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Bloco Agrada Gregos leva 700 mil foliões e diversidade para o Ibirapuera

Patrícia Larsen

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/02/2020 13h36

O Bloco Agrada Gregos começou seu animado desfile no carnaval de São Paulo as 13h em ponto. Mas antes disso, uma multidão já esperava o desfile no Ibirapuera.

"É o bloco com maior diversidade e menos assédio de São Paulo", contou Luiza Resende, 22, que estava com as amigas Amanda Zamorra, 26, e Ana Carolina Alves, 31. Os amigos Janaína Alves, 33, e Rayff Queiroga, 27, vieram de Curitiba especialmente para o Bloco.

"Ano passado fomos para o Rio, mas este ano estávamos ansiosos por São Paulo e para ver pela primeira vez o Agrada Gregos. Janaína ainda trouxe uma plaquinha "O PT destruiu minha vida". A analista de sistemas reforçou. "Carnaval é tempo de se divertir e protestar".

Eram esperados para o desfile cerca de 500 mil pessoas, mas, segundo a organização, mais de 700 mil foliões estiveram presentes no bloco.

Alguns foliões vieram fantasiados para homenagear o próprio bloco. Angelo Bueno, 32, Filipi Cardoso, 26, vieram de gregos. "Bloco com maior diversidade de música e pessoas não existe", disse Angelo.

O bloco Agrada Gregos encerrou o desfile as 18h. Após uma hora, a dispersão ainda requer cuidados; muitos foliões demoraram para conseguir sair do parque na capital.

Agrada Gregos: bloco de afirmação da diversidade

A rainha do Bloco Agrada Gregos, Gretchen, encerrou sua participação no desfile como uma verdadeira deusa: "Eu sou feita por esse público, não seria nada sem eles", disse em seu camarim para o UOL.

A opinião é unânime entre os artistas que se apresentaram no bloco: o melhor do Agrada Gregos é a diversidade.

"Esta é a primeira vez que toco no bloco e estou estupefato com a energia do público", contou o cantor Matheus Carrilho, que dividirá o carnaval entre Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Ludimillah, destaque na primeira edição do "The Voice", arrancou a multidão do chão em dois momentos do bloco. "Esta é a segunda vez que estou com o Agrada Gregos. Cada vez é uma emoção diferente, mas é uma energia única deste público que me recebe tão bem".

Pepita encerrou o bloco e afirmou a diversidade ao bloco. "O Agrada é um bloco de todos. Da travesti ao hetero", disse a contora, que tem sua agenda dividida entre Rio, SP e Salvador.

Para Armando Saullo, organizador e idealizador do Agrada Gregos, é uma maravilha ver o público cada vez mais diversificado. "Trabalhamos muito e aprendemos muito com o carnaval. É uma honra perceber que estamos cada vez mais conquistando nosso objetivo: um bloco divertido e sem assédio, no qual todos possam ser quem quiserem".

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