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Liesa corta desfile de camisas de diretoria e vai punir escolas infratoras

Ala dos "amigos", com camisa da diretoria, era tradicional Imagem: Reprodução
Leo Dias

12/02/2020 07h46

O regulamento para o Carnaval 2020 ainda não foi divulgado pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), mas a Coluna do Leo Dias já adianta uma de suas principais novidades. No que depender da Liesa, estão extintos a partir deste ano os "blocos de bicões" que antecediam os desfiles de cada escola de samba. A partir de agora, estarão proibidos de cruzar a pista os famosos penetras com camisas de diretoria, sob possibilidade de punição às escolas infratoras.

A regra estipula que só poderão desfilar à frente da escola, antes da comissão de frente, 30 diretores devidamente identificados. O número é muito menor do que as alas de quase uma centena de pessoas que costumavam abrir as apresentações das agremiações. Nelas, se escondiam membros de empresas patrocinadoras das escolas, familiares e amigos de dirigentes e até famosos sem disposição para comparecer a ensaios antes do desfile e vestir uma fantasia elaborada para cruzar a Avenida.

Com a mudança, o caminho aberto para o cortejo, sem os bicões, passará a ser um item de obrigatoriedade regulamentado pela Liesa. Isso quer dizer que quem não cumpri-lo, poderá sofrer sanções: além de pontos preciosos na apuração, os regulamentos da Liesa também costumam prever quantias em dinheiro para determinadas faltas.

Nos bastidores das escolas, a norma já tem sido muito comentada e há uma tentativa de mudança de consciência para que seja possível cumpri-la.

A liga já vinha buscando colocar limites na abertura do desfile. Em 2019, por exemplo, o regulamento continha um trecho que falava especificamente sobre esse momento no Sábado das Campeãs. Ficou estabelecido que o grupo com camisas de diretoria na noite da vitória não poderia ser maior em comparação ao que desfilasse no dia do desfile oficial. Havia uma exceção para as pessoas que desfilassem após a última ala da apresentação. A multa para o descumprimento era de R$ 30 mil, mas a fiscalização não era intensa. Só agora, em 2020, é que o cenário deve começar a mudar.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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