Arquidiocese de NY adota nova política em relação à pedofilia
da Reuters, em Nova YorkA Arquidiocese de Nova York, em meio aos escândalos de pedofilia protagonizados por padres, divulgou hoje um comunicado com uma nova política de combate a casos de abuso sexual. O documento determina que suspeitas sejam informadas diretamente às autoridades civis, em vez de serem apuradas antes por autoridades religiosas.
A nova política substitui a divulgada no mês passado, quando autoridades religiosas disseram que um padre acusado deveria inicialmente ser entrevistado por clérigos e todas as acusações deveriam ser apresentadas para um comitê do conselho do clero para determinar se deveriam ser informadas a um promotor do distrito ou outra autoridade, disse o porta-voz Joseph Zwilling.
A política anterior dizia que os acusadores eram "encorajados fortemente" a irem diretamente às autoridades, e Zwilling disse em um comunicado que a nova regra expõe o que a Arquidiocese está fazendo desde o início das conversas com os promotores distritais.
O escândalo de abuso sexual de crianças por padres teve início em janeiro, depois de um tribunal concluir que o cardeal de Boston sabia sobre acusações de pedofilia contra padres, mas os manteve trabalhando.
A controvérsia gerou uma crise internacional que abalou os princípios da Igreja Católica e culminou com uma convocação do papa João Paulo 2º aos cardeais dos EUA, para discutir o problema no Vaticano, em abril.
Dirigida pelo cardeal Edward Egan, a Arquidiocese de Nova York abrange cerca de 2,4 milhões de católicos.

