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Automec só em 2023, demissões na Renault e acordo sindical na Toyota

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Imagem: Divulgação
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Leandro Alves

Neste espaço a equipe de AutoData, sob a coordenação do diretor de redação Leandro Alves, trará os bastidores da indústria automotiva, que são de extrema importância para os negócios e o futuro do setor no Brasil e no mundo. Seu próximo carro pode passar primeiro por aqui. Antes mesmo dele existir! Conheça nosso trabalho em www.autodata.com.br

Colunista do UOL

01/10/2021 04h00

Em mais uma reviravolta na realização de feiras automotivas no País, a organizadora da Automec, Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços, passou o evento para 2023.

A 15ª edição da Automec, que seria realizada em novembro, foi adiada para os dias 25 a 29 de abril de 2023, de acordo com informações confirmadas por sua organizadora, a RX. Segundo a empresa de eventos a decisão está alinhada com as expectativas e as recomendações de entidades que apoiam a Automec, patrocinadores e empresas que integram o setor.

A edição 2021 receberia o público no Expo Center Norte, em São Paulo, de 9 a 13 de novembro, e marcaria a retomada das grandes feiras de negócios do setor automotivo.

No ano que vem estão confirmadas duas edições da Automec em formato online: em maio e setembro. Tentarão proporcionar aos expositores e aos visitantes alguma forma de interação em formato digital, com webinars e outras ações. Para 2023 a RX promete um evento inovador para celebrar o reencontro presencial dos expositores, patrocinadores e público na Automec.

Ainda nesta quinta-feira, 30, a Renault informou que o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba aprovou, em assembleia realizada na quarta-feira, a abertura de um PDV, programa de demissão voluntária, com a saída estimada de 250 colaboradores, e a realização de lay-off para cerca de trezentos ao longo dos próximos meses, conforme a necessidade.

Segundo a Renault, em nota, as medidas são necessárias em função dos impactos provocados pela covid-19 sobre a fabricação de componentes eletrônicos e da falta de perspectiva de melhora do cenário global.

Na unidade de São José dos Pinhais, PR, que ficou com as linhas paralisadas de 29 de julho a 3 de setembro, a Renault produz Captur, Duster, Kwid, Logan e Sandero e o comercial Master. De janeiro a agosto comercializou 90,5 mil unidades, sendo a sétima no ranking.

Já os trabalhadores da Toyota no ABC, também na quinta-feira, disseram sim para acordo negociado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC com a direção da empresa que garantiu reajuste pela inflação integral, de 10,42%, a inclusão de vale alimentação e a renovação de todas as cláusulas sociais vigentes. Também foi incluída no acordo coletivo de trabalho a cláusula de preferência para contratação de trabalhadores vacinados a partir de janeiro de 2022.

De acordo com o diretor administrativo do sindicato, Wellington Messias Damasceno, a conquista do benefício é muito significativa, pois trata-se de um ganho real: "Diante do aumento do custo de vida, da alta nos alimentos, essa quantia aliviará um pouco o orçamento".

"A Toyota teve coerência, fez revisão dos números a partir do seu planejamento de produção e venda e valorizou o esforço dos trabalhadores, sobretudo no ano passado e em 2017. Assim, chegamos aos 10,42%".

Com a aprovação do acordo com a Toyota o sindicato finaliza as negociações de campanha salarial com as montadoras do ABC neste ano. Há cerca de vinte dias os trabalhadores aprovaram o acordo com a Scania. Já na Volkswagen e na Mercedes-Benz não houve negociações de campanha salarial, pois em ambas ainda estão em vigência os acordos de longa duração aprovados em 2020.

* Colaboraram Caio Bednarski, Soraia Abreu Pedrozo e Vicente Alessi, filho

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL