Umpatrocínio de

REPORTAGEM ESPECIAL
 
"Paraty guarda as tradições do artesanato em comunidades caiçaras, quilombolas e indígenas"
Artesanato Paratiense Preservando a Matéria Prima
Canoeiro, um ofício em extinção Barquinhos de madeira Exposição Fotográfica


Foto: Débora Bedin

Foto: Débora Bedin

Foto: Débora Bedin>
ARTESANATO PARATIENSE

Dona Madalena Alves da Silva Conceição aprendeu o ofício com a mãe: a agilidade nas mãos mostra que há décadas a confecção de trançados feitos com materiais da própria mata - folhas, raízes, cipós, faz parte do seu dia-a-dia. Cestas, abanadores, peixes e outras formas nascem dessas mãos que aprenderam o ofício há mais de 70 anos.

A artesã faz parte da comunidade do Campinho, onde vivem famílias descendentes de moradores dos quilombos - refúgios de negros durante a escravidão. E assim como as comunidades indígenas ou caiçaras, o Campinho mostra suas tradições de relação com a natureza através do uso de ervas medicinais, elementos da cozinha típica e o artesanato utilitário.

O trabalho de dona Madalena mostra as raízes do artesanato brasileiro, onde a necessidade é o principal incentivo para a criação das peças.

Desde criança, ela aprendeu a confeccionar cestos para carregar peixes e esteiras para forrar o chão de casa, entre tantas outras coisas. Com o tempo, aprendeu que outra utilidade para o artesanato é a decoração.

Surgiram figuras, como a de galinhas e patos, em suas cestas, leques, vasos.

Sua filha também aprendeu o ofício e, de geração em geração, sua arte utilitária vai sendo preservada.