PUBLICIDADE
Topo

Rio de Janeiro

Elza Soares será acompanhada por dois médicos na Sapucaí, diz equipe

Elza Soares na concentração antes do desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel  - Lucas Landau/UOL
Elza Soares na concentração antes do desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel Imagem: Lucas Landau/UOL

Lola Ferreira e Herculano Barreto Filho

Do UOL, no Rio

25/02/2020 02h16

Depois de um show lotado na capital pernambucana, Elza Soares aterrissou no Rio de Janeiro para viver a maior emoção da sua vida. Ela é a homenageada da Mocidade Independente de Padre Miguel, penúltima escola a desfilar no Grupo Especial do Carnaval, neste domingo.

Os preparativos para o desfile não foram exagerados. A alimentação foi mantida, para não ter sustos. Entretanto, Elza e sua equipe decidiram que dois médicos a acompanhariam no desfile, por precaução. Juliano Almeida, empresário da cantora há sete anos, garante que ela não passou mal em nenhum momento do desenvolvimento do enredo, mas chorou bastante.

Elza foi convidada antes por outras escolas, mas afirmava: "Se não for a Mocidade, não será nenhuma". E quando o convite oficial chegou, tudo passou pelo seu crivo, desde as fantasias até quais partes de sua história seriam contadas.

Para a Sapucaí, a Voz do Milênio veste um figurino exclusivo, com 100 mil pedras e que custa R$ 83 mil. Depois de tanta espera, a única palavra que Elza consegue usar para definir tamanho feito é emoção: "Não tenho palavras. É a minha escola. É só emoção".

Lugar de rainha é no trono

Quando Elza Soares se aproximou da Sapucaí, sentada em um trono a cerca de 1,60 m do chão, o público do lado de fora gritou o seu nome. Com um vestido brilhante, Elza acenou para o público e agradeceu, repetidas vezes.

Elza Soares na Sapucaí - Herculano Barreto Filho/ UOL - Herculano Barreto Filho/ UOL
Imagem: Herculano Barreto Filho/ UOL

"É um sonho. Não tenho palavras. É só alegria. Vontade de rir, de chorar. Estou muito emocionada. É uma homenagem que vai além de tudo, cara".

A emoção também tomou conta dos integrantes da comissão de frente, que representam a juventude de Elza. "Essa nêga tem poder", gritavam, em coro, minutos antes de entrar na Avenida.

Lá, as atenções de voltavam para Bellinha Delfim, de 22 anos, que assumiu o desafio de encarnar Elza.

"A responsabilidade é grande não só por representar a Elza. É uma responsabilidade com toda a comunidade", disse.

Passista desde os 16 anos, Bellinha foi estandarte de ouro no Carnaval de 2019, pelo Salgueiro. No desfile de ontem, foi passista da Viradouro. Hoje, será a Elza Soares na Sapucaí.

Rio de Janeiro