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Sob regência feminina, Olodum celebra 40 carnavais

Andreia Reis, maestrina do Olodum - Aurelio Nunes/ UOL
Andreia Reis, maestrina do Olodum Imagem: Aurelio Nunes/ UOL

Aurelio Nunes

Colaboração para o UOL, em Salvador

21/02/2020 19h45

O maior e mais renomado bloco afro do planeta estreou nesta sexta-feira, 21, no Carnaval de Salvador fazendo jus ao tema "Mãe, Mulher, Maria, uma história das Mulheres", escolhido pela agremiação para a edição deste ano da folia.

Pela primeira vez em 40 anos, os 120 percussionistas do bloco foram regidos por uma mulher: Andreia Reis, 44 anos, derrubou mais um tabu e tornou-se a primeira maestrina do Olodum.

"É importante nos dias de hoje a gente exaltar a beleza e o respeito à mulher. Nos últimos dois anos o Brasil vem experimentando uma queda em todos os indicadores de violência, mas infelizmente no quesito violência doméstica e violência contra a mulher nós temos presenciado um crescimento", apontou o governador Rui Costa.

Costa assistiu à apresentação de uma das janelas do casarão onde funciona a Casa do Olodum. "Eu acho que a contribuição dos blocos em homenagear a mulher ajuda a fomentar uma cultura da paz e de respeito às mulheres", acrescentou.

Depois de se apresentar em frente à sua sede no Pelourinho, o Olodum arrastou a multidão pelas ruas do Centro Histórico e seguiu em direção ao Campo Grande, circuito onde desfilará até a madrugada deste sábado. No domingo, o Olodum volta a se apresentar, desta vez no Circuito Barra-Ondina.

Salvador