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Nissan Versa Sense manual é 'basicão', mas agrada por nível de equipamentos

José Antonio Leme

do UOL, em São Paulo (SP)

05/04/2021 04h00

A Nissan lançou no fim do ano passado a aguardada nova geração do Versa. O sedã compacto que era amado por motoristas de aplicativos e taxistas, passou por um enorme banho de loja para ficar atrativo também para o consumidor final e conseguiu. O modelo manteve as boas qualidades que tinha da geração anterior - e alguns problemas também.

Em sua versão de topo, Exclusive, tem uma série de tecnologias que o colocaram em um novo patamar em relação aos rivais, tornando-o não só bonito, mas também bem equipado e moderno no que diz respeito à lista de equipamentos. Ok, mas e para quem quer um "basicão"?

Essa é a pergunta que vamos responder aqui, com a avaliação da versão de entrada, Sense, do Versa. Fomos mais longe ainda e optamos pela variante com câmbio manual, a única disponível na gama, para responder se por R$ 76.890 ela é uma boa escolha.

Divulgação

Nissan Versa Sense

Carros
3,7 /5
USUÁRIOS
3,9 /5
ENTENDA AS NOTAS DA REDAÇÃO

Pontos Positivos

  • Equipamentos
  • Porta-malas
  • Espaço interno

Pontos Negativos

  • Acabamento
  • Desempenho

Veredito

A versão mais barata do novo Nissan Versa surpreende. Além de manter as qualidades que as demais versões tem como espaço interno e de porta-malas, o Sense 1.6 com câmbio manual traz um nível de equipamentos que deixam a vida a bordo mais confortável, mesmo em um modelo de entrada. O câmbio manual associado ao motor 1.6 de 114 cv que conhecemos melhora o desempenho em relação às variantes equipadas com o câmbio CVT - mais lento em respostas, especialmente em retomadas e ultrapassagens.

Versa Sense - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Design e espaço interno

Aqui residem dois dos maiores trunfos do novo Versa, mesmo na versão de entrada. O sedã mantém toda a classe e beleza das opções mais completas em termos de visual. Verdade seja dita, era difícil na nova geração fazer um carro que não tivesse apelo visual quando a comparação era a geração antiga.

Ainda assim, a nova linguagem visual da Nissan caiu muito bem no Versa. A dianteira com o V-Motion, as barras pretas que formam um V ao redor da grade do motor, e que está presente em todos os modelos disponíveis da Nissan, traz elegância, um pouco de agressividade e a sensação de um porte maior ao sedã.

Na traseira, as lanternas invadem as laterais e tem um desenho moderno. Olhando de lado é possível ver como o carro está mais elegante e as linhas gerais dão mais estilo. Na versão Sense, as rodas são de aço e de 15 polegadas, mas até no desenho das calotas a Nissan fez um bom trabalho.

Por dentro, o Versa tem boas melhorias e mantém alguns detalhes da versão de topo, mesmo na básica. O painel tem um faixa de couro sintético que dá elegância ao modelo. A redução de custo pega no painel de plástico duro e nas portas. Mesmo assim, a Nissan fez um trabalho nos puxadores de porta que o plástico tem uma textura que lembra o padrão visual da fibra de carbono.

Em termos de espaço, o Versa Sense mantém uma das qualidades do produto. Quem vai na frente tem muito espaço, consegue encontrar a melhor posição de dirigir e tem uma ergonomia exemplar no acesso aos comandos. Quem vai atrás também está bem acomodado, mesmo o ocupante do meio, em espaço para os ombros e para as pernas.

Nissan Versa Sense 1.6 Manual - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Consumo e desempenho

Se o novo Versa manteve algo não tão positivo da geração anterior foi a motorização. O motor ainda é o quatro cilindros 1.6 flexível que rende 114 cv e 15,5 mkgf. Na versão de entrada Sense, vem associado ao câmbio manual de cinco marchas de trocas fáceis e engates relativamente curtos para um modelo que não tem aspirações esportivas.

Desempenho não é o forte desse conjunto, mas com o câmbio manual é possível mitigar o comportamento lento em retomadas e ultrapassagens que conhecemos das versões com câmbio automático CVT. Não chega a ser um grande ganho, mas você consegue lidar melhor com a falta de potência e torque nessas situações, já que pode antecipar as trocas, se preciso.

Em termos de consumo, o motor não foge muito do que é a média do segmento, mas tem um rendimento adequado. Associado ao câmbio manual, na cidade faz 8,1 km/l com etanol e com gasolina 11,8 km/l. Já em ciclo rodoviário, são 9,6 km/l usando o derivado de cana-de-açúcar e 13,8 km/l com o combustível fóssil.

Nissan Versa Sense 1.6 Manual - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

A diferença não é grande como em outros modelos se comparado aos números da versão com câmbio automático. O Sense CVT com etanol faz 8 km/l na cidade e 11,7 km/l com gasolina. Na estrada, os números são de 10 km/l e 13,9 km/l com etanol e gasolina, respectivamente. Isso mostra que, a não ser quem quer o prazer de trocar marchas, não se justifica a escolha pelo câmbio manual no Versa.

Sedãs geralmente se destacam pela dirigibilidade acertada. Não é diferente o caso do Versa. Apesar de ser mais focado em conforto no ajuste de suspensão e direção, o carro preza pela estabilidade, coisa que o centro de gravidade reduzido ajuda bastante.

Nas curvas, ele balança muito menos do que o antecessor e isso foi um dos trabalhos que exigiram mais da engenharia da Nissan em termos de melhoria e ela conseguiu entregar um ajuste adequado e bastante honesto, sem prejudicar o conforto.

A direção está longe de ter respostas diretas e precisas, mas vai agradar quem passa o dia todo atrás do volante, ou mesmo o consumidor que apenas não quer ter esforço atrás da direção.

Nissan Versa Sense 1.6 Manual - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Equipamentos

A parte mais surpreendente do Versa Sense é a lista de equipamentos. Em uma versão de entrada, geralmente pequenas comodidades ficam de fora, mas não é o caso do sedã que traz até coisas que não se espera de um modelo basicão.

Dois destaques nesse sentido da lista de equipamentos são a chave presencial com partida por botão e o comando elétrico de ajuste dos espelhos retrovisores externos.

Há ainda ar-condicionado, ajuste de altura e distância do volante, banco do motorista com ajuste manual de altura, sensor de estacionamento traseiro, volante multifuncional com comando de áudio e telefone, assistente de partida em rampa e rádio com entrada USB e Bluetooth.

O painel de instrumentos é simples, mas traz um computador de bordo com o básico, mas essencial, em termos de dados. O pacote fica completo com trio elétrico, desembaçador do vidro traseiro, abertura interna do porta-malas e travamento das portas em movimento.

Nissan Versa Sense 1.6 Manual - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Manutenção e segurança

O Nissan Versa tem um bom pacote de segurança embarcada desde a opção mais barata. O Sense já traz seis airbags de série (dois dianteiros, dois laterais para os bancos frontais e dois de cortina, que pegam também os bancos traseiros), controles de tração e estabilidade e freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem. Além disso, o banco traseiro traz sistema de fixação ISOFIX para cadeirinhas de bebês e crianças.

As seis primeiras revisões do Versa têm valor total de R$ 3.078, uma média de R$ 513 para cada revisão de 10 mil km. O valor individual é de R$ 413 para a primeira, terceira e quinta revisões. A segunda, quarta e sexta tem valor de R$ 613, cada. Não é um valor exorbitante nem termos gerais, menos ainda individualmente.

Nissan Versa Sense 1.6 Manual - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Mercado

O Versa Sense tem muita qualidade para encarar rivais menores e outros que já são da categoria "sedãs compactos, porém grandes", digamos assim, como é o caso do Onix Plus e do Virtus.

Com as mudanças de visual e estrutura, ele se colocou nessa categoria, enquanto antes tinha que se contentar em disputar espaço com Voyage, Logan, entre outros no andar debaixo.

Particularmente a versão de entrada é bem completa e atraente para quem procura um sedã dessa linha com câmbio manual. Resta esperar que a Nissan não faça mudanças após o primeiro ano de vendas que deixem o três volumes mais pelado, como o ocorreu com o Chevrolet Onix Plus na mudança de ano-modelo.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi informado na matéria e na homepage do UOL, o carro avaliado é um Nissan Versa, e não um Nissan Kicks. A informação foi corrigida.
Mecânica
  • Motorização

  • 1.6, 4 cilindros, 16V

  • Combustível

  • Etanol / Gasolin

  • Potência (cv)

  • 114 cv @ 5.600 rpm

  • Torque (kgf.m)

  • 15,5 kgfm @ 4.000 rpm (álcool/gasolina)

  • Aceleração de 0 a 100 (segundos) (km/h)

  • 10,8

  • Velocidade máxima (km/h)

  • 185

  • Consumo cidade (km/l)

  • 8,1 Km/l (E) 11,8 Km/l (G)

  • Consumo estrada (km/l)

  • 9,6 Km/l (E) 13,8 Km/l (G)

  • Câmbio

  • Manual, 5 marchas

  • Tração

  • Dianteira

  • Direção

  • Elétrica

  • Suspensão Dianteira

  • Independente, McPherson

  • Suspensão Traseira

  • Eixo de torção

  • Freios Dianteiros

  • Disco ventilados

  • Freios Traseiros

  • Tambor

Pneus e Rodas
  • Pneus

  • 195/65 R15

  • Rodas

  • 15 polegadas

Dimensões
  • Altura (mm)

  • 1.465 mm

  • Comprimento (mm)

  • 4.495 mm

  • Entre-eixos (mm)

  • 2.620 mm

  • Largura (mm)

  • 1.740 mm

  • Ocupantes

  • 5

  • Peso (kg)

  • 1.074,0kg

  • Porta-malas (L)

  • 466 litros

  • Tanque (L)

  • 41 litros

Preço das Revisões, Seguro e Garantia
  • 10.000 km

  • R$ 413

  • 20.000 km

  • R$ 613

  • 30.000 km

  • R$ 413

  • 40.000 km

  • R$ 613

  • 50.000 km

  • R$ 413

  • 60.000 km

  • R$ 613

  • Garantia

  • 3 anos

Equipamentos
  • Airbags Motorista

  • Airbags Passageiro

  • Airbags Laterais

  • Airbags do tipo Cortina

  • Controle de Estabilidade

  • Controle de Tração

  • Freios ABS

  • Distribuição Eletrônica de Frenagem

  • Ar-Condicionado

  • Travas Elétricas

  • Ar Quente

  • Volante com Regulagem de Altura

  • Vidros Elétricos Dianteiros

  • Vidros Elétricos Traseiros

  • Rádio FM/AM

  • Entrada USB

  • Entrada Auxiliar

  • Banco do motorista com ajuste de altura

  • Desembaçador Traseiro

  • Computador de Bordo