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Novo Audi RS7 Sportback: sedã de quase R$ 1 milhão encanta pela emoção

Rafaela Borges

Colaboração para o UOL

07/05/2021 04h00

Os preços dos carros estão fora de controle. Mas, no segmento de extremo luxo e de modelos esportivos, as marcas vendem tudo o que têm e há filas de espera. Esse é o caso do novo Audi RS7 Sportback, o sedã de R$ 950 mil.

Para ser mais precisa no preço, são R$ 949.990. Para comparação, quando foi lançado, no segundo semestre do ano passado, o carro custava R$ 839.990.

Foram R$ 110 mil de alta em menos de um ano, provocada pela lei da oferta e procura com uma grande participação do dólar em disparada. Sobre os preços, tem mais: raramente um cliente compra a configuração com valor de referência. Quase todos os que levam para casa o RS7 escolhem itens de personalização, como a pintura da carroceria de R$ 37 mil ou os freios de carbono, por valor semelhante.

Não é à toa que, no mercado de seminovos, o modelo se aproxima dos R$ 1 milhão. Há alguns exemplares com baixíssima quilometragem - a RS6 Avant, mais barata na tabela da Audi, é ainda mais valorizada.

Mas será que esse sedã vale tudo isso? Para quem é entusiasta e está em busca de emoção, o RS7 tem todos os ingredientes.

Divulgação

Audi RS7 Sportback 2021

Preço

R$ 949.990
Carros
4,3 /5
USUÁRIOS
5,0 /5
ENTENDA AS NOTAS DA REDAÇÃO

Pontos Positivos

  • Dirigibilidade em curvas
  • Porta-malas

Pontos Negativos

  • Preço da pintura especial
  • Desconforto

Veredito

Na Europa, sedã não é carro de quem quer passar uma imagem descolada. Só que o cliente que precisa de espaço e bom porta-malas, mas não quer parecer conservador demais, recorre às peruas. E, de uns anos para cá, aos sedãs cupês como o RS7, que fazem seus donos parecerem mais joviais e moderninhos. E como esportivo tem de ser descolado, nada mais normal que a Audi abandonar os sedãs convencionais na linha RS, para investir no RS5 e no RS7. Na comparação com a RS6, semelhante em dimensões e idêntica em mecânica, o RS7 é para quem quer um visual mais peculiar e uma pegada levemente mais esportiva. Mas, se usar o carro no dia a dia também for o objetivo, a perua é a melhor opção.

Design e espaço interno

Audi RS7 - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

A linha RS, de esportivos preparados pela divisão Audi Sport, vai cada vez mais ignorando a configuração sedã convencional. RS4 e RS6 são oferecidos apenas como peruas. Há, por ora, apenas o RS3 Sedan na linha Audi Sport.

Para ocupar o lugar dos três-volumes na linha RS, há o RS5 e o RS7 Sportback. Eles podem ser chamados de sedãs por causa das quatro portas, mas têm apenas dois volumes. Além disso, o teto rebaixado e a ausência de molduras nas portas são características de cupês.

Por muitos, RS5 e RS7 são chamados de sedãs cupês. O modelo maior, avaliado por UOL Carros, se destaca pelo imenso porta-malas, com 535 litros. Alto e profundo, ele acomoda mais bagagem que qualquer perua, sedã ou SUV.

Visualmente, além da linha do teto rebaixada, o carro chama a atenção pelas rodas de 22" escurecidas (há duas opções) e os faróis full-LEDs Matrix, antiofuscamento e com alto alcance. Atrás, as lanternas são interligadas.

Na cabine, o volante pode ser de couro perfurado ou alcântara, material também presente nas portas. Por ali, o cliente pode optar entre alumínio e fibra de carbono.

O exemplar avaliado estava com bancos superesportivos, com apoio de cabeça integrado ao encosto. Há outras duas opções, ambas mais confortáveis.

Atrás, o banco é bem baixo, para compensar a inclinação do teto. Dois passageiros ficam bem acomodados, tanto em relação às pernas quanto à cabeça. No meio, o túnel central alto impede a acomodação confortável de uma terceira pessoa.

Equipamentos

Audi RS7 - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Além dos faróis full-LEDs Matrix, o RS7 Sportback se destaca pelo ar-condicionado de quatro zonas. São duas na frente e outras duas atrás. Nessa parte do carro, há uma pequena tela com comandos digitais para temperatura, velocidade e direcionamento. E por falar em monitores, o carro tem outros três.

Um deles é o painel virtual, de 12,3". O sistema tem personalização para aparência dos mostradores e informações projetadas, entre outros detalhes. A tela da central multimídia tem 10,1", é sensível ao toque, tem uso semelhante ao de smartphones e concentra a maior parte das funções do veículo.

Por ali, dá para configurar os dois RS modes, nome dos modos de condução individuais do carro. É possível deixar a suspensão no confortável e os demais parâmetros (motor, câmbio, direção, diferencial, som do motor e controle de estabilidade) em dinâmico (esportivo), por exemplo, entre outras combinações.

Outro parâmetro interessante é a iluminação da cabine. As cores podem ser modificadas em tons de laranja, amarelo, verde, vermelho e azul, entre outros.

O RS7 Sportback vem com sistema semiautônomo de condução, que freia e acelera o carro automaticamente, além de ser capaz de fazer curvas em vias com faixas bem demarcadas. Há ainda frenagem autônoma de emergência e assistência ao estacionamento.

O sedã cupê tem uma bateria de 48V que alimenta um pequeno propulsor elétrico. Este não é capaz de movimentar o carro sozinho, mas pode desativar o V8 a combustão em velocidade constante, para poupar combustível.

Ainda no aspecto eficiência, em algumas situação, na estrada, quatro dos oito cilindros do propulsor a combustão podem ser desligados. Isso ocorre apenas quando é acionado o modo eficiente de condução.

Desempenho

Audi RS7 - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

O comportamento do RS7 Sportback é, na hora de acelerar, bem semelhante ao da perua RS6 Avant, avaliada recentemente por UOL Carros. Compartilham o motor V8 de 4 litros que entrega 600 cv e, apesar de abafado por dois turbos, tem um ronco de arrepiar nas acelerações fortes.

Também têm em comum as arrancadas brutais, de tão rápidas, fruto da alta potência e também da patada que é o torque, de 81,6 mkgf a 2.050 rpm. O sedã cupê vai de 0 a 100 km/h em 3,6 segundos, conforme informações da Audi. É o mesmo tempo que a RS6 leva para cumprir a função.

O RS7 Sportback também tem o câmbio automático de oito marchas e a tração 4x4 permanente. Com a suspensão no modo dinâmico, fica inviável rodar com o carro em ruas esburacadas e até em algumas vias bem pavimentadas. Por isso, até nas vias rápidas, vale deixar esse parâmetro no confortável.

O modo dinâmico da suspensão é para estradas de serra, ou outros trechos cheios de curvas. E aí está a principal diferença entre o sedã cupê e a perua. Ele é ainda mais firme e grudadinho no chão.

Em compensação, mesmo com a suspensão no modo confortável, o RS7 gera certo desconforto em pisos irregulares. Coisa que a RS6 Avant não faz.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL