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"Não sei se foi a escolha certa", diz Ana Paula Minerato sobre Gaviões

Ana Paula Minerato em ensaio da Unidos do Tatuapé - Thiago Duran/AgNews
Ana Paula Minerato em ensaio da Unidos do Tatuapé Imagem: Thiago Duran/AgNews

Thaís Sant'Anna

Colaboração para o UOL, em São Paulo

15/02/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Ana Paula Minerato vai fazer sua estreia como musa de bateria da Acadêmicos do Tatuapé
  • A ex-panicat foi convidada pelo próprio presidente da agremiação, Eduardo dos Santos
  • Em sua antiga escola, Gaviões da Fiel, onde ficou por 18 anos e saiu em 2018, Ana era musa, mas desfilava entre uma ala e um carro alegórico

Ana Paula Minerato vai fazer sua estreia como musa de bateria da Acadêmicos do Tatuapé no desfile das escolas do Grupo Especial no Carnaval de São Paulo. A ex-panicat foi convidada pelo próprio presidente da agremiação, Eduardo dos Santos.

"Fui muito bem recebida pelos integrantes da Tatuapé. Fiquei com frio na barriga, mas é uma comunidade tão acolhedora que só foi alegria desde o primeiro momento", declara Ana, em conversa exclusiva com o UOL.

Ela vem à frente dos ritmistas pela primeira vez. Em sua antiga escola, Gaviões da Fiel, onde ficou por 18 anos e saiu após o Carnaval 2018, Ana era musa, mas desfilava entre uma ala e um carro alegórico.

"A responsabilidade é maior agora. Estar à frente do coração da escola e a preocupação de representar bem toda uma comunidade. Confiaram um cargo alto assim para mim, não quero fazer feio. Dedicação está dobrada", confessa.

"Não sei se foi a escolha certa me afastar da Gaviões"

Essa é a volta de Ana Paula à folia paulistana, depois de ficar um ano sem desfilar. Ela deixou a Gaviões depois que sua irmã, Tati Minerato —que hoje é musa da Águia de Ouro— foi tirada do posto de rainha de bateria pouco antes do Carnaval 2018, após brigar com Renatta Teruel —na época, imperatriz da escola—, em um ensaio técnico.

"Sempre fomos da Gaviões, somos uma família. Depois de tudo, não me senti mais tão à vontade e, por opção minha, me afastei. Senti muita saudade de tudo, foram muitos anos, sou corintiana e isso nunca vai mudar. Não sei se foi a escolha certa me afastar, mas foi o que achei certo naquele momento", explica.

Ana assume que ficou chateada com o modo que a escola alvinegra tratou Tati. "Sei o quanto minha irmã se dedicou e conquistou o espaço dela. E também o quanto sempre fizemos tudo por amor", completa.

Agora na Tatuapé, ela quer ver sua escola campeã, mas não esconde o eterno amor pela Gaviões. "Neste Carnaval vou torcer muito pela Tatuapé. Mas desejo coisas boas e quero ver as duas escolas entre as campeãs".

Rixa entre musas, rainhas e passistas

Ana não nega que exista uma rixa nas escolas entre musas, rainhas e passistas, com todas querendo chamar a atenção no desfile.

"Mas estamos em épocas tão evoluídas que acho que isso é o de menos hoje. Já me preocupei muito com os outros, hoje em dia me preocupo comigo mesma. Nada fará eu ter mais brilho se não focar em mim. Então, nem me preocupo, apenas torço por todas", pondera.

Apesar disso, ela diz que foi muito bem recebida pela rainha de bateria da Tatuapé, Andréa Capitulino, no posto há quatro anos. "Ela é maravilhosa, já a admirava, agora vendo-a de perto tenho certeza que ela é incrível mesmo, agradeço muito por tudo", conta.

Ana também tem o desejo de, um dia, reinar absoluta à frente dos ritmistas. "É um sonho ser rainha. Estou feliz como musa, já me senti bem realizada, mas o futuro a Deus pertence", afirma.

São Paulo