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Mãe e filha americanas viajam ao Rio somente para desfilar na Mangueira

As americanas Kadye e Khadija Williams - Lola Ferreira/ UOL
As americanas Kadye e Khadija Williams Imagem: Lola Ferreira/ UOL

Lola Ferreira

Colaboração para o UOL, no Rio

29/02/2020 22h11

A poucos minutos de atravessar pela segunda vez a Marquês de Sapucaí, Kadye e Khadija Williams faziam os últimos ajustes na fantasia. Componentes da ala que representa a face LGBT do "Jesus da gente" da Mangueira, mãe e filha moram na Califórnia, nos Estados Unidos, e chegaram ao Rio de Janeiro somente para o Carnaval.

O primeiro contato de mãe e filha com a Estação Primeira de Mangueira foi por intermédio de um ritmista da bateria da escola, quando Khadija visitou o Brasil, há dois anos. O sonho de desfilar na Sapucaí saiu melhor do que a encomenda: elas desfilaram no domingo de Carnaval e neste Sábado das Campeãs.

Pelo retrospecto da Mangueira, já que este é o quinto ano consecutivo da escola nas Campeãs, mãe e filha já esperavam a dobradinha. Por isso, mudaram os planos e adiaram a passagem de volta para a Califórnia para o domingo após as Campeãs. No total, foi uma semana no Rio de Janeiro para viver a emoção da Sapucaí.

Se Khadija arrisca um português para contar a sua história e de sua mãe, as palavras faltam ao descrever a emoção e a língua nativa predomina.

"É muito animador participar disso. Não tem palavras, eu nunca vivi nada parecido na minha vida. É uma honra participar de algo tão grande", relatou ao UOL.

A Mangueira é a primeira das seis escolas a desfilarem no Sábado das Campeãs.

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