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Cachorro de Hamilton também é vegano; como funciona e o que muda

Hamilton e seu cachorro Roscoe, um buldogue, que também adotou dieta vegana - Reprodução/Instagram
Hamilton e seu cachorro Roscoe, um buldogue, que também adotou dieta vegana Imagem: Reprodução/Instagram

Lucas Tieppo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

05/10/2020 12h00

O piloto Lewis Hamilton é uma das vozes mais importantes na luta pela vida animal, tanto que desde 2017 optou por seguir uma alimentação vegana e costuma creditar sua boa forma à escolha de excluir produtos de origem animal na sua dieta. Os bons resultados levaram o inglês a expandir a reeducação alimentar dentro de casa.

Roscoe, o buldogue de estimação do inglês, também segue uma dieta 100% baseada em vegetais. Hamilton tinha uma buldogue fêmea chamada Coco, mas ela morreu em junho deste ano. A dupla tem um perfil no Instagram e logo na descrição já fica claro a opção pela dieta vegana.

"Sou um buldogue vegano que adora viajar, jogar bola e chamar a atenção de todas as meninas, especialmente quando elas acariciam minha bunda. Eu gosto de frisbee e tênis", diz a descrição.

Hamilton compartilhou com seus seguidores que logo começou a observar os benefícios que Roscoe passou a ter depois que adotou a dieta sem produtos de origem animal.

"Desde que ele se tornou vegano, seu pelo está muito mais macio, suas patas inchadas se curaram, ele não está mais mancando com dor de artrite e a respiração melhorou. Super feliz com resultado e ele também", escreveu o inglês.

A discussão entorno do veganismo entre os humanos é antiga e muitos defendem a opção como uma forma de diminuir o impacto da indústria dos alimentos com origem animal. O assunto também já existe com relação à alimentação de cães.

Atualmente, boa parte da ração comercializada em larga escala para alimentar cães tem como matéria-prima outro animal. Para entender melhor o veganismo entre os cães, o UOL Bichos conversou com Ana Beatriz Vidal, médica veterinária e zootecnista do Hospital Veterinário Anima, em São José dos Campos (SP). Ana Beatriz é especializada em Nutrição de Cães e Gatos e ressaltou que a prática ainda requer mais estudos e análises dos benefícios.

"Os cães são 'aptos' a ter a dieta vegana, é possível que seja formulada e suplementada com nutrientes de forma sintética, mas ainda existe muita divergência na recomendação. São necessários mais estudos para realmente ser definido se há prejuízos a longo prazo ou não", afirmou.

Ana Beatriz conta que a opção pela dieta vegana deve ser feita se o animal tem reação adversa ao alimento 'comum', possuem alergia a ingredientes de origem animal, mas pode ser bastante prejudicial ao bichinho.

"Os riscos de carências nutricionais são altos: distúrbios ósseos, dermatológicos, deficiência de aminoácidos que pode levar a diversas outras alterações, incluindo o óbito. Precisamos ser conscientes e pensar no que é 'nutricionalmente' adequado para os pets", revelou.

Por isso, a profissional ressaltou que toda mudança deve ser acompanhada de perto por um nutricionista especializado em animais e que a eventual troca deve ser feita de forma gradual, além de esperar o crescimento total do pet, mas reforça a necessidade de mais estudos.