pior para os mais altos.

No geral, você vai concordar comigo, o desenho nem era um problema para o Captur, mesmo com sua idade um tanto avançada. Ponto indiscutível era oferecer um motor moderno e eficiente, compatível com seu porte e com o que é encontrado nos concorrentes diretos.

Foi o que a Renault fez na linha 2022, com direito ainda a alguns ajustes também importantes. Agora é ver se o Captur - assim como conseguiu com o novo motor - terá reações mais ágeis no mercado brasileiro. Sem esquecer que, junto com as novidades, seu preço também foi potencializado.

Preço Renault Captur Turboi 1.3 TCe Flex

Zen: R$ 124.490
Intense: R$ 129.490
Iconic: R$ 138.490

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL