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Bloco Pagu dá início ao pré-carnaval de SP em frente ao Teatro Municipal

Bloco Pagu no Cortejo Modernista em São Paulo - Nelson Anoine/UOL
Bloco Pagu no Cortejo Modernista em São Paulo Imagem: Nelson Anoine/UOL

Anahi Martinho

Colaboração para o UOL, em São Paulo

25/01/2020 19h08

No aniversário de 466 anos de São Paulo, o Cortejo Modernista dá o clima de pré-carnaval no Centro da cidade. O Bloco Pagu iniciou seu desfile na tarde deste sábado, 25 de janeiro, saindo do Teatro Municipal. O espetáculo foi acompanhado de pertinho por Eduardo Suplicy. Na grade do palco, o vereador aplaudiu de pé o maestro João Carlos Martins e fez vários "stories" do espetáculo.

A reportagem do UOL presenciou pelo menos cinco tentativas de furto e assalto durante a primeira meia hora de cortejo do Bloco Pagu, entre o Teatro Municipal e o Largo do Paissandu. Em uma delas, a vítima discutiu com o ladrão e conseguiu recuperar seu celular. "Eu sou trabalhadora, devolve meu celular", disse a garota. A cena chamou atenção da multidão e os ladrões acabaram indo para outro local.

Minutos antes, uma multidão se aglomerava em frente ao palco montado na lateral do Teatro Municipal para assistir à apresentação da Orquestra Sinfônica liderada por Carlos Martins.

Na sacada do teatro, atores caracterizados como os artistas da Semana de Arte Moderna de 1922 fizeram um discurso de apresentação. Mario de Andrade (Pascoal da Conceição), Heitor Villa-Lobos (Marcos Palmeira), Tarsila do Amaral (Rosi Campos), Anita Malfatti (Virginia Cavendish) e Oswald de Andrade (José Rubens Chachá) saudaram o público e foram recebidos com muitos aplausos.

Vestindo chinelos de borracha, Marcos Palmeira colocou o pé para fora da sacada e reproduziu a justificativa dada por Villa-Lobos no famoso concerto de 1922 em que o compositor tocou sem sapatos: "É que eu tenho gota. Vejam as minhas feridas nos pés", disse, arrancando risos dos colegas e do público.

Formada por pessoas de todas as idades, inclusive muitas famílias com crianças, a plateia teve de fazer silêncio para conseguir ouvir a orquestra. Por falhas técnicas, o som estava muito baixo e em alguns momentos quase inaudível. Um grupo de pessoas começou a fazer coro, pedindo: "aumenta o som!". Em seguida, a falha foi consertada.

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